Araújo Jorge precisa de pelo menos R$ 24 milhões a mais por mês para manter funcionamento

Em coletiva, o presidente do hospital criticou ministro por dizer que havia liberado verbas para a instituição e disse que o pleito junto ao Ministério da Saúde é outro

Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

“Ministro tomou para si como se fosse obra”, criticou ele | Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

O presidente da Associação de Combate ao Câncer de Goiás (ACCG), Paulo Campoli, criticou, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (2/9), a afirmação do ministro da Saúde, Ricardo Barros, de que ele havia liberado R$ 2,3 milhões para a instituição. Conforme antecipado nesta quinta-feira (1º) pelo Jornal Opção, a verba realmente foi recebida, mas não é propriamente do ministério e sim das verbas parlamentares de deputados federais e senadores goianos.

“É lamentável ouvir uma fala dessas de um ministro de estado”, criticou ele, explicando a real origem do dinheiro. “Existe um recurso da União que é destinado aos parlamentares, a verba parlamentar, que é na faixa de R$ 4 milhões. Cada um pode destinar ao seu estado da forma que ele acredita que tem que ser aplicado. A bancada do Estado de Goiás têm um montante e eles regularmente se reúnem pra definir qual é o valor que vai ser destinado para cada instituição aqui de Goiás”. “Aqui pro Araújo Jorge, todo ano vem”, destacou.

O médico ressaltou que, atualmente a ACCG recebe cerca de R$ 4 milhões. “Foram liberados R$ 2,4 milhões, mas o restante já foi depositado esse ano é está sendo utilizado para a finalidade dele: Comprar equipamento, modernizar o hospital”, disse. “O Ministro tomou para si como se fosse obra dele”, criticou Paulo.

Segundo ele, o pleito no ministério é outro. Na verdade, a reivindicação da ACCG é que o governo federal reajuste o valor mensal destinado ao município de Goiânia para tratamento oncológico. Desde 2013, o montante é de R$ 36 milhões, enquanto o gasto real na cidade, principalmente com a ampliação do atendimento do Araújo Jorge, é de R$ 50 milhões.

“O ministro nos assegurou que, depois do impeachment, ele ia ver se ia mudar o repasse. Se isso acontecer, vai melhorar muito pra gente”, afirmou. Agora, a diretoria do ACCG tenta marcar uma reunião com Ricardo para cobrar a verba.

Paulo criticou ainda informações de que estariam faltando remédios no hospital. “Estamos passando por uma crise sim, mas não está faltando medicamento, não está faltando quimioterápico”, garantiu. No entanto, isso não significa que a situação esteja sob controle e o quadro pode, futuramente, piorar, destacou.

“Nenhum atendimento deixou de acontecer, mas a gente acha que isso vai acontecer em breve”, lamentou. “Agora, quem estará fechando? A prefeitura, que nos negou apoio. O mesmo apoio que a gente conseguiu no Estado, a gente não conseguiu na prefeitura. A culpa é deles, porque a nossa luta é pra manter aberto”.

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