O imbróglio sobre no caso da bebê Maria Liz Rodrigues Mesquita, de oito meses, com quadro grave de bronquiolite, que aguardava há cerca de três dias por uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, finalmente foi resolvido. Ao Jornal Opção, a mãe da criança, Hichieria Fernandes, informou que, na madrugada desta quinta-feira, 16, a pequena foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), onde está sendo assistida 24h por profissionais da saúde.

Em relato, ela contou que elas foram encaminhadas ao Hecad ainda na terça-feira, 15, mas ainda assim precisaram aguardar mais um dia para liberação da vaga.

“Ficamos na sala de observação respiratória até de noite e a noite fomos para a sala vermelha. No início da madrugada, a médica voltou ela para a sala de observação respiratória para desocupar o leito da sala vermelha porque chegou um caso mais grave. Ficamos lá na sala de observação respiratória até ontem. Aí conseguimos a vaga aqui para a UTI”, relatou

Segundo Hichieria, o quadro de saúde de Maria Liz é grave, mas ela está estável. “O quadro é grave, mas tá estável. A médica acabou de falar. Agora ela está sendo melhor cuidada, com mais atenção”, afirmou.

Relembre o caso

Na quinta-feira passada, 9, Maria Liz precisou ser levada ao Caia de Campinas após apresentar remela nos olhos, dificuldade para respirar e febre.

A mãe da bebê relatou que ao chegar na unidade de saúde, enfrentou problemas logo no primeiro atendimento. “O raio-x não estava funcionando, tivemos que ir para outro Cais. Aqui também não estava fazendo exame de sangue”, disse.

A criança foi atendida, medicada e liberada. No entanto, Maria Liz não melhorou e precisou ser levada novamente ao Cais de Campinas no último domingo, 11.

Hichieria fez uma série de denúncias, sendo uma delas referente à falta de equipamentos. “Não tem nem cateter infantil. A máscara de oxigênio não estava adiantando”, relatou.

Maria Liz foi levada a sala vermelha após uma médica se compadecer pela criança. “Uma médica foi um anjo, conseguiu um cateter e pediu a vaga na UTI com urgência”, disse.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, o município dispões, atualmente, de 214 leitos de UTI, sendo 198 ocupados e 16 livres. Ainda segundo a pasta, o encaminhamento de pacientes acontece de acordo com o perfil e suporte clínico e especializado necessário.

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