Ao menos sete mulheres de Aparecida se preparam para entrar na disputa eleitoral deste ano

Falta de apoio dos partidos políticos é o principal motivo para mulheres não se candidatarem a cargos políticos

Ambiente político com maciça participação numérica de homens, o município de Aparecida de Goiânia, segundo maior colégio eleitoral de Goiás, tem pelo menos até agora sete mulheres que se preparam para entrar na disputa eleitoral deste ano: a vereadora Camila Rosa (PSD), Maria Machadão (Avante) e Professora Meire (Agir) à Câmara dos Deputados. Já Patrícia Alencar (Podemos), Márcia da Saúde (PSB), Cida Pereira (Cidadania) e Dona Lúcia Quilombola (MDB) buscam vaga na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Vale lembrar que, atualmente, a cidade não possui representação feminina tanto na Alego quanto na Casa Federal.

A falta de apoio dos partidos políticos é o principal motivo para mulheres não se candidatarem a cargos políticos, conforme constatação de uma pesquisa encomendada pela Procuradoria da Mulher no Senado e divulgada pelo DataSenado. Os dados revelam que 41% das entrevistadas deram essa justificativa para a pouca participação feminina no processo eleitoral. De acordo com o resultado, 25% das pesquisadas apontaram a falta de interesse por política, 19% indicaram a dificuldade de concorrer com homens, 7% reclamaram da falta de apoio familiar e 5% preferem dedicar o tempo às tarefas domésticas.

“A grande barreira para a participação das mulheres é a própria estrutura partidária. Os partidos não garantem condições para as mulheres concorrerem em pé de igualdade com os homens”, destacou o assessor especial da Secretaria de Transparência do Senado, Thiago Cortez. A consulta revelou ainda que, para 83% dos pesquisados, o candidato ser homem ou mulher não faz qualquer diferença na hora de votar. O mesmo levantamento sinalizou que 79% disseram já ter votado em alguma mulher para ocupar cargo político, 20% nunca votaram e 1% não sabe ou não respondeu.

“O eleitorado está disposto a votar em mais mulheres e não considera o sexo do candidato na hora de optar pelo voto. Muito pelo contrário. Alguns indícios indicam que, quando há predileção, é justamente por mulheres”, acrescentou Cortez. O pesquisador reconheceu que, apesar da Lei Eleitoral destinar 30% das vagas às mulheres, o fato de não haver sanção para as legendas que descumprem a norma é um grande problema. Segundo ele, propostas políticas prevendo igualdade entre os sexos tem apoio da maioria dos entrevistados.

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