Amastha presta depoimento de oito horas à PF

Prefeito de Palmas foi alvo de condução coercitiva no âmbito da Operação Nosotros, que investiga fraude em licitações do BRT da capital tocantinense

Larissa Quixabeira

O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), se apresentou na sede da Polícia Federal na capital tocantinense para prestar depoimento na manhã desta quinta-feira (1º/12). Ao final de oito horas de esclarecimentos, o prefeito se manifestou na noite desta quinta (1º) por meio de nota afirmando que “todos os esclarecimentos inerentes às investigações foram prestados” e ainda que “confia no trabalho da Justiça Federal, na capacidade de análise e isenção da Polícia Federal”.

Amastha foi à sede da PF 20 dias após a deflagração da Operação Nosotros, na qual foi alvo de mandado de condução coercitiva. Quando da deflagração da operação, em 10 de novembro, o prefeito estava em viagem à Espanha. Ele foi procurado mais uma vez pela polícia federal na última quarta-feira (30/12) em sua residência, mas estava em viagem mais uma vez, desta vez em encontro com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Brasília.

Durante este período, o pessebista entrou com pedido na Justiça para prestar depoimento sobre o caso em Brasília. O pedido foi negado e ele teve que se apresentar à polícia no Tocantins.

Os esclarecimentos prestados nesta quinta (1º) foram referentes a investigação de suposta fraude envolvendo o processo de licitação para construção do sistema de transporte BRT de Palmas. O valor da fraude calculado pela polícia seria de cerca de R$ 260 milhões.

Durante a investigação da Nosotros, a polícia identificou o repasse de informações privilegiadas da prefeitura para empresas que participaram da concorrência do BRT. Na ocasião da deflagração, diversas pessoas ligadas à prefeitura foram levadas à polícia para prestar esclarecimento.

Combinados com grandes imobiliárias da região, agentes públicos também pressionavam proprietários para doar parte de suas terras a pessoas ligadas ao esquema criminoso. Uma das formas de coação era através da cobrança de altos valores de IPTU desses proprietários.

A implantação do sistema BRT valorizaria os imóveis que o grupo tivesse posse após a obra.

 

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