“Ao mexer na equipe, o governador nos deu novas e boas perspectivas para 2016”

Deputado do PSD reafirma sua posição em favor da emancipação do distrito de Luzimangues, “para que se torne uma cidade rica”

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Dock Junior

Odeputado Valdemar Junior, do PSD, confirma seu apoio ao governador Marcelo Miranda e elogia as mudanças que este fez no primeiro escalão para dar novo rumo à gestão. Engajado na política tocantinense e até a presente data – em contato constante com seu eleitorado pelas ondas do rádio – Valdemar Jr. se declara um deputado municipalista e não obstante a isso, aliado de todas as horas do governador.

Comunicador nato, Valdemar deu entrevista ao Jornal Opção em que parecia estar num programa de rádio ou televisão, tamanha a intimidade com os microfones e a facilidade em expor suas ideias de forma simples, utilizando quase sempre um vocabulário popular. Nascido em Porto Nacional (TO), onde iniciou sua carreira profissional como radialista, é graduado em direito pela Fesurv de Rio Verde (GO) e atuou como repórter e apresentador nas principais emissoras de televisão de Goiás e do Tocantins. Exerceu o cargo de secretário de Comunicação do Estado e superintendente da RedeSat. Em 2008, elegeu-se vereador pela capital com a maior votação da história de Palmas e reeleito em 2012. Em 2014, foi eleito deputado estadual pelo PSD.

A coligação a qual o PSD fazia parte foi vitoriosa na eleição majoritária para governador do Estado no último pleito. Todavia, logo após a posse de Marcelo Miranda (PMDB), houve uma espécie de racha entre o governador e Katia Abreu, o que acabou por afastar do Palácio Araguaia o deputado Irajá Abreu e o vereador Iratã Abreu. Inobstante a isso, o sr. deixa transparecer fazer parte da base aliada do governo na Assembleia. Qual sua avaliação do seu partido, nesse momento e como o sr. lida com essas rupturas internas?

Nós tivemos poucos partidos na campanha em 2014 – apenas quatro nessa aliança vitoriosa: PMDB, PT, PV e PSD. Conseguimos com a ajuda de Deus e do povo do Tocantins, fazer com que o Marcelo Miranda pudesse governar o Estado novamente. No começo de 2015, o PSD se reuniu em razão desses boatos de ruptura, e o nosso presidente, Irajá Abreu – até porque o PSD tem dois membros na Assembleia, eu e o Toinho Andrade –, tranquilizou não apenas nós, detentores de mandato, como também toda a militância, prefeitos, vereadores e demais filiados ou voluntários que trabalharam firme no propósito de eleger o Marcelo para o governo e a Kátia para o Senado. Ele relatou, na ocasião, que ele e sua mãe fizeram opção de não participar da administração estadual, porém não iriam se opor àqueles que quisessem permanecer na base de apoio ou sustentação do governo. Foi uma questão de foro íntimo do presidente, e preferi não questionar. Então, o partido participa e está na base do Marcelo Miranda, avalizado pelo próprio presidente estadual da legenda.

Não estou vislumbrando essa dificuldade de relacionamento. O governador já esteve, por diversas vezes, no Ministério da Agricultura e tem falado publicamente que está pronto para receber, dialogar, ajudar e receber ajuda do PSD. No que concerne especificamente às relações com a ministra Kátia Abreu, eu sei que as relações institucionais têm acontecido. A ministra, sempre que são solicitadas audiências – tanto pelo governador quanto pelo secretário da Agricultura, Clemente Barros, tem recebido muito bem as comitivas do Tocantins naquele ministério.

No mais, exaltamos o trabalho do deputado Irajá Abreu em Brasília, buscando recursos para atender os municípios que ele representa e também os prefeitos que não estão no PSD, mas que o procuram na condição de representante parlamentar, afinal ele é deputado de todos os tocantinenses e não apenas dos que votaram nele ou estão no nosso partido. Ele tem feito uma cruzada nos municípios tocantinenses visando o fortalecimento da legenda com filiações de novas lideranças e tem o propósito de lançar, nas próximas eleições municipais, pelo menos 100 candidaturas a prefeito. Avalio que o partido está bem e o quadro é bastante positivo no Estado do Tocantins.

Na última entrevista ao Jornal Opção, em julho de 2015, o sr. pontuou que o governo deveria sair dessa pauta de servidores públicos, considerando que eles eram apenas 60 mil pessoas enquanto o Estado tem mais de 1,3 milhão de habitantes. Disse que o governo trabalhou em função de resolver problemas de servidores por seis meses, mas que deveria, no segundo semestre, trabalhar para o restante da população do Tocantins que carecia de educação, de saúde, de estradas, etc. A situação já se modificou ou o governo – até mesmo em razão da crise vivida pelo país – ainda patina?

Claro que o governo tem encontrado dificuldades em razão da crise pela qual passa o país. Todavia, eu tenho enxergado alguns avanços, principalmente no segundo semestre de 2015. Ele saiu sim da pauta de servidores públicos, criou a metodologia de não conversar ou negociar com grevistas, delegou poderes para o secretariado, de forma tal que eles negociassem com as categorias as questões relativas a data-base, progressões e outros benefícios dos servidores efetivos. Ato contínuo, foi atrás de recursos com o objetivo de melhorar o cenário do nosso Estado. Veja: o governo conseguiu no segundo semestre, e a casa de leis do Tocantins aprovou, um financiamento de mais de 400 milhões de dólares e será utilizado para melhorar a infraestrutura, como recapear e asfaltar algumas estradas, que no momento estão intransitáveis. O governo tem buscado, através de reformas administrativas, que alguns setores que não obtiveram avanços em 2015, possam progredir em 2016. No que tange ao equilíbrio fiscal e de receitas, o governo está saindo da condição de mero administrador de folha de pagamento, para se tornar investidor, principalmente após os ajustes das alíquotas dos impostos, alteradas no final do ano passado. Acredito que com essas mexidas no tabuleiro, o governador conseguirá ter novas perspectivas em 2016, nos enchendo de esperança de que teremos um ano bem melhor.

O sr. esteve na entrevista coletiva ocorrida em 21 de janeiro no Palácio Araguaia, em que o governador Marcelo Miranda anunciou reformas administrativas e troca de secretários. Qual sua análise a respeito das medidas adotadas?

Acredito que o governador está tentando acertar. Eu não dou conselhos nem participo das escolhas dele, até porque entendo que isso é uma prerrogativa exclusiva do governador. Nós confiamos a ele essa incumbência quando o elegemos para chefe do poder executivo. Se um dia perguntado for, opinarei, como amigo, como conselheiro, e não como ente político que queira espaço no governo, pois não é isso que procuro e não é isso que eu quero. Estou satisfeito com o que tenho, ou seja, represento os municípios que me apoiaram e dou suporte parlamentar a eles. Eu estava na reunião como um deputado da base, com o intuito de dar suporte necessário a ele, naquele momento de mudanças estruturais. Acredito que o governador está agindo de forma a modificar as peças em sua equipe de trabalho, que não corresponderam às expectativas de avanço que ele planejou. Um novo nome para a Secretaria da Fazenda, outro nome para pasta da Saúde e um novo comandante geral na Secretaria de Governo. Talvez ele consiga com essas mudanças avançar efetivamente. Sou favorável às mudanças, mesmo porque o povo tocantíneo – que elegeu o experiente Marcelo pela terceira vez – espera que ele cumpra as promessas de campanha, promovendo as alterações necessárias, mesmo porque nossa chapa sempre condenou as atitudes retrógradas do governo anterior, e nos propusemos a sermos os protagonistas dessas mudanças. As mudanças tiram todas as equipes das pastas que tiveram seus comandantes trocados, da zona de conforto. Dá uma injeção de ânimo em todos eles e isso é necessário em um governo que almeja o sucesso.

Qual seu posicionamento sobre o pacote governamental, aprovado pela Assembleia, que aumentou a carga tributária e depois resolveu reduzi-la?

Eu vou explicar exatamente como aconteceu: nós, parlamentares, enxergando todas as dificuldades governamentais para se honrar todos os compromissos e conquistas dos servidores públicos ao longo dos últimos anos, entendemos que as medidas sugeridas pela Secretaria da Fazenda deveriam ser concretizadas. Alguns setores da economia que gozavam de isenção, que fosse revisto; alguns índices tributários que estavam defasados, que pudessem ser majorados. Assim sendo, o governador Marcelo Miranda, aproveitando o ensejo do encontro de governadores do Centro-Oeste, além de Rondônia, propôs um pacto, que foi aceito pelos demais visto que se encontravam na mesma situação do Tocantins, de mudanças de alíquotas de impostos, principalmente no que se refere a veículos automotores. Ficou acertado que todos agiriam de forma correlata e idênticas, até para não haver migração de veículos de um Estado para o outro. O governador então se apressou em fazer as referidas mudanças e foi o primeiro a enviar para Assembleia Legislativa, o pacote de mudanças. Os parlamentares entenderam a situação e aprovaram as medidas com o fito de permitir que o governo conseguisse o equilíbrio das contas públicas.

Acontece que o final do exercício 2015 foi se aproximando e os outros Estados da federação não haviam elaborado as mudanças anteriormente pactuadas no fórum de governadores. Dessa forma, nos reunimos novamente com o gestor e o alertamos que o Tocantins teria um prejuízo muito grande, principalmente no que tange a taxas exclusivas do Detran. Ora, aumentamos as alíquotas acreditando que os outros Estados coirmãos agiriam da mesma forma… como eles não cumpriram o compromisso, restou claro que ao invés de um acréscimo de receitas, o Estado teria uma significativa perda de receitas em razão da migração de veículos para aqueles Estados. O governador, sensível, entendeu a questão e nos deu aval para que revíssemos as alíquotas, quando houve uma redução daqueles porcentuais, e ao mesmo tempo uma aproximação daquilo que os outros entes federados praticarão em 2016.

a assembleia enxergou as dificuldades do governo e aprovou a revisão do pacote governamental para que se conseguisse o equilíbrio” | Foto: Divulgação

A assembleia enxergou as dificuldades do governo e aprovou a revisão do pacote governamental para que se conseguisse o equilíbrio” | Foto: Divulgação

Os municípios e os Estados reclamam da queda de repasses do FPE e FPM. Quais seriam as outras hipóteses de arrecadação para estes entes? Há outras maneiras de não depender tanto do governo federal?

Eu sinceramente não vejo saída, se os governadores e prefeitos não se mobilizarem por drásticas mudanças na modalidade e forma de distribuição dos recursos. O pacto federativo tem que ser revisto. Veja que 60% do bolo fica com o governo federal, uma pequena fatia vem para os Estados e um pequeno e mísero pedaço deste bolo vai para os municípios. Mas a vida cotidiana, os problemas enfim, acontecem nos municípios. O cidadão mora no Brasil figurativamente, mas a realidade dele é a cidade que ele reside.

É necessário uma reforma urgente do pacto federativo para mudar essa distribuição das riquezas, caso contrário, as reformas deverão ser no sentido de diminuir o Estado ao mínimo possível, quer seja diminuindo o número de servidores efetivos, quer seja terceirizando estradas, hospitais, empresas públicas, serviços, etc. O modelo atual de gestão de recursos não satisfaz as necessidades da população. A conta não está fechando e ficará muito pior num futuro muito próximo. Uma das coisas tem que acontecer: ou a revisão do pacto federativo ou a redução dos encargos dos Estados e municípios. Não há, efetivamente, outras saídas.

Eu participei da caravana e da reunião em Brasília e assinei a carta do pacto federativo e defendo amplamente essas reformas, de forma tal que possamos dar uma sobrevida aos nossos Estados e municípios. Para se ter uma ideia, hoje o principal requisito para se candidatar a prefeito de um município não é título de eleitor e filiação partidária, e sim coragem. É estar pronto para jogar seu próprio CPF na lama, uma vez que estará ciente que não haverá recursos para gerir todos os problemas que as cidades enfrentam. Invariavelmente, todos esses gestores terão problemas no fechamento das contas junto ao TCE. É uma realidade, infelizmente.

Qual seu posicionamento acerca da crise financeira pela qual passa o país, e por consequência, os brasileiros, cujo poder de compra está extremamente comprometido? Quais medidas o sr. considera como viáveis, na condição de parlamentar, para superar esse momento de dificuldade?

Eu acredito que economia estatal, assim como a economia doméstica, se baseia na matemática e esta é exata. A partir do momento que não há um saldo positivo – ou pelo menos equilibrado – entre receitas e despesas, é hora de rever os conceitos. Logo, não apenas a União, mas também os Estados e municípios têm que diminuir suas despesas, apertar o cerco das contas públicas, minimizar a evasão dos recursos públicos, combater os ralos dessas mesmas verbas. Assim, a regra que prevê o equilíbrio entre a arrecadação e os gastos deve ser seguida por todos os gestores públicos.

O sr. entende que a corrupção instalada no país é um dos entraves para o desenvolvimento?

A corrupção é um ralo que deve ser urgentemente tapado, um câncer que corrói o nosso país. Poucas pessoas se locupletam com recursos públicos, enquanto a grande maioria sofre com o descaso. É necessário exterminar por completo a corrupção do nosso cotidiano, do nosso vocabulário, das nossas vidas, sob pena de nunca conseguirmos sair da condição de país subdesenvolvido. Precisamos mudar essa concepção.

Em que pese a região central do Estado do Tocantins e especificamente a cidade de Palmas ter apresentado vários candidatos a deputados, o sr. foi muito bem votado neste município. Como recebeu essa votação e quais fatores considerou como determinantes para que isso ocorresse?

Eu tenho raízes, laços e origens verdadeiras nessa região. Minha família e antepassados residem por aqui desde a década de 20. Fui para Rio Verde (GO) fazer faculdade de direito porque não havia nenhuma por essas bandas. Fiquei cinco anos por lá e regressei antes mesmo de pegar o diploma. Voltei posteriormente apenas para colar grau. Cresci nessa região de Porto Nacional, Taquaruçu, Canela, Luzimangues, bem como nesse espaço onde Palmas foi construída, que era uma grande fazenda. Tenho convivência, círculo de amigos verdadeiros e um amor exacerbado por estes locais, afinal é a minha terra, e por isso, trabalho muito por eles. Isto começou com minha eleição para vereador de Palmas. Pude fazer muito pelas pessoas dessa região, inclusive pela população de Porto Nacional e Luzimangues, em que pese meu mandato de vereador fosse em Palmas. Atendia com zelo e dedicação quem residia naquelas localidades e me procurava para solicitar algum auxilio na resolução de demandas aqui na capital. Fiz um bom trabalho como parlamentar municipal, que foi reconhecido, razão pela qual fui reeleito. Depois disso, fui eleito deputado e recebi muitos votos nesses locais. Esta é a satisfação de um trabalho contínuo e bem prestado.

Enquanto parlamentar municipal e estadual, quais são suas perspectivas em relação ao distrito do Luzimangues, onde o sr. foi praticamente nascido e criado?

O caminho natural de Luzimangues é o caminho que seguiu o norte de Goiás há 20 e poucos anos, quando se separou do Estado mãe. Um pedaço de terras que só dava despesas e problemas para aquele ente federativo e se transformou em outro próspero Estado, atualmente o Tocantins. O distrito de Lu­zimangues trilha na mesma estrada. Ainda muito dependente de Porto Nacional, hoje tem mais despesas do que receitas para a administração daquela cidade. Porém, a tendência é que se transforme em município e devido à sua localização e logística, se torne uma cidade rica. Quero trabalhar para isso ocorra, mas não depende ainda do parlamento estadual. Primeiro é necessário que a PEC – Projeto de Emenda Cons­titucional – que ainda está em tramitação, seja aprovada no Congresso Nacional para que as Assembleias Legislativas do Brasil tenham autonomia e prerrogativa de criar municípios, obedecendo, evidentemente, alguns critérios.

O deputado federal Carlos Henrique Gaguim (PMDB) faz parte da comissão que trata desse assunto e me parece que articulou, pediu ou avocou para si a relatoria desta PEC. Quando isso ocorrer, discutiremos com prazer, a emancipação daquele distrito. Num primeiro momento, talvez Porto Nacional não queira a discussão e seus munícipes se posicionem de forma contrária, é inevitável a emancipação política, face ao ritmo de crescimento populacional e empresarial.

O reconhecimento ao seu trabalho parlamentar está relacionado ao popular programa de rádio que o sr. mantém numa emissora local, ou ao trabalho desenvolvido no parlamento municipal?

Comecei a fazer rádio com 14 anos de idade e nunca parei. Fui para a televisão posteriormente, mas do rádio nunca me desliguei. Tenho hoje 42 anos de idade e praticamente 28 na área da comunicação. É a minha vida. Sou formado em direito, mas atuei muito pouco, uma vez que meu negócio é a comunicação. Não se trata de grande oportunidade política, falar com o povo. Não é isso. Falo com eles todos os dias através do rádio, porque esta é a minha profissão. São apenas sete anos como político, logo, os anos que passei na comunicação sem entrar na política são muito maiores que esses que eu tenho de mandato. Hoje consigo conciliar os dois.

Entendo como uma vantagem em relação aos demais políticos, apenas o fato da população ou da dona de casa já me conhecer (risos). Durante a campanha eleitoral, chego nas casas das pessoas, já entro para dentro e vou direto para a cozinha tomar um café e pedir votos. Não preciso contar minha história para depois abordar o eleitor, todo mundo já me conhece do rádio. Essa é a vantagem de trabalhar em veículos de comunicação. Mas isso só não basta. O fato de ser uma figura conhecida pode gerar alguns votos, todavia, para ser reconhecido como homem público é necessário um bom trabalho, uma atuação determinante no seio político e no trabalho junto à comunidade.

Como o sr. avalia suas experiências como parlamentar e o seu próprio mandato?

Eu tento direcionar esse mandato – de forma muito próxima – aos municípios que nos deram apoio e suporte na eleição, como também aqueles que nos procuram no gabinete. Posso dizer que sou um deputado municipalista. Contudo, tenho procurado, com muita responsabilidade, ser um deputado preocupado com a infraestrutura do Estado do Tocantins. Só há duas vias no meu entendimento: a indústria e o comércio e a infraestrutura. Por isso, no começo de 2015, lutamos para a implantação de duas frentes parlamentares com as mesmas denominações e objetivos. Um Estado sem infraestrutura logística está fadado ao insucesso. Precisamos dotar o Tocantins nesses aspectos de forma tal que possa competir com os outros Estados brasileiros, principalmente no que se refere ao escoamento da produção. Neste contexto, se encaixa a construção, pavimentação e manutenção de rodovias, ferrovias e hidrovias, que são possíveis apenas com a construção de eclusas nas usinas ao longo do rio Tocantins. O Estado está numa posição privilegiada e estratégica geopoliticamente e geograficamente. Isto pode fazer com que o Estado possa se desenvolver como o grande armazenador e o corredor de exportação da produção do Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste.

Como o sr. se posicionará nas eleições municipais de 2016, em Palmas e em Porto Nacional?

Em Porto Nacional eu vou apoiar o candidato do governador Marcelo Miranda. Não sei se será o deputado estadual Ricardo Ayres (PSB) ou o vereador de Palmas Joaquim Maia (PV). São dois filhos da terra, oriundos de famílias tradicionais e ambos apresentam um bom trabalho prestado naquele município, ouvindo a população e suas demandas. Não podemos esquecer, no entanto, do deputado Paulo Mourão (PT) que, enquanto prefeito, fez uma belíssima gestão pensando num Porto Nacional para o futuro. É um nome incontestável no meio político daquela cidade e que pode, perfeitamente, ser o candidato do palácio Araguaia, além daqueles dois já mencionados.

Já em Palmas, preciso conversar com o governador, visto que ele não se posicionou acerca do apoio formal a um dos companheiros componentes da nossa aliança/coligação, que foi vitoriosa em 2014. Por enquanto, vejo apenas o nome da vice-governadora Claudia Lellis (PV). É uma pessoa, que ao contrário do que muitos pensam, está na política há muito tempo. Ela não ocupa o cargo de vice-governadora porque é esposa do Marcelo Lellis, mas sim por um bom trabalho prestado há muito tempo. Enquanto Lellis era protagonista e detentor de mandatos, a Claudia sempre esteve presente nas decisões, apoiando-o na retaguarda e exercendo um bom papel social. Ela também sempre agiu propositivamente na direção do PV. Além disso, tem o prefeito Carlos Amastha (PSB). Ora, se o Ricardo que é do PSB pode ser o candidato do Palácio Araguaia em Porto Nacional, porque o prefeito Amastha não pode ser o candidato do governo em Palmas, pelo mesmo partido? Na verdade, não conversei com o governador sobre isso, mas certamente com decorrer dos dias, teremos reuniões para definir essas candidaturas. Mesmo porque pode sair do próprio PMDB um outro nome para competir em Palmas.

Como o sr. recebeu as reformas das regras eleitorais publicadas em 29/12/2015 que valerão a partir das próximas eleições, em que o TSE é que vai fixar os limites de gastos, inclusive o teto máximo das despesas dos candidatos?

Eu acho mais do que justo essa tendência a mudar as regras em função da vontade popular. Eu nunca tive financiamento de grandes empresas, sempre fiz campanhas espartanas, simples e baratas. Portanto, vejo com bons olhos – em que pese entender que poderia ter avançado muito mais – essa minirreforma eleitoral. Prestigia o processo democrático quando a candidatura de pessoas menos abastadas, se torna possível. O limite financeiro do que pode ser gasto e a ausência de financiamento de grandes grupos econômicos, pode colocar todos os candidatos em situação igualitária. l

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.