Siqueira Campos será suplente do ex-deputado federal Eduardo Gomes

Essa nova composição pode não conseguir transferir os votos do político

Siqueira | Foto: reprodução

A bruxa que enfeitiça candidatos, influenciando-os a desistir das disputas, atacou de novo no Tocantins na semana passada. Após o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) desistir de concorrer ao cargo de governador para depois refluir e reassumir a candidatura, foi a vez de Siqueira Campos (DEM) desistir da disputa ao Senado.

Pouco tempo depois, uma nota à imprensa esclareceu que o autor da emenda que criou o Estado do To­cantins, apenas inverteu o polo com seu suplente, Eduardo Gomes (SD). Agora, Gomes é o titular na chapa ao Senado e Siqueira é o suplente.

Essa nova composição pode não conseguir transferir os votos de Siqueira a Gomes. Se pelo menos o ex-governador tivesse permanecido durante 15 ou 20 dias na disputa, para só então fazer a inversão, talvez a transferência ocorresse naturalmente. Contudo, desistir apenas 24 horas depois de registrar a chapa faz com que o “eleitor raiz” de Siqueira Campos provavelmente não absorva Eduardo Gomes como seu candidato substituto.

Quanto ao próprio Eduardo, o ex-deputado federal que disputou voto a voto a eleição de senador em 2014 com a senadora Kátia Abreu (PDT) não pode se iludir e pensar que aqueles 270 mil votos recebidos foram dele — a leitura política daquele pleito é que apenas 50% daqueles votos eram efetivamente dele e os outros 50%, anti-Kátia. A rejeição da congressista — candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT) – é muito mais do que conhecida e reconhecida. As suas ações, tidas por muitos como truculentas, afasta correligionários, parceiros partidários, agrícolas e pior, vários eleitores.

Para ganhar as eleições — agora disputando com o filho de Kátia Abreu, o jovem Irajá Abreu (PSD) — Eduardo Gomes, fora da política há quatro anos, não pode confiar apenas na transferência de votos de Siqueira Campos. Em que pese ser o candidato exponencial da chapa liderada por Mauro Carlesse (PHS), a candidatura precisa de mais musculatura, dedicação e convencimento, mesmo porque a concorrência do próprio companheiro de chapa, Cesar Halum (PRB), além dos candidatos à reeleição, Ataídes Oliveira (PSDB) e Vicentinho Alves (PR), são fortes o bastante para sobrepor Eduardo Gomes e, como em um passe de mágica, deixá-lo sem mandato por mais quatro anos.

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