Após rebeliões, governo anuncia contratação de 1,6 mil vigilantes temporários

Motim na região metropolitana da capital incendiou penitenciária, deixando nove mortos e 14 feridos; 105 ainda estão foragidos

Tenente-coronel Newton Castilho | Foto: Larissa Quixabeira

O governo de Goiás, por meio da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap), irá contratar mais de 1,6 mil vigilantes penitenciários temporários. É o que informou o tenente-coronel Newton Castilho, responsável pela pasta, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (2/1).

Lançado em 2015, o edital para a contratação dos agentes foi concluído no ano seguinte, mas acabou questionado na Justiça. Contudo, segundo ele, não há mais impeditivo legal e o processo será finalmente concluído nos próximos dias.

“É insuficiente o número de agentes penitenciários, mas providências estão sendo tomadas. Em 2017 o governo aumentou em 103% o efetivo de concursados e agora conseguimos destravar na justiça o contratação dos temporários”, explicou.

Na última segunda-feira (1º/1), três rebeliões irromperam em presídios de Goiás, deixando feridos em Rio Verde e Santa Helena. Em Aparecida de Goiânia, detentos incendiaram a Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional. O motim acabou com nove mortos (que abaram carbonizados), 14 feridos e mais de 100 fugitivos.

Newton Castilho contou que havia 768 presos na unidade e apenas cinco vigilantes quando presos que estavam na ala C invadiram as ala A, B e D. Foram encontrados duas pistolas, um revólver calibre 38, além de vários objetos cortantes.

A Seap ainda não divulgou relatório com nomes dos fugitivos nem tampouco dos mortos, pois aguarda laudo da Polícia Técnico-Científica.

Reforma

Toda a estrutura danificada da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, passará por reparos, informou o superintendente. Com isso, 153 detentos foram transferidos para outras unidades. “Vamos deliberar junto ao governador para acelerar as obras dos cinco novos presídios, que já estão em andamento”, completou.

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