Músico e jornalista Nilo Alves morreu, de Covid-19, aos 63 anos

O cantor e compositor brilhou em Goiás, entre as décadas de 1980 e 1990. Depois, radicou-se no Tocantins

O músico Nilo Alves, que atuou em Goiânia e depois se mudou para o Tocantins, morreu na sexta-feira, 12, aos 63 anos, de complicações derivadas da Covid-19.

Nilo Alves era uma força da natureza — obstinado, incansável, workaholic. Além de músico, era historiador (com livro publicado sobre música) e jornalista. Entre as décadas de 1980 e 1990, fez sucesso em Goiânia, como cantor e músico. Depois, mudou-se para o Tocantins, onde continuou fazendo sucesso.

Nilo Alves: morte aos 63 anos | Foto: Reprodução

O jornal “Gazeta do Cerrado” colheu depoimentos sobre Nilo Alves. O jornalista Cleber Toledo disse: “Meu querido amigo, um irmão querido, um artista absolutamente talentoso, Nilo Alves não resistiu à Covid e faleceu nesta manhã. Meu coração está triturado. Que tristeza absurda”.

O senador Eduardo Gomes (MDB) lamentou: “O Tocantins e Palmas perdem um pioneiro e entusiasta da cultura, jornalista, grande músico, cantor, amigo do Zé Gomes e saudoso Salomão. Nilo é o retrato irreverente de uma Palmas que nasceu como opção diferente de vida para todo mundo”.

O deputado Vicentinho Júnior disse: “A Covid-19 fez mais uma vítima. Perdemos o cantor e compositor tocantinense Nilo Alves. Dono de uma voz singular, por meio da música, difundiu a cultura tocantinense no Brasil e também em outros países. Neste momento de dor, nossa solidariedade à família, amigos e todos que sofrem esta irreparável perda. Rogamos ao Pai Celestial que acolha o Seu filho e continue cuidando de todos que lutam contra essa doença”.

Wertemberg Nunes comentou: “Meu Deus! Mais um irmão que perdemos e ainda mais assim repentino, o nosso cantor e compositor jornalista o velho Nilo Alves. Que os sinos toquem no céu para esse grande defensor da cultura. Estava com um livro pronto sobre a história da música Tocantinense nos moldes do que lançou sobre a história da música goiana. Perdemos um irreverente e criativo artista criador do Fogoió. Vai amigo como Fogoió fazer arte com os brincantes e historiadores que já subiram e com certeza o espera na paz de Deus”.

Polivalente, Nilo Alves lançou, em parceria com o jornalista Tadeu Porto, o livro “Poema Cartaz — A Arca Incendiada”, em 1988. Se apresentou em 30 universidades de todo o país com a turnê “Andança”, em 1989. Era habitué do programa “Frutos da Terra”. Foi responsável pelo projeto “A Música Vai à Escola”, entre 2006 e 2008. O site www.niloalves.com.br recolhe o trabalho deste mestre multifacetado.

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