Apesar de bem avaliadas, ciclovias de Goiânia ainda são pouco utilizadas

Pesquisa inédita analisa hábitos e percepções dos moradores da capital sobre vários temas 

Ciclovia na Av. Universitária | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

Uma pesquisa inédita divulgada nesta semana desvendou parte dos hábitos e percepções dos moradores de Goiânia acerca da cidade. Realizado pela Rede de Monitoramento Cidadão (RMC), uma organização identificada como independente e apartidária, o extenso estudo analisou 132 indicadores locais relacionados à qualidade de vida da população.

Vários temas que impactam diretamente no dia a dia dos moradores foram abordados, como esgotamento sanitário, mobilidade, segurança e mudanças climáticas.

No quesito transporte, chama atenção as conclusões acerca do uso da bicicleta. De acordo com a pesquisa de opinião, que ouviu mais de 1 mil pessoas em todas as regiões da capital, 89% dos goianienses não utilizam as ciclovias da cidade.

De acordo com dados oficiais, Goiânia conta com cerca de 100 quilômetros de rotas cicláveis (entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas). Todas inauguradas durante a gestão do ex-prefeito Paulo Garcia (PT).

Dos entrevistados que disseram fazer uso do sistema, mais da metade afirma que o fazem pelo menos uma vez por semana — sendo todos os dias, 11,2%.

Veja abaixo os dados:

Foto: reprodução/ Rede de Monitoramento Cidadão

Qualidade

A Rede de Monitoramento Cidadão (RMC) questionou ainda a percepção dos goianienses sobre a qualidade das ciclovias na capital. Para 57,3%, são “boas” ou ótimas”, ante 21,2% dos que as mal avaliam (entre ruins e péssimas). 13,3% dizem que são “regulares”.

Chama atenção que 47% dos entrevistados considerem a quantidade de faixas exclusivas para ciclistas em Goiânia como “boa” ou “ótima”.

Cidades como São Paulo, Bogotá e Nova York possuem sistemas cicloviários muito mais avançados, integrados e até mesmo bem mais extensos. A capital paulista, por exemplo, conta com quase 500 km de vias com tratamento cicloviário permanente. Já a capital da Colômbia (que é modelo para a América Latina) supera os 600 km.

Mesmo “bem avaliando” as ciclovias, apenas 2% dos goianienses declararam a bicicleta como principal meio de transporte.

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Alan Fabiano

Deixa eu entender, 11% usa as ciclovias diariamente e isso é irrelevante?
A ideia então é que todos os Goianienses usassem bike?
Se você observar o uso de bike antes das ciclovias e comparar com o atual notará uma mudança significativa.
Então calma com essa análise, pois se tivermos toda malha cicloviária necessária o índice de uso da bike não superará 25%, logo o uso de momento é excelente.

Lucas

Não é bem isso. São 11,2% dos 8,67% que declararam usar o sistema. Isso daria 0,97% do total de entrevistados.