Aparecida de Goiânia tem pelo menos duas pré-candidatas a deputada federal

Sem expressiva representatividade feminina nos espaços de poder aparecidense, as duas mulheres disputam uma das 17 vagas na Câmara dos Deputados em um espaço dominado por homens

O município de Aparecida de Goiânia, o segundo maior colégio eleitoral de Goiás, tem pelo menos até agora duas pré-candidatas a deputada federal: a vereadora Camila Rosa (PSD) e a empresária Maria Machadão (Avante). Sem expressiva representatividade feminina nos espaços de poder aparecidense, as duas mulheres disputam uma das 17 vagas na Câmara dos Deputados em um espaço dominado por homens.

A vereadora Camila Rosa foi vítima de violência de gênero no início do mês passado após o presidente da Câmara Municipal, o vereador André Fortaleza (MDB), cortar o microfone dela, em meio a discussão sobre cota de mulheres. O cerceamento da fala da vereadora ocorreu durante segunda sessão legislativa em meio a uma discussão motivada por um publicação de Camila nas redes sociais. O microfone foi desligado durante a réplica da pessedista. Ela prestou depoimento no 1º Distrito de Polícia, no Centro de Aparecida.

Ambos se exaltaram e, após ter retomada do momento de fala, a parlamentar se retirou do plenário. Ela teve uma queda de pressão e foi encaminhada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Flamboyant, em Aparecida de Goiânia. Na unidade, ela foi medicada e tratada para então seguir para o Distrito Policial, onde fez o depoimento contra André Fortaleza.

No discurso, a vereadora citou que todas as mulheres precisam procurar os direitos, não apenas para correr atrás da paridade entre gênero na política, mas também para evitar que estas situações, que são recorrentes, não aconteçam mais.

Filiada ao Avante, a empresária Maria Machadão – proprietária de uma das maiores casas de entretenimento adulto do Estado – disse ao O Hoje que resolveu entrar para a política a pedido das pessoas que a cercam.

“Nunca me candidatei nem tenho estrutura política para isso, mas muitos me pediam por enxergarem em mim uma boa administradora e uma pessoa ‘do povo’. Por isso resolvi brigar por essa vaga”.

Questionada sobre suas intenções caso termine eleita em outubro, disparou: “Quero apoiar minha classe e garantir que as meninas tenham um amparo melhor naquilo que fazem. Por que não a criação de um sindicato, por exemplo? Queremos garantias para a profissão”.

Machadão Ainda Acrescentou Que A Maioria Delas são “chefes de família” que precisam de amparo. Por isso, segundo ela, há uma grande expectativa pela regulamentação da profissão. “Todas cobram isso. Muitas ficam com medo de falar por conta do preconceito e tabu que ainda existem. Com isso, a coisa fica parada e ninguém toma frente. Mas estou chegando para mudar isso, para lutar pelo direito delas”.

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