Após fala polêmica, secretária da Economia pode não receber título de cidadã goiana

Na Mesa, presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira (PSB), pediu respeito da titular pela Casa

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) foi tomada por uma discussão na tarde desta quinta-feira, 30. Os deputados discutem fala de secretária da Economia sobre duodécimos à Casa e cogitam não votar título de cidadã goiana à titular, Cristiane Schmidt.

O presidente da Alego, Lissauer Vieira (PSB), foi um dos que se pronunciou sobre e pediu que o Executivo tenha mais respeito pelo Legislativo. À rádio Sagres, Cristiane teria dito que a Assembleia tem onerado o Estado, pedindo mais dinheiro para construção de nova sede.

Além disso, ela rebateu o deputado Henrique Arantes (PTB), que disse na tribuna, que o Governo não faz repasse integral do duodécimo à Casa. Segundo ele, o valor ideal seria de pelo menos 5% da receita corrente líquida e acusa que isso não é feito. Cristiane, à rádio, disse que é mentira que não é feito o repasse integral.

Indignado com a resposta, o petebista falou, nesta quinta, 30, na Alego, solicitando a convocação da secretária para prestar esclarecimentos. O líder do Governo, Bruno Peixoto (MDB), disse que ela comparecerá na terça-feira, 4, às 15h.

Indignação

Henrique pareceu satisfeito, mas adiantou que, caso a promessa não seja cumprida, a convocará por meio da Lei. “A secretária disse que eu não falo a verdade ao falar que não paga o duodécimo. Ela não paga, está atrapalhando o governador”, disse.

A crise deu o pontapé para outra discussão: o projeto de título de cidadã goiana à titular da Economia, que é do Rio de Janeiro.

A deputada estadual Lêda Borges (PSDB) chegou a dizer que, até antes da entrevista, Cristiane mereceria o título, mas que com o pronunciamento teria se tornado persona non grata

Deputados, que inclusive são considerados base do Governo, como Eduardo Prado (PV) e Virmondes Cruvinel (Cidadania) disseram ao Jornal Opção que, agora, a votação do título não deve nem entrar em pauta mais. “Eu não votarei”, assinalou Prado. 

Os ataques à secretária não pararam por aí. Arantes insinuou, ainda, que ela estaria sendo rejeitada na própria secretaria. “Não tem lógica uma secretária de Economia não ter conhecimento. Ouvimos reclamações da equipe dela, que pedem para intercedermos junto ao governador”, afirmou.

A secretária não quis comentar o assunto.

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