União Europeia quer comprar 30 toneladas de pequi do Tocantins

Governo do Tocantins discute reestruturação da cadeia produtiva do fruto para atender a demanda, desde a extração à comercialização

O Tocantins é o segundo maior produtor do pequi | Foto/Sebrae
O Tocantins é o segundo maior produtor do pequi | Foto/Sebrae

Membros da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços se reuniram, na quinta-feira, 25, com parceiros, para discutir a reestruturação da cadeia produtiva do pequi no Estado. A ideia é organizar a extração e agregar valor ao produto para atender mercados da União Europeia e, dessa forma, promover geração de emprego e renda nos municípios. A reunião, coordenada pela pasta, contou com a participação da Secretaria da Agricultura, Pesca e Aquicultura, Secretaria do Trabalho e Ação Social, Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Organização das Cooperativas Brasileiras do Tocantins (OCB/Sescoop), prefeituras de Nazaré e Guaraí e empresários que comercializam o produto.

Durante a reunião, foi discutida a responsabilidade de cada órgão nas áreas de capacitação técnica, assistência e organização dos produtores no que ser refere às etapas que envolvem a cadeia produtiva do fruto: extração, transporte, processamento e comercialização.

Pressa

O Governo do Estado tem pressa com as ações porque quer atender a demanda de um exportador que pretende comprar cerca de 30 toneladas do produto, a partir de setembro, para ser enviado a países da União Europeia. Também há interesse nos subprodutos do fruto como a farinha e o óleo. Para atender a demanda deste mercado, nesta etapa inicial, serão implantadas duas agroindústrias no Estado, uma em Brejinho de Nazaré e outra em Guaraí onde será feito o processamento do fruto. A ideia é utilizar os equipamentos e o trabalho que os municípios já possuem com os produtores locais. Além do receber o apoio de órgãos como Ruraltins, OCB/Sescoop e a Setas.

Segundo o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Social, José Messias Araújo, estes dois municípios foram selecionados, nesta etapa inicial, por serem regiões produtoras e com capacidade logística muito boa. “O pequi pode se tornar uma importante fonte de geração de emprego e renda para as famílias que vivem principalmente da agricultura familiar”, destacou o secretário. O Tocantins hoje é o segundo estado produtor de pequi, de acordo com dados do IBGE, mas ainda não conta com nenhuma estrutura que agregue valor ao produto.

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