Senadora lidera preferência e rejeição

Foto: Divulgação / Facebook

As pesquisas eleitorais, devidamente registradas junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), começam a ser divulgadas. A primeira, encomendada pela Fecomércio ao Ibope, trouxe números surpreendentes. O dado básico, que interessa ao grande público, é que a candidata Kátia Abreu (PDT) tem 22% das intenções de voto, seguida por Carlos Amastha (PSB) e Vicentinho Alves (PR), ambos com 15% e Mauro Carlesse (PHS) com 10%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

O que chama a atenção são as outras variáveis da coleta de dados. A despeito da senadora Kátia liderar a pesquisa com 22% das intenções de votos, ao mesmo tempo é a mais rejeitada com 37%, seguida pelo outro senador-candidato, Vicentinho, com 24%, Amastha com 21% e Carlesse com 15%.

Já a popularidade do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) também foi testada após a sua cassação pelo TSE. Questionados, apenas 12% dos eleitores disseram que aumentaria as chances deles votarem em um candidato apoiado pelo emedebista. Em contrapartida, 46% opinaram que o apoio do ex-governador diminuiria a vontade deles de votar no candidato.

No mesmo diapasão, de forma indireta, a popularidade do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) também foi auferida e 20% dos eleitores demonstraram que teriam mais interesse em votar num candidato apoiado pelo deputado carioca. Contudo, 33% teriam essa vontade diminuída, caso o candidato a governador tivesse o apoio do militar da reserva.

Evidentemente que, pelos números apresentados pelo Ibope, nas eleições de 2010, na disputa havida entre os ex-governadores Carlos Gaguim e Siqueira Campos, como também na disputa pelo senado em 2014, entre Kátia Abreu e Eduardo Gomes, a pesquisa do referido instituto foi recebida, principalmente pelos palmenses, com sérias ressalvas.

Entretanto, como dizia o velho ditado, pesquisa boa será sempre aquele que colocar o candidato do leitor/eleitor na frente. As outras, para esse mesmo eleitor, certamente não prestam. É e sempre foi assim. É melhor, portanto, aguardar a divulgação de outros resultados feitos por outros institutos e, no dia 3 de junho, conferir de perto qual deles passou mais perto da verdade.

Preso influencia voto

Um outro dado apurado pela pesquisa Fecomércio/Ibope é intrigante: no pobre Estado do Tocantins, cuja última apuração do IBGE certificou que 250 mil pessoas vivem do Programa Bolsa Família e onde os ex-presidentes Lula e Dilma ganharam as eleições de 2006, 2010 e 2014 com ampla margem de votos, a influência do presidente enclausurado ainda persiste.

Os eleitores tocantinenses disseram que as chances de votar num candidato a governador apoiado pelo ex-presidente petista, que está na cadeia, aumentaria em 47%. Apenas 21% estariam propensos a deixar de votar no candidato eventualmente apoiado por Lula.

A bem da verdade, a constatação não é intrigante, mas sim, preocupante. Um povo cuja tendência de votos baseia-se na influência de um corrupto condenado, definitiva e infelizmente não sabe usar o poder que a democracia lhe dá.

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