Alego aprova projeto que reformula a Rede Metropolitana do Transporte Coletivo

Projeto, que segue para votação em plenário, prevê a reestruturação da RMTC tendo o Estado de Goiás 41,2% de participação; o município de Goiânia também com 41,2%; Aparecida de Goiânia, 9,4%; e com Senador Canedo, 8,2%

A Comissão Mista da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou o projeto Nº 8920/21 que reformula e disciplina a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) da região Metropolitana de Goiânia (RMG). A matéria foi relatada pelo deputado Amilton Filho, que apresentou parecer favorável à proposta.

Os deputados Alysson Lima (Solidariedade) e os Delegados Humberto Teófilo (Sem partido) e Eduardo Prado (DC) apresentaram voto em separado, mas o líder do Governo, deputado Bruno Peixoto (MDB), apresentou outro voto em separado, rejeitando todas as emendas e mantendo o relatório original de Amilton Filho (Solidariedade). O projeto foi aprovado com voto contrário do deputado Alysson Lima, e segue, agora, para apreciação do Plenário.

O documento prevê a estruturação com as seguintes participações no transporte coletivo: Estado de Goiás, 41,2%; município de Goiânia também com 41,2%; Aparecida de Goiânia, 9,4%; e Senador Canedo, 8,2%. Na medida em que outros municípios vierem a ter sistemas próprios que não se limitem à ligação intermunicipal entre o perímetro urbano e a cidade de Goiânia, as participações determinadas deverão ser revistas.

Uma das mudanças que o texto propõe está a alteração da política tarifária do transporte coletivo na região que agora passaria a ser flexível e estabeleceria diferentes produtos para atrair e dinamizar a demanda dos passageiros. A cobrança da meia-tarifa, por exemplo, em trechos em que a distância não passe de cinco quilômetros.

Os serviços deverão atender os municípios de Goiânia, Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, entre outros. A proposta inclui as linhas e serviços. Durante a discussão da proposta, o líder do Governo disse que o debate foi amplo. “Eu conheço o transporte público de Goiânia e não fui ouvido, esse projeto precisa ser discutido com a sociedade e com os prefeitos de Senador Canedo e Trindade. Precisamos criar um fundo e o projeto não cria esse fundo”, destacou Peixoto.

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