“Mauro Carlesse merece segundo mandato para ampliar o desenvolvimento do Tocantins”

O empresário afirma que o governador Mauro Carlesse melhorou, em pouco tempo, o setor de saúde e age para requalificar a segurança pública e a educação

O empresário Tom Lyra | Foto: Jornal Opção

Tom Lyra é empresário no ramo de ótica no Estado do Tocantins, graduado em óptica e optometria, com especialização em ótica física, química, geométrica e fisiológica. Exerceu o cargo de vice-governador no mandato-tampão de 2014 e foi secretário de Agricultura, Produção, Cooperativismo e Meio Ambiente do município de Gurupi entre 2017 e 2018, tendo se desincompatibilizado do cargo para disputar as eleições de 7 outubro deste ano.

Para expandir o crescimento e o desenvolvimento do Tocantins, sublinha Tom Lyra, é seminal atrair investimentos, além de novas empresas e indústrias, pois só assim — com a geração de emprego e renda — será possível transformar a qualidade de vida do povo tocantinense, retirando muitos da condição de miserabilidade. Comprometido com a visão macro de gestão e representatividade, aliado à convicção que os ideais progressistas podem ser a mola de propulsão dessa transformação, Tom Lyra é candidato a deputado federal pelo Avante, coligado à chapa liderada pelo governador Mauro Carlesse.

O tema ficha limpa é o tema da vez nas próximas eleições. Há sinais de que os brasileiros vão levá-lo em consideração na hora do voto. O que o sr. pensa a respeito?
A melhor reflexão sobre o tema é do filósofo grego Aristóteles: “A única forma de aprendizado é o exemplo”. Na minha trajetória como empresário, no exercício de cargos públicos como vice-governador do Tocantins ou secretário municipal de Gurupi não há uma mácula sequer que desabone minha conduta. Não há sequer investigações em andamento, porque não houve quaisquer oportunismos. Até quando empreendi viagem à China, como vice-governador, o fiz com recursos próprios. Rejeitei cartões coorporativos e carros oficiais porque acredito que os agentes políticos devem prezar pelo bem-estar social e não por seus interesses. A sociedade exige que seus representantes tenham conduta ilibada. As certidões de “nada consta” são de um valor moral inestimável. Entretanto, a discussão acerca da Lei da Ficha Limpa deve ser mais ampla, passando também pela qualificação e pela idoneidade do político para o exercício dos cargos públicos.

O Avante, seu partido, apoia a reeleição do governador Mauro Carlesse. Antes, apoiava Kátia Abreu, agora vice na chapa do presidenciável Ciro Gomes. Por que mudou o alinhamento?
Houve um período de transição durante a eleição suplementar ocorrida no Estado do Tocantins. O deputado Irajá Abreu (PSD) fez uma composição com o presidente nacional do Avante, Luis Tibé, para que o partido participasse da eleição tocantinense como aliado à senadora Kátia Abreu (PDT), para ganhar corpo e visibilidade. A partir do momento que a eleição foi encerrada e a senadora não obteve êxito, encerrou-se o acordo partidário. O grupo do ex-deputado Eduardo Gomes retomou o comando do partido — a maioria dos filiados estavam afinados com ele — e seu irmão, André Gomes, assumiu a presidência. Expliquei a situação à senadora e ao seu filho e não há quaisquer problemas de convívio entre nós, mesmo após me retirar daquele grupo político. A cisão foi amigável.

E como se deu sua candidatura?
Debatemos sobre a candidatura e os integrantes do Avante entenderam que deveria ser mantida, uma vez que fortalece o partido — se eu for eleito. Fechamos a composição com o governador Mauro Carlesse (PHS) e foi a melhor alternativa. Apesar da coligação contar com vários veteranos, entre os quais Carlos Gaguim (DEM), Professora Dorinha (DEM), Josi Nunes (PROS) e Lazaro Botelho (PP), há chances reais de obter êxito no pleito de outubro. Porque meu projeto é bem pensado e está alicerçado em bases sólidas.

Mauro Carlesse [foto], se reeleito, pode contribuir para construir um Tocantins mais desenvolvido em todas as áreas, como infraestrutura, empregos, segurança, saúde e educação” | Foto: reprodução

O sr. não entende que essa chapa é muito pesada e que atingir o quociente eleitoral para conquistar uma vaga é uma tarefa complicada?
O quociente será de 90 mil votos. Somados todos os expoentes da coligação, não é absurdo dizer que é possível obter 350 mil votos. Esse número elegerá quatro deputados federais. É natural que a sobra de votos fique com o quinto colocado e ele também seja eleito.

Neste caso, a chapa encabeçada por Carlos Amastha (PSB) elegeria os outros três?
É provável que que os outros três deputados sejam da chapa liderada pelo ex-prefeito de Palmas. Não acredito que a coligação partidária do candidato Marlon Reis (Rede) consiga eleger ao menos um deputado federal. O único com projeção era o deputado federal Irajá Abreu, que optou por candidatar-se ao Senado Federal naquela chapa.

Qual é sua percepção acerca da distribuição do fundo eleitoral, uma vez que as siglas tendem a fomentar apenas candidatos que possuem mandato? Não seria um corporativismo às avessas, evitando que haja renovação no Congresso Nacional?
O fundo eleitoral é distribuído na proporção de deputados federais de cada partido; portanto, para tal fim, o cargo é o mais importante. Um partido com base federal ampla tende, naturalmente, a favorecer aqueles que possuem mandatos. Contudo, sob minha ótica, o critério de distribuição deveria ser mais justo ou igualitário, à proporção de 60% do fundo partidário para os detentores de mandato e 40% para aqueles que pleiteiam novos mandatos. Caso contrário, a disputa ficará muito injusta, na medida em que estão proibidas as doações advindas de pessoas jurídicas. Não obstante a isso, aquelas oriundas de pessoas físicas também sofrem restrições legais. No caso do Avante, como sou o único candidato a deputado federal do partido no Tocantins e como não há detentores de mandato, é natural que os recursos sejam canalizados para minha candidatura.

E sobre a renovação política?
A renovação política vai ocorrer naturalmente, mesmo que os candidatos não disponham de fundo partidário. A população exige dos candidatos, em primeiro plano, um histórico de idoneidade, lisura e preparo intelectual. O maior exemplo é Marlon Reis, que na eleição suplementar obteve uma expressiva votação baseado apenas no histórico de honestidade, contudo, sem nenhuma atuação política anterior.

Sua pré-candidatura a deputado federal foi lançada após uma entrevista exclusiva ao Jornal Opção em março de 2018, na edição 2225. Depois desse episódio, qual foi o amadurecimento político desta pretensão? Se eleito, quais serão os projetos prioritários que discutirá no Congresso Nacional?
Agradeço o espaço aberto pelo Jornal Opção. Após aquela entrevista, houve uma guinada no meu projeto que, até então, estava apenas engatinhando. Os que me acompanham sabem que, na condição de empresário e empreendedor, luto pela criação de empresas, emprego e renda. Em Palmas, sou responsável por mais de 2 mil empregos. São várias empresas que se instalaram na capital após minha interveniência. É impossível desenvolver o Estado sem atrair outras empresas, sólidas e capazes de alavancar a economia. A partir da unificação tributária ficou muito complicado atrair empresas para o Tocantins, aliado ao fato de nossa logística, em termos de voos e cargas fracionadas, ainda ser ruim. Logicamente, por estas circunstâncias, o “custo Tocantins” é alto. A solução, que é viável, é a criação de Zonas Especiais de Negócios, que ofereçam atrativos para empresas internacionais, especialmente as asiáticas, que têm interesse em se instalarem por aqui. As ZENs são completamente diferentes das zonas francas. Nas últimas, obrigatoriamente 80% do que for produzido têm de ser exportado, além das áreas pertencerem à União, havendo apenas um comodato. Nas Zonas Especiais de Negócios o governo estadual pode fazer a concessão do imóvel a preços subsidiados para aquelas empresas que desejam se instalar, além de outros incentivos que, naturalmente, impulsionam os negócios de uma forma geral. Uma das minhas propostas como deputado federal é a criação de Zonas Especiais tanto no Tocantins quanto em Roraima, Rondônia, Acre, Piauí — Estados que necessitam muito da criação de empregos e renda.

Quais seriam seus outros projetos?
Como secretário de Agricultura de Gurupi, percebi que há um certo abandono governamental do pequeno produtor. Há uma dependência exacerbada dessas pessoas ao poder público, como a prefeitura, por exemplo, que infelizmente, não consegue atender todos a contento. É necessário, portanto, um olhar mais pessoal para a agricultura familiar, ao pequeno produtor rural, sobretudo àqueles ligados a assentamentos, garantindo-lhes condições, principalmente maquinário, de produzir e, consequentemente, abastecer as cidades circunvizinhas. Também é preciso fomentar e instrui-los no sentido de aprender a comprar, vender, agregar valor, gerir o negócio. Partindo desse pressuposto, é possível, como parlamentar, fazer muito por essas pessoas.

E a segurança pública, saúde e educação?
É essencial que apresentemos projetos nestas áreas, uma vez que a ampla maioria dos equipamentos utilizados por estes três setores estão sucateados. Temos de abrir possibilidades dentro da Câmara dos Deputados e angariar, buscar e trazer recursos para esses segmentos, eminentemente prioritários.

Onde estão concentrados os votos que poderão levá-lo à Câmara dos Deputados?
Palmas e Gurupi, além de cidades localizadas no Centro e no Sul do Tocantins. Pode haver uma segmentação em termos de representatividade local, mesmo porque sou adepto do voto distrital, a exemplo dos EUA. Embora a eleição de deputado federal no Brasil seja uma das mais injustas, porque é necessário obter votos em quase todas as cidades, é possível que essa realidade esteja mudando, razão pela qual acredito que a setorização dos votos em determinadas localidades contribui muito com a representatividade geográfica daquela região.

Qual é a sua visão sobre a exportação de commodities, principalmente a soja, de forma in natura? Não seria melhor que fosse beneficiada antes no Tocantins?
É necessário entender que a exportação de soja, direcionada à China, se dá em razão da necessidade daquele país de suprir seus animais, que posteriormente servem para sustentar a população. Grandes quantidades desses grãos são escoadas das nossas propriedades para lá. Após processados, importamos os subprodutos, como óleo ou leite de soja. Se considerarmos que nas importações/exportações o mais importante é a escala, agro-industrializar esse produto em nosso território é utópico. O custo da operacionalização é inviável. Garanto-lhe que os políticos que adotarem esse discurso estão apenas fazendo proselitismo. Basta analisar detidamente a Lei Kandir.

Apesar de já terem sido direcionadas verbas, frutos de emendas impositivas, a pavimentação do trecho entre a região conhecida como Matopiba e a Norte-Sul não foi realizada. Qual a importância dessa via para o desenvolvimento daquela região e quais seriam suas ações em relação a este tema, se eleito?
O escoamento da produção por meio da ferrovia impulsiona os negócios; contudo, as commodities precisam chegar no entreposto da estrada férrea. Portanto, é prioritária a gestão junto aos ministérios responsáveis para a liberação do empenho e construção daquela via. Mas não é apenas isso: a travessia da Ilha do Bananal, interligando Mato Grosso ao Tocantins, é uma obra de crucial importância para o desenvolvimento de ambas as regiões. A construção da ponte sobre o Rio Araguaia em Xambioá também é missão prioritária para os novos deputados, que exercerão seus mandatos a partir de 2019. O sistema de acompanhamento das emendas parlamentares de bancada deve ser modificado. Não é possível deixar isso apenas sob a responsabilidade do Poder Executivo. O deputado federal deve acompanhar, detidamente, a execução do projeto, esforçando-se para que as obras não sejam abandonadas ou sequer comecem. É dever do deputado prestar contas ao Parlamento acerca dos investimentos, mesmo porque os recursos são oriundos do orçamento da União. Essa responsabilidade por parte do deputado tem de existir. Esse empenho, com a supervisão e a cobrança da aplicação dos recursos, é essencial para o exercício de um bom mandato.

O esforço conjunto para tais realizações passa pela reeleição do governador Mauro Carlesse?
Sim. Mas não tenho dúvida de que Mauro Carlesse será reeleito pelo povo tocantinense para mais um mandato. Houve uma significativa melhora na área da saúde, os corredores do HGP, por exemplo, estão livres. A população tem sido atendida, medicada e, se for o caso, operada. É uma demonstração clara que o governo está empenhado, não apenas na saúde, como também em segurança, educação e infraestrutura. Nossos discursos progressistas são muito parecidos, são convergentes e estarei disposto, como membro da bancada federal, a ajudá-lo a transformar e desenvolver, ainda mais, o Tocantins. l

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