A adesão aos planos de saúde cresceu durante pandemia de Covid-19

Número de beneficiários de planos de saúde aumentou durante pandemia. │Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta sexta-feira, 18, o seu Boletim Covid-19, revelando que 14.991 reclamações relacionadas à covid-19 foram feitas por usuários de planos de saúde em todo o Brasil. O boletim monitora informações assistenciais e econômico-financeiras do setor durante a pandemia.

Apenas no mês de novembro foram registradas 1.163 reclamações, queda de 4,1% em relação ao mês anterior. Do total de queixas sobre Covid-19, 69% dizem respeito a dificuldades relativas à realização de exames e tratamento. 20% se referem a outras assistências afetadas pela pandemia e 11% são reclamações sobre temas não assistenciais, como contratos e regulamentos, por exemplo.

Ainda em novembro, houve queda no número de queixas registradas pelos consumidores por meio dos canais de atendimento da ANS. Foi registrado um total de 13.367 demandas envolvendo todos os temas, redução de 2% em comparação a outubro.

Além das quase 15 mil reclamações, a ANS recebeu 18.488 pedidos de informação sobre procedimentos relacionados à doença.

Total de beneficiários cresce

Durante o ano de 2020, o número de assinatura de planos de saúde tiveram um leve aumento. Em novembro foi registrado um total de 47,36 milhões de beneficiários, dentre planos coletivos, familiares ou individuais. Este número é 0,3% maior em relação a outubro e 0,79% maior em relação ao mesmo mês de 2019.

Em relação à inadimplência, tanto para planos individuais ou familiares quanto para coletivos, os indicadores de novembro apresentaram queda em relação a outubro. No mês anterior, o percentual geral de inadimplência ficou em 6%, ante 9% em outubro. Nos planos individuais ou familiares, passou de 12% para 9%; nos coletivos, de 6% para 4%.   

A taxa de crescimento do número de beneficiários idosos (acima de 59 anos) também se manteve positiva, tendo aumentado em relação à outubro. Já para os beneficiários abaixo de 59 anos, a taxa abaixou apenas em relação aos planos familiares ou individual, caindo 0,4%.

“Esse resultado é condizente com a conjuntura da pandemia, indicando que a população mais vulnerável se esforça para preservar ou ampliar a cobertura assistencial, e que os efeitos da crise econômica e do desemprego prejudicam a manutenção dos planos para a população em idade ativa”, diz a ANS.

Ocupação de leitos

Neste final de ano, a taxa de ocupação de leitos destinados exclusivamente para tratamento da Covid-19 subiu de 54% em outubro para 63% no mês seguinte. Em relação aos leitos destinados para os demais procedimentos, a taxa subiu três pontos percentuais, chegando a 71% de ocupação em novembro.