“Estou trabalhando no projeto de ser prefeito de Gurupi há muitos anos”

Gleydson Nato fala da expectativa para os quatro meses em que ocupará o cargo de deputado estadual, durante a licença de Eduardo Siqueira Campos

Gleydson Nato durante o discurso de posse na Assembleia | Foto: Koro Rocha

O mais novo suplente a assumir uma vaga de deputado estadual em 2019 é Gleydson Nato, gurupiense graduado em marketing. Após atuar por mais de 12 anos à frente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Gurupi, foi eleito vereador, em 2012, após expressiva votação.  Em 2018 foi candidato a deputado estadual, quando recebeu mais de 9.600 votos, o mais votado de sua cidade natal, ficando, em razão do coeficiente partidário, na 1º Suplência da coligação “Tocantins de Oportunidades 1”.

Gleydson Nato é dinâmico e inovador e, após atuar como chefe de gabinete do então deputado estadual e agora governador Mauro Carlesse, exerceu o cargo de presidente da Junta Comercial do Estado do Tocantins. Entre as metas, a celeridade no serviço prestado ao empresariado, a qualidade e a eficiência. Sua missão como deputado estadual é o nítido propósito conseguir benefícios e  fortalecer a economia da região sul do Estado do Tocantins.

O sr. foi eleito vereador de Gurupi em 2012 após expressiva votação – segundo colocado – no entanto, não tentou a reeleição em 2016. O sr. havia desistido da carreira política?
Não, longe disso. Minha trajetória política passa, em 2016, por uma candidatura a vice-prefeito na chapa do Walter Junior (PSDB). Pelo trabalho desenvolvido, creio que eu teria uma reeleição tranquila, contudo, entendi que a unidade do grupo, naquele momento, era mais importante do que a reeleição para vereador. Perdemos a disputa por pouco mais de mil votos, o que pode ser considerado um grande feito, na medida em que o adversário era candidato à reeleição.

E quanto à eleição de 2012?
Foi uma eleição marcada pelo reconhecimento do trabalho social prestado por mais de uma década. A população menos favorecida sempre contou comigo para auxilia-la na resolução de suas demandas. Por isso, obtive aproximadamente 1.500 votos, um número bem expressivo se considerarmos o contingente de eleitores no município, à época.

Já na eleição de 2018, o sr. também obteve boa votação na região sul do Estado do Tocantins (9.645 votos), não sendo alçado ao cargo de deputado estadual em razão da coligação partidária, uma vez que outros candidatos tiveram três mil votos a menos e passaram a exercer o mandato. Qual a sua avaliação acerca do referido pleito?
Em 2017, exerci o cargo de chefe de gabinete do então deputado estadual e hoje governador do Tocantins, Mauro Carlesse. Não perdi, em nenhum momento, os laços com a política. Em 2018 disputei a eleição para deputado estadual como representante da região sul do Estado. Fui prestigiado por aquela população, mas era uma eleição muito complicada, uma vez que nesta chapa já havia sete candidatos detentores de mandato. Isso, naturalmente puxou o coeficiente para altos patamares. Fui o candidato mais votado na minha própria cidade e isso me dá muito orgulho.

Certamente, o sr. considerou como injustiça o fato de obter mais votos e não ser eleito. Qual a sua percepção acerca da reforma eleitoral em vigor para 2020, que modificou as regras acerca das coligações partidárias?
Sou plenamente favorável. Creio que vai fazer justiça com aqueles candidatos que obtiverem mais votos. O eleitor vota no candidato e não na coligação. Esse sistema eleitoral estava ultrapassado. Se funcionou no passado, quando tentou-se evitar o abuso do poder econômico, por parte dos candidatos mais ricos em detrimento das candidaturas mais modestas, entendo que, atualmente, a realidade é outra.

O eleitorado está mais antenado e vivencia o mundo da política intensamente. O advento da internet e redes sociais, fez com que as pessoas se instruíssem mais e tomassem posições, lutando por mudanças na escolha dos seus representantes. A maior prova disso é a eleição do presidente Bolsonaro, que fez uma campanha totalmente diferenciada, basicamente pela internet, sem gastar grandes quantias, mas que conseguiu passar suas ideias e propostas.

Em razão da licença para tratamento de saúde do deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM), o sr. foi convocado – na condição de 1º suplente – para tomar assento na Assembleia Legislativa, inicialmente por 121 dias. Sua experiência no legislativo municipal de Gurupi poderá contribuir com sua atuação no parlamento estadual?
Tenho absoluta certeza que sim. Em que pese a missão ser difícil – representar a extensa região sul – creio que é possível fazer um bom trabalho. Tenho força de vontade para lutar por aquele povo e por aqueles municípios no entorno de Gurupi.

Não havia sequer um representante legítimo daquela região na Assembleia, enquanto Araguaína, por exemplo, conta com sete deputados. Já o Bico do Papagaio, com dois. Então, preciso primeiramente fortalecer a representatividade da região sul, dedicando-me com todas as minhas forças, trazendo um fôlego a mais na busca de benefícios para Gurupi e regiões circunvizinhas.

“Não poderei fazer muitas escolhas. Terei de arregaçar as mangas e lutar em todas as frentes” | Foto: Koro Rocha

O que pode ser feito em 121 dias?
Muita dedicação, muito trabalho, diuturnamente. É necessário fazer gestão junto ao governo do Estado do Tocantins, em busca de benfeitorias e obras para a região que represento e que, até o momento, está desassistida. Pelo curto espaço de tempo, não haverá como focar em segurança, saúde ou educação. Não poderei fazer muitas escolhas. Terei que arregaçar as mangas e lutar em todas as frentes.

Por ter exercido o cargo de chefe de gabinete do então deputado Carlesse, como também a presidência da Junta Comercial na gestão assumida por ele, sua relação com o governador é boa. Como caminhar junto com o governo e, ao mesmo tempo, não deixar que haja uma espécie de subserviência?
A minha visão é que ele assumiu o Estado do Tocantins repleto de problemas e dificuldades, em um momento complicado, uma vez que o ex-governador foi novamente cassado. Aos poucos, ele enfrentou desafios e impôs o ritmo dele na administração da máquina pública, com seu jeito firme de governar.

Atualmente há frentes de serviços nas quatro regiões do Estado, de norte a sul e de leste a oeste. Rodovias anteriormente intrafegáveis, como a que liga Porto Nacional a Brejinho de Nazaré e depois à BR-153, como também a que interliga Dianópolis à divisa com a Bahia, estão totalmente recuperadas. Esses são apenas alguns exemplos, porque na região de Palmeirópolis também havia problemas com a rodovia que liga Tocantins a Goiás e o governo está resolvendo.

Há, naturalmente, uma relação de muito respeito, pois nosso convívio vem de longa data. Como deputado estadual, estarei pronto para contribuir com a gestão, mas também vou fazer cobranças em nome da população. Não há que se falar em relação de subserviência, portanto.

Naturalmente, esse período como deputado estadual vai dar um plus na sua carreira política. Nestas circunstâncias, é possível afirmar que o sr. é um pré-candidato a prefeito de Gurupi em 2020?
Estou trabalhando nesse projeto há muitos anos, desde que atuei como secretário municipal de ação social. Isso não é segredo para ninguém. Tenho feito minha parte em prol do povo gurupiense, no exercício de mandatos ou não, mas logicamente, essa candidatura depende de vários fatores, entre quais, uma pesquisa qualitativa acerca da aceitação do meu nome junto à população, acertos partidários, entre outros detalhes.

Enfim, essa hipótese não está descartada, estou pronto para o desafio – se for o caso – mas ainda é muito cedo para tratar deste tema. No momento, tenho que trabalhar e aproveitar o curto espaço de tempo como deputado estadual.

O sr. assumiu como deputado no lugar de Eduardo Siqueira Campos. Há uma tênue ligação, mesmo antes da eleição de 2018, com o clã Siqueira Campos?
Como todo tocantinense, reconheço no ex-governador Siqueira Campos um dos maiores líderes políticos do nosso Estado. Sua história e seu legado jamais será apagado. Já o deputado e ex-senador Eduardo também é uma peça chave no contexto histórico do Tocantins. Então, a história de ambos deve ser respeitada por si só, independente do nosso grau de proximidade.

Posso afirmar que eu não queria, jamais, assumir o mandato de deputado estadual em virtude da enfermidade de quem quer que fosse. O deputado Eduardo precisa se tratar e vou torcer para que sua recuperação ocorra o mais brevemente possível, assumindo sua rotina e obrigações na Casa Legislativa.

Qual é a avaliação da sua gestão à frente da Jucetins, após seis meses?
Altamente positiva. Assumi a Junta Comercial do Tocantins com um desafio totalmente inovador. Foi um aprendizado, em primeiro plano. Mas tenho certeza do dever cumprido, pois em que pese ter assumido a Pasta cheia de dívidas, consegui quitar todos os compromissos pendentes. Atualmente a Jucetins não tem quaisquer dívidas, quer seja com aluguel ou fornecedores. Essa foi uma das minhas marcas.

Quanto às inovações em tecnologia digital, foram vários avanços – inclusive no que concerne a desburocratização – e hoje é possível abrir e fechar uma empresa em menos de 12h. Após as ordens e recomendações do governador Carlesse – um empresário bem sucedido antes mesmo de exercer o este cargo – foram tomadas todas as providências para que a Junta Comercial do Tocantins se tornasse modelo e referência para os demais Estados brasileiros.

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