Bolsonaro diz que Forças Armadas não vão interferir nas eleições

Declaração foi uma resposta ao presidente do TSE, Edson Fachin, que mais cedo criticou as tentativas de se desacreditar no sistema eleitoral brasileiro

O pré-candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 12, durante live nas redes sociais, que as Forças Armadas não vão interferir nas eleições. A declaração foi uma resposta ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, que mais cedo criticou as tentativas de se desacreditar no sistema eleitoral brasileiro.

“Eu não sei de onde ele [Fachin] está tirando esse fantasma que as Forças Armadas querem interferir na Justiça Eleitoral. Não existe interferência, ninguém quer impor nada, ninguém quer atacar as urnas, atacar a Democracia, nada disso. Ninguém está incorrendo em atos antidemocráticos. Pelo amor de Deus! A transparência das eleições, eleições limpas, transparente, é questão de segurança nacional”, afirmou Bolsonaro.

O ministro disse nesta quinta-feira, 12, que o País terá eleições limpas e que “ninguém e nada interferirá” na Justiça Eleitoral. Ele afirmou ainda, em um trocadilho com a expressão “Forças Armadas”, que quem cuida das eleições são as “forças desarmadas”.

Fachin deu as declarações durante visita à sala do tribunal onde estão sendo realizados testes de segurança nas urnas eletrônicas. Edson Fachin tem feito um contraponto às tentativas do presidente Jair Bolsonaro de, sem provas, levantar suspeitas sobre a confiabilidade das urnas.

As Forças Armadas compõem, desde o ano passado, a Comissão de Transparência Eleitoral (CTE), criada pelo próprio TSE, envolvendo diferentes órgãos. O objetivo foi dar ainda mais transparência ao processo eleitoral. Militares fizeram uma série de sugestões à Corte sobre o processo eleitoral, sendo que algumas acatadas e outras não foram incorporadas pela área técnica do tribunal.

“Vamos ter, dia 2 de outubro — o Brasil terá —, eleições limpas, seguras, com paz e segurança. Ninguém e nada interferirá na Justiça Eleitoral. Não admitimos qualquer circunstância que impeça o brasileiro de se manifestar”, ressaltou Fachin.

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