Medidas para manter o poder de compra do brasileiro durante a pandemia também fez crescer o percentual de famílias endividadas

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O endividamento de famílias, com atraso ou não, chegou em 66,6% em abril deste ano. É o índice mais alto no levantamento iniciado em janeiro de 2010 da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No mês de março, a taxa era de 66,2%. Os dados são de 20 de março a 5 de abril deste ano. As dívidas com cartão de crédito representam 77,6% do total, enquanto os carnês somam 17,5%. Já os financiamentos de veículos são 10,2% dessas dívidas. Para José Roberto Tadros, presidente da CNC, o crescimento se dá por conta da abertura de créditos para manter o poder de compra durante a pandemia.

Os inadimplentes soma 25,3%, mesmo nível de março. Já em comparação com abril de 2019, houve crescimento de 1,4%. Já o percentual daqueles que não terão condições de quitar suas dívidas caiu de 10,2% para 9,9% de março para abril. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o percentual subiu, já que era 9,5%.