Após revolta dos pais, MP-GO apura utilização do termo cocaína em tarefa de matemática em escola

De acordo com secretária municipal de Educação, Carla de Deus Lima Lemes, a servidora que ocupava o cargo de supervisora escolar pediu exoneração, no dia 8 deste mês

Após pais de alunos da Escola Municipal Padre Elígio Silvestri, em Itaberaí, se revoltaram ao ver, na tarefa de casa dos filhos, uma questão envolvendo cálculo para colocar cocaína em pino de plástico, o Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da 2ª Promotoria de Justiça, se reuniu nesta quinta-feira, 14, com representantes do município para tratar a conduta profissional de duas servidoras municipais.

A tarefa apresentava uma questão que pedia o cálculo da quantidade de cocaína colocada em um pino de plástico. O exercício foi enviado para a casa dos alunos do 8º ano das turmas A e B. O promotor de Justiça Marcelo Faria da Costa Lima, em substituição na 2ª PJ, esclareceu que a reunião foi convocada para verificar quais medidas foram adotadas em relação ao caso.

A secretária municipal de Educação, Carla de Deus Lima Lemes, informou ao promotor que a servidora que ocupava o cargo de supervisora escolar pediu exoneração, no dia 8 deste mês. Além disso, foi instaurado procedimento para apurar a conduta administrativa tanto da supervisora quanto da coordenadora pedagógica da unidade.

O procurador-geral do município, Daniel Fernandes Leite, acrescentou que a Câmara Municipal de Itaberaí constituiu Comissão Especial para acompanhamento do processo administrativo aberto para averiguar a conduta das duas servidoras municipais.

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