Aproximação de Iris e Caiado pode levar Dona Íris à Câmara Federal

Articulações podem resultar em dança das cadeiras entre deputados eleitos. Entenda

Foto: Reprodução

Findado o período eleitoral, a reaproximação do emedebista Iris Rezende e do democrata Ronaldo Caiado pode fazer com que a primeira-dama de Goiânia, Dona Íris (MDB), acabe por assegurar uma cadeira na Câmara Federal.

A emedebista estará, a partir do próximo mandato, como segunda suplente na coligação que tem MDB, PP e PRB. Na chapa, foram eleitos João Campos (PRB), Professor Alcides (PP) e Adriano do Baldy (PP). Dessa forma, para Dona Íris assumir a vaga, dois dos parlamentares precisariam deixar a Casa.

O cenário ainda é incerto e é prematuro discutir como se darão as articulações neste sentido, mas não será de se estranhar que a condição esteja em jogo no momento em que o prefeito de Goiânia e o futuro governador começarem a discutir parcerias e até mesmo a participação do MDB na administração estadual.

Hoje, o partido está na mão do deputado federal Daniel Vilela (MDB). Derrotado nas urnas na disputa ao governo de Goiás e sem mandato a partir do ano que vem, entretanto, deve ganhar força no partido o grupo que caminhou com Caiado no período eleitoral.

Apesar de Iris ter se colocado junto ao candidato do partido, não é novidade para ninguém a relação que mantém com Caiado. Vale lembrar que, ainda no primeiro turno, Dona Íris compareceu a um evento organizado pela chapa caiadista e, desde então, o democrata já havia sinalizado o esforço para a retomada de uma aliança.

O que dizem os deputados eleitos

Procurado pela reportagem, Adriano do Baldy alegou ainda ser cedo para tratar de articulações, mas sinaliza que é um homem de partido e que ainda precisa se reunir com seu padrinho político, o ministro Alexandre Baldy, para tratar de qualquer possibilidade. Mas não descarta qualquer cenário. “A gente não fecha porta para nenhum lado”, declarou.

Já Professor Alcides descartou qualquer possibilidade de não seguir com seu mandato na Casa. “Fui eleito e quero ser deputado federal, vou trabalhar pela sociedade”, asseverou. Ele também alega que desconhece qualquer articulação envolvendo a coligação, o MDB ou Caiado.

A reportagem tentou entrar em contato com deputado João Campos, por telefone, mas as ligações não foram atendidas.

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