Os anexos da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram finalizados após cerca de um mês e meio de reuniões frequentes entre o investigado e sua defesa. Com a conclusão dessa etapa, o processo entra agora em uma fase considerada decisiva: a negociação do acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).

Os anexos funcionam como a base documental da colaboração, reunindo relatos detalhados e organizados cronologicamente sobre os fatos que o delator pretende apresentar às autoridades. Neles, são descritos episódios e possíveis irregularidades, estruturados como capítulos do conjunto de informações que embasam a delação.

A próxima etapa deve envolver tratativas intensas entre defesa e investigadores. Isso porque, segundo apuração, a PF já dispõe de um volume significativo de provas e indícios, incluindo dados extraídos de celulares de Vorcaro e de outros investigados no chamado caso Master.

A expectativa é que essa fase de negociação se estenda por pelo menos um mês, embora não haja prazo definido. Caso haja acordo, o processo avança para a etapa de depoimentos formais, em que o conteúdo apresentado nos anexos será detalhado e confrontado com as provas reunidas pelas autoridades.

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