Bombeiro militar é indiciado por morte de cão comunitário no Estádio Serra Dourada
26 maio 2026 às 09h17

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O bombeiro militar Johny Lucas Alves Rosa envolvido na morte do cachorro comunitário “Brutus” foi indiciado pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás pelo crime de maus-tratos a animais domésticos. O crime ocorreu no dia 5 de abril, no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Com o encerramento da investigação na esfera administrativa, o caso foi remetido à Justiça Militar e encaminhado ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), a quem caberá analisar as provas e decidir se oferece denúncia formal contra o soldado ao Poder Judiciário.
Como consequência imediata do andamento das investigações, o soldado teve o seu porte de arma suspenso e foi preventivamente afastado das atividades operacionais da corporação. No momento, o bombeiro cumpre apenas funções burocráticas e administrativas de forma interna. Em nota enviada ao Jornal Opção, a corporação informou que a decisão foi tomada após minuciosa análise técnica dos fatos ocorridos no perímetro do estádio da capital.
O caso provocou forte comoção pública e mobilizou entidades de proteção animal em Goiânia. Em depoimento prestado à Polícia Civil, o militar alegou que agiu sob o pretexto de legítima defesa e estado de necessidade. Segundo a versão apresentada pelo servidor, ele realizava atividades físicas perto do Batalhão Especializado em Operações com Produtos Perigosos quando teria sido cercado por um grupo de seis cães. Na ocasião, ele afirmou que o cachorro Brutus o mordeu na perna e que, após tentar afastá-lo sem sucesso usando o aparelho celular, sacou a arma e efetuou um disparo com a intenção inicial de assustar o animal.
Atingido pelo projétil, o cão comunitário chegou a receber os primeiros socorros prestados por uma equipe da própria corporação, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu. O soldado também recebeu atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde passou por protocolo de vacinação e aplicação de soro antirrábico devido à mordida.
A banca de advocacia que representa o militar reforça a tese de que a conduta foi justificada por uma situação de perigo iminente, alegando que não havia outra alternativa eficaz para cessar o ataque sofrido no momento. O desfecho do processo penal agora depende do posicionamento da promotoria goiana, que avaliará as conclusões apresentadas no relatório final da Corregedoria dos Bombeiros.
O que dizem os bombeiros
No que concerne ao episódio do militar envolvido na morte de um cachorro comunitário no estacionamento do Estádio Serra Dourada, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás informa que o referido bombeiro militar foi indiciado, sendo os autos do processo remetidos ao Ministério Público do Estado de Goiás, que poderá oferecer denúncia ao Poder Judiciário, caso concorde com o teor da investigação.
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