As reações do mundo político à morte de Fidel Castro

Figura política controversa, Castro, líder da Revolução Cubana, morreu na última sexta-feira (25/11), aos 90 anos de idade

A morte de Fidel Castro, uma das personalidades globais mais importantes e controversas dos últimos 50 anos, provocou neste sábado (26) reações diferentes por parte de lideranças políticas no Brasil e no mundo.

Se manifestaram pelas redes socias o presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), que classificou o ex-presidente cubano como um “líder de convicções”. Os ex-presidentes Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), lamentaram a morte do líder e lembraram das boas relações diplomáticas entre Brasil e Cuba.

Chamou atenção a grande contradição entre as mensagens escritas pelo atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e o presidente eleito do País, Donald Trump.

Obama, que fez o restabelecimento de laços diplomáticos com Cuba um marco de seu governo, disse neste sábado que os Estados Unidos estendem a mão da amizade ao povo cubano.

Já Donald Trump, divulgou mensagem na qual se refere a Fidel como um “ditador brutal que oprimiu seu próprio povo por quase seis décadas”.

Michel Temer

Em nota à imprensa, o presidente Michel Temer disse que “Fidel Castro foi um líder de convicções. Marcou a segunda metade do século XX com a defesa firme das ideias em que acreditava”.

Dilma Rousseff

A ex-presidenta Dilma Rousseff lamentou a morte do líder cubano e apresentou suas condolências e solidariedade à família Castro e ao povo cubano. “Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte. Um homem que soube unir ação e pensamento, mobilizando forças populares contra a exploração de seu povo. Foi também um ícone para milhões de jovens em todo o mundo”, diz nota de Dilma.

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte de Fidel e comparou-a como se tivesse perdido um irmão. Lula diz que Fidel foi uma voz de luta e esperança. “Seu espírito combativo e solidário animou sonhos de liberdade, soberania e igualdade. Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania”, diz trecho da nota de Lula. “Sinto sua morte como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei. Será eterno seu legado de dignidade e compromisso por um mundo mais justo”, acrescenta a nota do ex-presidente.

Fernando Henrique Cardoso

Ao da morte de Fidel Castro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse em nota que a “luta simbolizada por Fidel dos “pequenos” contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no continente. “O governo brasileiro se opôs a todas as medidas de cerceamento econômico da Ilha e, desde o governo Sarney até hoje as relações econômicas e políticas entre o Brasil e Cuba fluíram com normalidade”. Em outro trecho da nota, FHC diz que a morte de Fidel “marca o fim de um ciclo, no qual, há que se dizer que, se Cuba conseguiu ampliar a inclusão social, não teve o mesmo sucesso para assegurar a tolerância política e as liberdades democráticas”. FHC também expressou no documento os votos de que a transição pela qual a Ilha passa “permita que a prosperidade aumente, mas que se preserve, num ambiente de liberdade, o sentimento de igualdade que ampliou acesso à educação e à saúde.

 

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