Estadualização da CMTC avança, mas Prefeitura de Goiânia pede mais tempo para analisar mudanças
08 junho 2026 às 13h05

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O Governo de Goiás está concluindo, junto aos municípios da Região Metropolitana, o processo de estadualização da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), com o objetivo de promover um reordenamento da gestão do transporte público metropolitano. Durante a primeira reunião da Assembleia da CMTC, no entanto, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), pediu a retirada de pauta da votação do novo estatuto e da integralização do capital da companhia. A assembleia é composta por representantes dos municípios da Região Metropolitana e do Governo de Goiás.
Entre os presentes estavam o governador Daniel Vilela (MDB) e os prefeitos de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade e Senador Canedo. Segundo o diretor executivo da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), Miguel Ângelo Pricinote, em entrevista ao Jornal Opção, o processo de estadualização teve início ainda no fim de 2025, após alterações na Lei Complementar nº 169, de dezembro de 2021. Com a mudança, o Estado passou a assumir atribuições que antes eram do município, como a indicação da presidência da companhia e uma participação maior no custeio do sistema.
Contudo, a transição ainda está em andamento e segue sendo discutida entre Estado e municípios, com avaliações sobre a melhor forma de implementação das mudanças previstas.
A proposta faz parte do projeto da gestão Daniel Vilela de adequar a CMTC ao novo modelo da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (Nova RMTC), ampliando sua atuação para além da operação do transporte, incluindo também ações ligadas à infraestrutura do sistema. “Tanto o Estado quanto a Prefeitura de Goiânia, com o apoio dos demais municípios, têm como objetivo o fortalecimento institucional da CMTC para que ela consiga se enquadrar nesse novo modelo de transporte que vem sendo implantado com a Nova RMTC”, afirmou Miguel.
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