“Sou candidata à prefeitura de Palmas, com aval da executiva nacional do PSL”

Deputada estadual diz que o partido terá mais de 30 pré-candidatos a vereador em Palmas e que plano de governo será construção coletiva

Vanda Monteiro: "A única preocupação, agora, é com a pandemia" | Foto: Koró Rocha
Vanda Monteiro: “A única preocupação, agora, é com a pandemia” | Foto: Koró Rocha

Vanda Mon­teiro é tocantinense de Miranorte (TO), radicada na capital há mais de 20 anos. Atuou como microempresária no ramo da alimentação. Graduou-se em Práticas Jurídicas pela Unitins e também no curso de Direito pela Faculdade Objetivo de Palmas. Exerceu cargos de diretoria no PreviPalmas e também no ResolvePalmas, ambos na gestão do prefeito Carlos Amastha (PSB).

Vandelúcia Monteiro de Castro está filiada ao PSL e tem um sólido trabalho social na região sul da cidade, especificamente no bairro Santa Fé, em Taquaralto. Eleita vereadora em Palmas em 2016, com 1.825 votos, em 2018 deu um salto na carreira política, elegendo-se deputada estadual, após obter 7.796 votos.

Nesta entrevista, ela expõe sobre sua atuação parlamentar, como também discorre acerca da sua pré-candidatura a prefeita de Palmas (TO).

Em relação aos decretos de calamidade, enviados à Assembleia Legislativa em razão da Covid-19, de que forma a sra. votou? Quais foram as ações para aprovar esses decretos, como também as respostas das prefeituras em relação a aplicação dos recursos?
Com relação aos decretos de calamidade pública, votamos a favor de todos aqueles que atendessem os critérios técnicos e que, no mínimo, apresentassem um plano de aplicação dos recursos. Sobre o uso do dinheiro público – exclusivo para a pandemia – caberá aos gestores apresentar a aplicação aos órgãos fiscalizadores. A Assembleia está atenta a todas essas questões. Entendemos que as medidas são também preventivas, mesmo para aqueles municípios sem ocorrência de casos.

No tocante à preocupação de todos com a economia ante à pandemia, qual o seu posicionamento?
É inegável a gravidade da pandemia do coronavírus, que afetou todo o mundo. A doença já causou milhões de mortes e a economia sofre com as medidas de contenção. Na Assembleia, tenho atuado seguindo dois eixos: a saúde do povo e a manutenção da renda e do emprego. Destinei mais de R$ 1,5 milhão e tenho insistido no diálogo entre gestores e empresários, assim como líderes religiosos, para que a retomada das atividades ocorra de forma segura, consciente e fiscalizada. Acredito que nem os empresários e nem tampouco os consumidores devem ser penalizados, mas é preciso dialogar e encontrar uma solução democrática para o problema.

A senhora havia proposto um projeto de lei solicitando pagamento de incremento financeiro aos servidores do quadro da Saúde que atuam na linha de frente da Covid-19. Qual sua percepção sobre esse pagamento e ele é decorrente do seu projeto ou por conta própria do Governo Estadual?
Os guerreiros e guerreiras, servidores da linha de frente do Covid-19, estão colocando a vida em risco para garantir que o nosso povo tenha saúde e vença essa doença. Esse incremento financeiro é um reconhecimento desse trabalho e valorização profissional.

A Assembleia Legislativa trabalha em parceria com o Governo do Estado. Recebemos a informação do governo, após a apresentação do projeto, que o pagamento seria realizado. Acreditamos que nosso projeto tenha contribuído. A notícia chegou em ótima hora e sinto-me orgulhosa da proposição.

“Toda a economia foi impactada pelo
coronavírus” | Foto: Clayton Crystus

Por que sua preocupação com a categoria dos taxistas e mototaxistas, já que todas as classes foram afetadas pela pandemia?
Toda nossa economia foi impactada com a crise ocasionada pelo coronavírus. Essa classe também – já que transportar pessoas é estar diretamente exposto ao vírus. No caso dos mototaxistas, eles ficaram totalmente proibidos de desenvolver suas funções, devido uso obrigatório do capacete. Alguns não conseguiram adequação ao serviço de “delivery”, até mesmo pela grande concorrência. Este auxílio temporário daria a esses trabalhadores o direito de manter o sustento.

Reitero que, para as demais categorias profissionais, solicitei ao governo facilidades em linhas de crédito, prorrogação dos parcelamentos, quitação de dívidas anteriores e ainda prazo de carência para início do pagamento do crédito adquirido na Agência de Fomento. Procuramos de forma democrática ouvir todas as classes e apresentar projetos que fossem para o bem de todos.

No que se refere à sucessão municipal de 2020, a senhora confirma ser pré-candidata à prefeitura de Palmas?
Sou candidatíssima à prefeitura de Palmas e com aval e apoio da executiva nacional do PSL, que hoje é presidida por Luciano Bivar. Estamos fortalecidos e temos em Palmas um grupo com mais de 30 pré-candidatos a vereador dispostos – assim como eu – a trabalhar pelo bem do povo da capital.

Quais são, resumidamente, as suas propostas e oem que a gestão Vanda Monteiro seria melhor que a atual?
Conheço a cidade de Palmas como a palma da minha mão. Como cidadã, vereadora e, agora, deputada estadual, tive e tenho a oportunidade de vivenciar diversos gargalos que merecem atenção. Cito, por exemplo, a área da saúde, habitação, mobilidade urbana e geração de emprego de renda.

Mas, ao falar sobre o futuro, estamos dialogando com o grupo, discutindo o plano de governo de uma forma democrática e participativa. Penso que este é o momento de cuidar da pré-campanha, formação e fortalecimento do grupo. Adianto que estou preparada e que venho com muita vontade de trabalhar. Coragem e determinação andam lado a lado comigo.

Mas algumas propostas para solucionar a questão coleta de lixo e vazios urbanos são iminentes…
Estes são assuntos que, assim como todos os demais gargalos da capital, serão discutidos de forma democrática e técnica. Sabemos de todos os problemas que a gestão pública, como também a comunidade, sofrem com a questão da limpeza e os vazios urbanos.

Avalio que transparência nas decisões e contratos são fundamentais e decisivos para sanar esses problemas. Nosso compromisso é, exclusivamente, com a população palmense e não com empresas. Para o futuro é preciso não repetir erros do passado.

Pelo grupo político que formou, aproximadamente quantos vereadores a sra.  acredita que o PSL consegue eleger na capital?
O vereador Gerson Alves é um grande parceiro de partido e tem feito um trabalho reconhecido em Palmas. Além disto, estamos na fase de formação dos nossos pré-candidatos e adianto que temos nomes de peso em todas as áreas. Hoje o diretório do PSL em Palmas conta com professores, advogados, empresários, militares, líderes religiosos, representantes da comunidade e do seguimento artístico, que colocaram seus nomes à disposição para, juntos comigo, construirmos essa nova história da cidade.

A atual gestão tem enfrentado alguns problemas para se relacionar com a Câmara de Vereadores. Considerando que, se eleita, a sra. terá passado pelos parlamentos municipal e estadual, acredita que essa relação pode ser diferente, ou pelo menos, mais harmônica?
Assim como em qualquer relação, seja ela familiar, afetiva, com vizinhos ou no ambiente de trabalho, o diálogo é sempre uma das condições primordiais para que resultados positivos apareçam. Sou uma parlamentar do povo e dialogar com as categorias e companheiros de parlamento sempre foi uma bandeira que defendi. Não haverá problemas, portanto, neste particular.

Qual o seu pensamento sobre fundo partidário, uma vez que o PSL de Palmas será o partido mais fortalecido nessas eleições, como também sua percepção sobre a prorrogação das eleições?
Neste momento, a única preocupação do PSL, assim como os demais partidos do País, é a luta contra essa pandemia, a saúde dos nossos pré-candidatos e da população. Queremos nossa gente com saúde e com condições econômicas para tocarem em frente suas vidas, além de conseguirmos realizar uma pré-campanha e, futura eleição, em condições de disputa.

Neste momento, estamos focados no fortalecimento do grupo, atenção à legislação eleitoral e diálogo. O possível adiamento ou não, deverá ser decidido pelos órgãos competentes. A nós, resta cumprir o que for determinado.

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