Aeronáutica aponta falha do piloto em acidente que matou Eduardo Campos

Apontou-se que o piloto não seguiu as recomendações ao operar a aeronave, além de ter tentado pousar direto, sem fazer a manobra exigida para aquela pista

Foto: Nara Assunção/ Jornal Boqnews

Foto: Nara Assunção/ Jornal Boqnews

As investigações da Aeronáutica concluíram que o acidente que matou o ex-governador do Pernambuco e então presidenciável, Eduardo Campos (PSB), em agosto do ano passado, durante campanha eleitoral, foi causado por falhas do piloto Marcos Martins. As informações, divulgadas nesta sexta-feira (16/1), são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Conforme descrito, Martins teve que abortar o pouso e arremeter bruscamente. Nesse momento, operou os aparelhos de forma errada, indo de encontro ao que é recomendado pelo fabricante, tendo sofrido o que se chama de “desorientação espacial” — quando o piloto perde a noção da posição do avião em relação ao solo.

Durante os cinco meses de investigações, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos não encontrou nenhum indício de falha técnica, mas uma sucessão de erros por parte de Marco Martins. Segundo investigações, Martins não estava treinado para pilotar aquele tipo de aeronave — Cessna 560 XL –, não tendo passado, por exemplo, pelo simulador.

Apurou-se ainda que os dois pilotos não tinham uma boa relação, com histórico de atritos, sendo que o copiloto teria pedido para não voar com Martins.

Concluiu-se, portanto, que essas circunstâncias foram agravadas pelo tempo fechado, muita chuva, além da pista da Base de Santos ser considerada difícil para pilotos experientes em boas condições de tempo. Foi apontado, ainda, que o piloto não fez a manobra exigida para aquela pista e tentou pousar direto.

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Marcelo Luiz Correa

Achei muito inconsistente e superficiais essas conclusões do inquérito da queda do jato de Campos, aliás, lançar a culpa dos fatos nas costas de um morto é atitude cômoda e fútil, mortos não falam; e a alegação de que arremeteu com força máxima porque se desorientou, já que, o mesmo inquérito afirma que bateu no solo a 230 Km/h, revela incompatibilidade de ações ou mostra desconhecimento técnico de quem assinou a nota: é grande a potência desse jato, se tivesse sido exigido no limite ( com as turbinas perfeitas), não entraria em stol. Além disso, citar possível clima de desentendimento… Leia mais