Após prisão de Folha Filho, sessão na Câmara de Palmas é presidida por Léo Barbosa

Presidente do Legislativo se entregou à Polícia Civil na noite de segunda-feira, 6, e deve permanecer preso preventivamente por cinco dias

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A Câmara de vereadores de Palmas retomou os trabalhos legislativos no segundo semestre de 2018. O vento de agosto soprou e afastou as folhas. Como num passe de mágica, eis que o vice-presidente Léo Barbosa (SD) assumiu – interinamente – o comando da Casa Municipal de Leis. O presidente eleito da Câmara, José do Lago Folha Filho (PSD), está recluso na Casa de Prisão Provisória de Palmas, após ter sua prisão preventiva decretada na “Operação Jogo Limpo”, comandada pela Polícia Civil.

Barbosa demonstrou, de cara, que não perderia a ímpar oportunidade de reverter algumas ingerências de seu antecessor. Seu primeiro ato: estipulou 48h para os líderes indiquem os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar irregularidades no PreviPalmas, uma vez que o vereador Folha reteve – sem justificativas – a análise deste pedido, mesmo com assinaturas suficientes. Alegam os oposicionistas que o presidente afastado agia assim para proteger a gestão de seu aliado, o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB).

Autor do pedido, o vereador Junior Geo (PROS) quer que a Casa investigue as aplicações de R$ 50 milhões feitas pelo PreviPalmas de maneira irregular. O Fundo Cais Mauá recebeu investimento de R$ 30 milhões do instituto palmense no fim do ano passado e um fundo de multicrédito chamado Tercon, R$ 20 milhões. Inobstante a isso, as diversas irregularidades apontadas nas aplicações nos dois fundos, entre elas, descumprimentos de normas e limites e certidões vencidas, foram apuradas por uma Comissão e entregue aos órgãos de controle e fiscalização. Baseado no mesmo relatório, o Conselho do PreviPalmas quer que o Executivo entre com ação na Justiça para reaver o dinheiro aplicado.

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