Base de Paulo Garcia apoia Comissão de Inquérito que apura “esquema de pastinhas”

Cinco vereadores aliados ao Paço Municipal assinaram requerimento de Elias Vaz (PSB), que faz oposição à Prefeitura de Goiânia. Integrantes da CEI vão trabalhar no recesso

Cinco vereadores da base do Paço Municipal assinaram requerimento | Fotos: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

Jorge do Hugo (à esq.), Cida Garcêz, Paulo Magalhães, Rogério Cruz e Mizair Lemes Jr. assinaram requerimento | Fotos: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

Cinco vereadores da base aliada ao prefeito Paulo Garcia (PT) assinaram o requerimento de Elias Vaz (PSB) que criou nesta terça-feira (30/6) a Comissão Especial de Inquérito (CEI) que vai apurar o suposto esquema de protocolo de pastas vazias na antiga Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo (Seplam), hoje Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentável (Semdus). São eles Paulo Magalhães e Cida Garcêz (ambos do Solidariedade), Rogério Cruz (PRB), Mizair Lemes Jr. (PMDB) e Jorge do Hugo (PSL).

Ainda foram signatários do documento os quatro integrantes do Bloco Moderado: Paulo da Farmácia e Divino Rodrigues (Pros), Bernardo do Cais (PSC) e Zander Fábio (PSL). No total, 19 vereadores assinaram o requerimento.

Ao Jornal Opção Online, o líder do prefeito na Casa, Carlos Soares (PT), preferiu não comentar a participação dos aliados. Porém, relatou em coletiva que a CEI terá de apurar se as denúncias procedem. “Nós a respeitamos e queremos participar para investigar e não deixar dúvida de que os projetos aprovados pela prefeitura foram aprovados corretamente.”

O petista relata ainda que todos os pontos devem ser esclarecidos. “Vai ser bom para dar transparência a esse assunto, principalmente na transição do Plano Diretor de Goiânia. Especialmente o do empreendimento do [Condomínio] Europark, que mexeu com os vereadores. Vamos trabalhar para esclarecer”, concluiu.

Líder da bancada do Solidariedade, Paulo Magalhães afirmou tanto em pronunciamento quanto em entrevistas que os vereadores estão “cansados” de serem mal tratados pelo secretariado do Paço Municipal. “É nessa hora que vereador tem que virar lobo, nas votações importantes. Não somos respeitados pela prefeitura e na hora de votar temos que abaixar a cabeça”, reclamou, completando que a prefeitura terá de “encarar uma CEI que já começou com 19 assinaturas”.

Paulo da Farmácia é líder do Bloco Moderado e avalia que a participação da base na criação da CEI representa não só insatisfação da oposição, mas também do seu grupo e dos aliados de Paulo Garcia. “Vamos ter facilidade para convocar quem for preciso.”

Para Elias Vaz, autor das denúncias, o apoio dos aliados do prefeito significa certeza na existência de fraudes. “É uma demonstração clara, mesmo após o líder de Paulo Garcia ter se posicionado contra”, argumenta, comentando também que não acredita na retirada de assinaturas.

O presidente da Câmara, Anselmo Pereira (PSDB), garantiu a Elias Vaz que as investigações da comissão não serão prejudicadas pelo início do recesso parlamentar, a ser iniciado na próxima semana. “Quem quiser integrar vai ter que trabalhar nas férias”, disse o tucano.

Agora, a criação da CEI deve ser publicada no Diário Oficial do Município (DOM) e o prazo para a indicação dos integrantes é de até 48 horas após a veiculação.

Integrantes

A reportagem apurou que pelo menos cinco integrantes já foram indicados para participar da CEI. Elias Vaz pleiteia a presidência. Geovani Antônio (PSDB) deve ser a indicação tucana. Cida Garcêz é o nome do Solidariedade. Paulo da Farmácia (Pros) irá representar os colegas do Bloco Moderado. Apesar de não ter assinado, Carlos Soares solicitou à mesa diretora que inclua seu nome, já que é o único petista na Casa.

O regimento interno da Câmara estima que sete vereadores titulares devem compor uma Comissão Especial de Inquérito, sendo que mais três devem ficar como suplentes. As investigações podem durar até 120 dias prorrogáveis.

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