Após decisão da Justiça, governador de Minas é obrigado a exonerar esposa

Carolina Pimentel havia sido indicada para secretaria de Desenvolvimento Social, mas liminar suspendeu sua nomeação

Suspeita é que os Pimentel queriam que Carolina conseguisse foro privilegiado para escapar da Polícia Federal | Foto: Carlos Alberto/ Imprensa MG

Suspeita é que os Pimentel queriam que Carolina conseguisse foro privilegiado para escapar da Polícia Federal | Foto: Carlos Alberto/ Imprensa MG

Em decisão polêmica anunciada no dia 28 de março, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), indicou a própria esposa para a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) do Estado. Na última semana, no entanto, uma liminar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu a nomeação.

Mesmo com a contestação do governo, que recorreu da decisão, Carolina Pimentel foi exonerada depois que a desembargadora Hilda Teixeira manteve a liminar, entendendo ter havido desvio de finalidade no ato. A indicação teria sido feita para garantir foro privilegiado a ela, já que tanto Carolina quanto Fernando são alvos da Operação Acrônico, da Polícia Federal, que investiga vantagens concedidas a empresas na elaboração de políticas públicas.

Em nota, o governo de Minas anunciou que “A decisão da exoneração foi tomada para impedir que falsas polêmicas geradas pela oposição interfiram na continuidade e no avanço dos importantes projetos já em curso na Sedese”, ou seja, decidiu não mais recorrer para evitar o desgaste que a nomeação de Carolina gerou.

Na época em que a primeira-dama foi indicada, o argumento oficial era de que seu nome não havia sido indicado pelo marido, mas sim pelo ex-secretário da pasta, André Quintão. Segundo o governo, Carolina conseguiria dar continuidade a projetos conjuntos entre o Sedese e o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), que já era comandado por ela.

Agora, Carolina retoma os trabalhos no Servas. Em seu lugar, assume a secretária-adjunta Rosilene Teixeira Rocha.

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