Bacião de 100 milhões de litros na Marginal Botafogo busca reduzir vazão na Jamel Cecílio em 50%
24 junho 2026 às 14h12

COMPARTILHAR
A Prefeitura de Goiânia anunciou a construção de uma bacia de reservação com capacidade para armazenar cerca de 100 milhões de litros de água na região da Marginal Botafogo. A intervenção, tratada pela gestão como emergencial, terá investimento de R$ 40 milhões e busca reduzir em aproximadamente 50% o volume de água que chega ao Complexo Viário Jamel Cecílio durante chuvas intensas, ponto historicamente afetado por alagamentos, interdições no trânsito e riscos a motoristas e pedestres.
A estrutura será implantada na Bacia do Córrego Botafogo, em trecho entre a Rua Nonato Mota e a Avenida 2ª Radial. A obra prevê a construção de uma grande bacia de reservação, nova rede de microdrenagem, instalação de grelhas metálicas de captação e ampliação da capacidade hidráulica do sistema. A promessa da administração municipal é concluir a intervenção antes do próximo período chuvoso.
Na prática, o chamado “bacião” funcionará como uma espécie de piscinão. Em períodos normais, o córrego seguirá o fluxo habitual. Durante tempestades, quando o volume de água superar a capacidade de escoamento do sistema, parte dessa água será desviada para a bacia, onde ficará armazenada temporariamente. Depois, será liberada de forma controlada, reduzindo a pressão sobre galerias, córregos e vias urbanas.
Ao todo, a região terá três baciões
Segundo o prefeito Sandro Mabel, a primeira bacia terá capacidade para receber 100 milhões de litros de água. Ele afirmou que a medida tem como objetivo impedir que o grande volume de chuva chegue de uma só vez à região da Jamel Cecílio. “Ela vai acumulando lá 100 milhões de litros, são muitos litros, e a vazão que ela tem é a vazão calculada que o córrego aguenta”, explicou durante coletiva.
Além da bacia da Marginal Botafogo, a Prefeitura prevê outras duas estruturas semelhantes ao longo do sistema. Uma delas deve ser construída na região do Complexo Mauro Borges, com capacidade estimada de 150 milhões de litros, e outra no Areião, com cerca de 50 milhões de litros. Somadas, as três bacias poderão armazenar até 300 milhões de litros de água. A primeira intervenção, no entanto, é considerada prioritária por atingir diretamente a região da Jamel Cecílio, apontada pela gestão como uma das áreas mais críticas da capital.
A obra combina soluções de macrodrenagem e microdrenagem. A macrodrenagem envolve a retenção de grandes volumes de água para controle de cheias. Já a microdrenagem inclui bocas de lobo, grelhas de captação, tubulações e galerias pluviais para retirar a água das ruas com mais rapidez e evitar acúmulo sobre o asfalto. A Prefeitura afirma que o conjunto deve gerar mais capacidade de escoamento, mais segurança viária e menos transtornos durante temporais.
O projeto também prevê impacto direto na mobilidade urbana. A região da Jamel Cecílio é um dos principais corredores de tráfego da capital e costuma registrar interdições durante chuvas fortes. Com a redução dos picos de vazão, a expectativa é diminuir a frequência de bloqueios, reduzir danos materiais e aumentar a segurança para motoristas, motociclistas e pedestres.
Leia também:
Igrejas ficam dispensadas de pagar outorga onerosa após decisão da Câmara de Goiânia – Jornal Opção
Alimentos dominam indústria goiana e concentram R$ 111,5 bilhões em receitas



