À exceção do DEM, partidos que se reuniram com Bolsonaro não pretendem compor base do governo

PSDB, PSD, PP, PRB e MDB saíram do encontro convictos de que, por enquanto, não mudarão de posição

Jari Bolsonaro e Ronaldo Caiado | Foto: Divulgação/Cedida ao Jornal Opção
Jari Bolsonaro e Ronaldo Caiado | Foto: Divulgação/Cedida ao Jornal Opção

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), reconheceu a necessidade de dialogar mais com os partidos políticos, bem como de consolidar alianças para aprovação de suas propostas no Congresso. Em cumprimento de uma extensa agenda de encontros na última quinta-feira, 4, o chefe do Executivo precisou se redimir antes de pedir apoio a proposta de Reforma da Previdência, em tramitação na Cãmara dos Deputados, em Brasília.

A ideia do presidente para reverter esse cenário é intensificar as conversas na intenção de sentir a disposição das siglas responsáveis pelo destino da matéria no Parlamento. Para isso, Bolsonaro chegou a propor às lideranças encontros quinzenais até o veredito.

Para que seja aprovada, a Reforma da Previdência proposta pelo Executivo precisará alcançar a casa dos 308 votos, dos 513 deputados. No senado, ao menos 49. Apesar do esforço do presidente para angariar aliados, as lideranças do PSDB, PSD, PP, PRB e MDB saíram do encontro convictos de que, por enquanto, os partidos não pretendem compor a base do governo.

No entanto, alguns permanecem bem alinhados à proposta de Bolsonaro em tramitação no Legislativo. É o caso do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). Ele considera que a PEC integra um pacote emergencial de medidas que fará o Brasil progredir.

Caiado enxerga a reforma como fundamental para a recuperação financeira do País. Em entrevista concedida na última quinta-feira, 4, o governador considerou que o presidente já fez a sua parte, de encaminhar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para análise, e que agora está comprovando sua disposição em dialogar. “Hoje mesmo ele [Bolsonaro] já recebeu vários presidentes de partidos. O diálogo foi o mais amplo e aberto possível.”

O governador, que passou 24 anos de sua trajetória política no Legislativo, disse também que o texto não é intocável. “A proposta vai sofrer alterações, há parlamentares com conhecimento profundo da matéria. Nessa hora é fundamental ter articulação política e responsabilidade”, complementou ao citar o protagonismo do Democratas, que detém as presidências da Câmara dos Deputados (Rodrigo Maia) e do Senado (Davi Alcolumbre).

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