MP investiga caso e exige correção de irregularidades nas contratações realizadas pelo tribunal

Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE) exonerou nesta quarta-feira, 23, dois servidores após o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) apurar denúncias de irregularidades em contratações, nepotismo e altos salários incompatíveis com as funções desempenhadas pelos servidores.

[relacionadas artigos=”158899″]

Um dos servidores era concursado na função de analista de controle externo, porém atuava como assessor contábil, com salário de R$ 41,6 mil. A outra servidora exercia o cargo de mecanógrafo, responsável por consertar maquinas de escrever, que nem existem mais. Para isso, ganhava um salário de R$ 8,1 mil.

As investigações do MP também apontaram que um servidor que teria sido contratado aos 12 anos, em março de 1988, ocupa atualmente um cargo de nível superior, com salário de R$ 31,4 mil, apesar de não ter participado de concurso público.

O órgão trabalha para que o TCE corrija as irregularidades e contratações ilegais por meio de um acordo, mas ressalta que o tribunal poderá ser acionado judicialmente.

O Jornal Opção entrou em contato com o TCE que por meio de nota disse apenas que “segue analisando de forma detalhada a folha de servidores e irá informar os resultados tão logo a análise esteja concluída”.