Dulce Miranda propõe Exame Revalida duas vezes ao ano

Deputada federal afirma que processo, que atualmente é anual, dificulta a entrada de brasileiros que se formam no exterior no mercado de trabalho

Dulce Miranda, deputada federal | Foto: Agência Câmara

Durante a apresentação sobre a MP 890, ministrada pelo secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzhein, na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), que trata de algumas alterações do Programa Médicos pelo Brasil, a deputada federal Dulce Miranda (MDB) aproveitou a oportunidade e reforçou o pedido ao secretário, para que o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida), aconteça duas vezes por ano. 

A parlamentar disse que já existe uma manifestação do Governo Brasileiro para que essa avaliação ocorra a cada semestre, contudo, faltam alguns detalhes a serem observados, mas que isso depende, sobretudo, de vontade política.

O Secretário informou que a prioridade da MP 890 é fazer as tratativas pertinentes ao Programa Mais médico instituído pelo Governo após a saída dos médicos cubanos do Brasil. “Existe uma escassez de médicos, principalmente nas áreas de vulnerabilidade social e em cidades de menor porte. Queremos colocá-los nesses locais onde faltam profissionais. Iremos ofertar mais 13 mil vagas para todo o País, sendo que 55% delas serão para as regiões Norte e Nordeste”, pontuou.

Pela quantidade de vagas ofertadas, a Deputada Dulce Miranda argumentou que seria um motivo a mais para que o Revalida aconteça duas vezes ao ano. “E por que não incluir esse tema dentro dessa MP? Uma vez que os estudantes que saem do Brasil devem ter igual tratamento aos que formaram no País”, defendeu.

A parlamentar disse que o processo seletivo no Brasil para entrar na faculdade é dificílimo e que os alunos que estudam fora o fazem não por falta de competência, mas pelas dificuldades em si. Dulce Miranda defendeu também que eles devem sim passar pelo padrão brasileiro de Medicina, mas que seja em menos tempo, e não a cada ano. 

Por sua vez, o secretário sinalizou positivamente e disse que o Ministério estará aberto a discutir um formato e que trará uma proposta sobre o tema para o relatório do qual será avaliado pelo Congresso e Senado.

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