Interdição de hospital causa debate no Legislativo

Vigilância Sanitária do Estado fecha hospital de Formoso do Araguaia por dois dias e deputados repercutem o fato na tribuna do Parlamento

Hospital de Formoso do Araguaia: problemas desde 2016 geraram notificações por parte da Vigilância Sanitária | Foto: Jairo Santos

Entre a noite de terça-feira, 19, e a manhã de quarta-feira, 20, o Hospital Municipal Hermínio Azevedo Soares, em Formoso do Araguaia, ficou fechado, após a Vigilância Sanitária do Estado vistoriar e encontrar várias irregularidades. As entradas da sala de reanimação, pronto-socorro, laboratório, cozinha e lavanderia foram lacradas.

Os pacientes que estavam internados tiveram que deixar o prédio. Seis foram mandados para o Hospital Regional de Gurupi. Os outros foram mandados para casa. Os problemas encontrados na unidade estariam comprometendo a saúde de funcionários e pacientes.

Segundo o órgão fiscalizador, desde 2016 o hospital vinha sendo notificado a respeito das irregularidades. O governo estadual negou que a interdição fosse total e disse que apenas algumas alas ficaram fechadas. Foi concedido prazo de 45 dias para a prefeitura cumprir as exigências da vigilância sanitária, contudo, as portas foram reabertas 24 horas depois, após a prefeitura começar a cumprir algumas das exigências que haviam sido determinadas pelo órgão de controle.

O fato repercutiu na Assembleia Legislativa, que fez do acontecimento uma espécie de factoide político. O deputado Vilmar Oliveira (SD) usou a tribuna para fazer duras críticas ao governo do Estado e lamentou as consequências de tal ato, considerado pelo parlamentar como perseguição, em razão do prefeito da cidade, Wagner da Gráfica (PRTB), não ter apoiado a candidatura de Mauro Carlesse (PHS) ao governo. “Não podemos aceitar que a população fique sem assistência médica por causa de questões políticas” frisou.

Além de Vilmar, os deputados Elenil da Penha (MDB) e Nilton Franco (MDB) também criticaram a gestão do governo na área da Saúde nas cidades de Araguaína e em Palmas. Algumas queixas foram dirigidas à demora na resolução de problemas na estrutura das unidades e à longa espera de pacientes para a realização de cirurgias.

Para o deputado Junior Evangel­i­s­­ta (PSC), os problemas da Saúde são consequências de má gestão de governos anteriores. “Sabemos que tumultuar a gestão neste momento não vai ajudar a população, portanto esta Casa de Leis precisa ser sensata, e deve compreender que o governo atual está interessado em resolver esses problemas e em melhorar a Saúde no Estado”, argumentou.

O deputado Eli Borges (Pros) também fez questão de esclarecer que a medida tomada pela Vigilância Sanitária foi resultado de uma ação ocorrida em 2016, que definiu o prazo para providências da administração municipal em relação à unidade. A última vistoria já estava agendada desde março deste ano, para verificar se foram realizadas as adequações exigidas pela Promotoria da região.

“Temos certeza que o governo não tem a intenção de prejudicar nenhum paciente, pois a ação já era prevista antes de ele assumir o governo. Ocorre que a Secretaria da Saúde teve que interditar lavanderia, cozinha, laboratório de análises clínicas e pronto socorro, devido ao risco eminente à saúde dos usuários. Quanto aos problemas em outros hospitais do Estado o governo terá oportunidade de resolver a partir dos próximos meses. E vamos acompanhar de perto todo esse processo”, justificou Eli Borges.

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