Após manifestações, Dilma se posiciona e afirma que “diálogo está aberto”

“Não posso aceitar ser responsabilizada por decisões que, se não tomadas, a situação seria pior”, alegou a presidente em coletiva de imprensa

Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR

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A presidente Dilma Rousseff (PT) se pronunciou pela primeira vez, nesta segunda-feira (16/3), após as manifestações contra o governo federal ocorridas no último domingo (15) em ao menos 50 municípios brasileiros. Em entrevista coletiva, a petista reforçou a legitimidade dos protestos e garantiu a abertura de diálogo.

“O governo tem obrigação de abrir o diálogo. Quando as pessoas se manifestam nas ruas é obrigação de um governo escutar”, sustentou a presidente.

Sobre as reivindicações dos atos populares, Dilma afirmou que, no que se refere à corrupção, o governo tem mantido sua coerência combatendo a prática ilítica. “A corrupção não nasceu hoje e não poupa nenhuma área. Pode estar em tudo que é lugar, inclusive no setor privado”, disse a petista ao final de entrevista à imprensa.

Dilma também destacou o pacote de medidas anticorrupção que será enviado, ainda nesta semana, ao Congresso Nacional. Repostas à voz das ruas, as medidas fazem parte das propostas apresentadas pela presidente durante sua campanha nas últimas eleições.

Em relação à crise econômica e à dura política fiscal adotada pelo governo, Dilma afirmou que a gestão petista “fez de tudo” para a economia reagir, o que não ocorreu. “Longe de mim achar que não cometemos erro nenhum, mas não posso aceitar ser responsabilizada por decisões que, se não tomadas, a situação seria pior”, disse. “Seguramos emprego e renda, não deixamos empresas quebrarem”, emendou.

Com o mesmo discurso de seu último pronunciamento, no dia 8 de março, a presidente afirmou que os ajustes fiscais empreendidos pelo governo são, no atual momento, importantes para o país. “Temos de fazer correções. A diferença é que agora o País não quebra quando as coisas ficam voláteis lá fora.”

Durante entrevista coletiva, a petista também negou qualquer dificuldade em articulações políticas por parte do PT, sobretudo no que diz respeito ao PMDB. “Temos uma parceria e o PMDB integra o governo”, defendeu.

Ainda sobre as manifestações do último domingo, Dilma lembrou o aniversário de três décadas da redemocratização do País e defendeu a legitimidade dos protestos. “Ontem, quando vi centenas de milhares de cidadãos se manifestanto pelas ruas de várias cidades brasileiras, não pude deixar de pensar: valeu a pena lutar pela liberdade, valeu a pena lutar pela democracia”.

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auc

Vamo lá, turma, pau na égua, a dilma tá desesperada, é agora ou nunca, só mais um pouquinho e estaremos livres dessa corja de bandidos corruptos bolivarianos.

Marcelo Luiz Correa

Vejam o nível de cinismo e falta de caráter de uma governante que diz, não posso ser responsabilizada por aquilo de que sou responsável. Então, só resta uma coisa: já que a oposição é uma cambada de frouxos, o povo, que trabalha e produz, tem que cerrar fileiras e derrubar este governo. Fora, cínica vagabunda!