Apesar do fim da greve dos profissionais de saúde de Goiânia, mobilizações ainda acontecem

Greve municipal de saúde se encerrou oficialmente na última quarta-feira, após assembleia geral, mas os sindicatos afirmam que continuarão pressionando o prefeito para que as reivindicações sejam atendidas

O Sindsaúde não aceitou a proposta de negociação feita pela Prefeitura de Goiânia no último dia 9/6. | Foto: Sindsaúde

A greve começou no dia 11 de junho e terminou na última quarta-feira (9/7) | Foto: Sindsaúde

O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde) e a categoria dos profissionais da saúde da  Secretaria Municipal de Saúde se reuniram na manhã desta sexta-feira (11/7) com o promotor Vilamir Camapum na sede do Ministério Público de Goiás (MP-GO) para discutirem a concessão da insalubridade – que foi uma das reivindicações do movimento grevista que afetou a saúde pública na capital no último mês. A greve, que durou 29 dias, se encerrou oficialmente na última quarta-feira (9/7), após assembleia geral. A categoria decidiu voltar ao trabalho devido decisão da Justiça que limitava o movimento e não chegou a haver negociação de fato com o Paço.

No entanto, os profissionais da saúde ainda continuarão se mobilizando a favor de melhores condições de trabalho, inclusão de categorias não contempladas e aplicação do Plano de Carreiras, Cargos e Vencimentos (PCCV), por exemplo. “Infelizmente, temos uma decisão judicial que limita a greve. A maioria dos trabalhadores decidiu interromper o movimento, mas isso não significa o fim das mobilizações”, informou a presidente do Sindsaúde, Flaviana Barbosa.

A decisão de que fala a presidente do Sindsaúde foi expedida no dia 25 do mês passado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). O juiz substituto em segundo grau e relator da liminar, Marcus da Costa Ferreira, havia esclarecido que a manutenção de apenas 30% do funcionamento era “nitidamente insuficiente à continuidade do serviço, o que evidencia sua ilegalidade, especialmente dadas às consequências dela advindas”. Neste contexto, a decisão judicial havia  determinado que 80% dos trabalhadores da saúde voltassem para o trabalho durante o movimento grevista.

O presidente do Sindicato dos Odontologistas do Estado de Goiás (Soego), José Augusto Milhomem, salientou que os servidores farão pressão junto ao prefeito Paulo Garcia (PT) para que as negociações das reivindicações sejam atendidas. “Apesar do fim da greve, as atividades de mobilização e de pressão junto ao município, pela efetividade das negociações, continuam”, finalizou.

A secretária-geral do Sindsaúde, Ivanilde Batista, informou ao Jornal Opção Online que no próximo dia 23 os representantes da categoria encaminharão denúncia para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás (SRTE-GO) solicitando fiscalização do órgão trabalhista nas unidades de saúde da prefeitura da capital. “Queremos que a superintendência do Estado vistorie as unidades de saúde para verem e comprovarem as precárias condições em que os profissionais da saúde estão submetidos a trabalharem”, disse.

O promotor Vilamir Camapum havia adiantando para a comissão do movimento grevista, na última quarta-feira, que parte da concessão da insalubridade seria substituída pela concessão de produtividade, sendo esta uma das propostas apresentadas pelo secretário de Saúde, Fernando Machado.

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