Após repressão da gestão Iris, professores decidem manter greve em Goiânia

Sindicato dos Servidores da Educação votou, em assembleia geral, manutenção da paralisação que já dura mais de 20 dias

Votação na porta da SME | Foto: reprodução/ Facebook Jorge Kajuru

Os professores e servidores da Educação da rede municipal de Goiânia votaram, na manhã desta sexta-feira (28/4), pela manutenção da greve. Em assembleia na porta da Secretaria Municipal de Educação (SME), dezenas de filiados ao Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed) rejeitaram a proposta de findar o movimento grevista.

A decisão vem após a truculenta repressão promovida pela Guarda Municipal contra os manifestantes que ocuparam na quarta-feira (26) o prédio da secretaria, no Setor Leste Universitário.

Com bombas de efeito moral e tiros de borracha, a gestão Iris Rezende (PMDB) expulsou professores e alunos que se manifestavam por melhorias na rede, deixando vários feridos. O caso foi parar no Ministério Público de Goiás, onde vereadores denunciaram a ação violenta da Guarda e da Prefeitura de Goiânia.

Com gritos de “prefeito a culpa é sua, a greve continua” e cartazes atacando Iris Rezende, os manifestantes protestaram também contra a falta de diálogo do secretário de Educação de Goiânia, Marcelo da Costa — que disse, em coletiva de imprensa, que não sabia quem havia dado ordens para a desocupação truculenta.

Uma nova assembleia será realizada no dia 9 de maio.

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