Sobe para 12 o número de servidores públicos do Tocantins suspeitos de envolvimento nos atentados golpistas de oito de janeiro, em Brasília. Desses, pelo menos três constam da lista dos presos. As informações são da Corregedoria Geral do Estado (CGE) que apura o envolvimento de funcionários públicos estaduais nos atentados, conforme determinação do governo, que publicou portaria neste sentido, no seguinte aos atentados.

Os suspeitos estão sendo identificado por meio de denúncias. O corregedor-geral Luciano Alves Ribeiro Filho explica que a maioria dos servidores do Estado foram identificados após denúncias. Dos 12 identificados sete forma por meio do Portal fala.BR, plataforma que acolhe informações sobre ilícitos na gestão pública. Os demais por meio de expediente oficial. Dois via oficio e três foram encontrados na lista de presos.

O corregedor informa que as investigações continuam para tentar descobrir se há mais suspeitos do Tocantins. A decisão da Justiça que determinou a divulgação dos nomes dos que foram liberados, pode ajudar ampliar a lista.

Luciano Alves reitera que todos os suspeitos que ocupam cargos, quer seja por contratos temporários, efetivo ou comissionados, serão penalizados. “A investigação busca identificar esses servidores, após identificados nós vamos partir para a oitivas, ou seja, vamos ouvi-los, saber as circunstâncias e que se deu e também, se for o caso, contar com a participação de testemunha no ambiente de trabalho”, conta o corregedor que explica que todos os servidores estão sujeitos a responder a Processo Administrativo Disciplinar.

A Prefeitura de Palmas também determinou investigação para tentar identificar a participação de servidores públicos do município nos atos golpistas. Pelo menos dois servidores da Prefeitura de Palmas foram identificados por meio das redes sociais.