Goiânia já contabiliza 709 casos confirmados de chikungunya em 2026, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Até quinta-feira, 20, a capital havia registrado 827 notificações da doença, crescimento de 609% em comparação com o mesmo período de 2025.

No período equivalente do ano passado, eram 213 notificações e 100 casos confirmados. Já em todo o ano de 2025, Goiânia somou 260 notificações e 163 confirmações. Isso significa que, em pouco mais de sete meses de 2026, o número de casos confirmados já é mais de quatro vezes superior ao total contabilizado ao longo de todo o ano anterior.

A chikungunya é uma doença viral transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela transmissão da dengue e da zika.

Segundo a SMS, parte do crescimento das notificações também está relacionada ao reforço da identificação de pacientes e da busca ativa realizada pelas equipes da Superintendência de Vigilância em Saúde. A ampliação da notificação permite identificar com maior precisão as regiões onde há circulação do vírus e direcionar as ações de combate ao mosquito.

Mais de 1,5 milhão de imóveis vistoriados

Desde fevereiro, a Prefeitura de Goiânia mantém uma operação de enfrentamento às arboviroses com a meta de realizar 2,5 milhões de vistorias em imóveis da capital. Até agora, 1.520.935 imóveis foram visitados, o equivalente a cerca de 61% da meta estabelecida, e 43.057 focos do mosquito foram eliminados.

O trabalho também inclui vistorias em imóveis fechados ou abandonados, aplicação de inseticidas e nebulização em áreas consideradas estratégicas para interromper a circulação do Aedes aegypti.

O superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Flávio Toledo, destaca que o enfrentamento à doença depende tanto do poder público quanto da participação dos moradores.

“A prefeitura tem realizado realmente uma mega-operação, usando todos os nossos equipamentos e pessoas no combate ao mosquito. E, para além disso, a gente precisa que a população receba os nossos agentes em casa”, afirma.

Segundo Toledo, a responsabilidade pelo combate às arboviroses deve ser dividida: 50% cabe ao poder público e 50% à população.

Cuidados devem continuar durante a estiagem

Mesmo no período de estiagem, a orientação é manter os cuidados para impedir a formação de novos criadouros do Aedes aegypti. Recipientes e reservatórios que acumulam água podem favorecer a reprodução do mosquito.

“São necessárias medidas simples em casa, como limpar calhas, manter caixas d’água fechadas e descartar o lixo corretamente”, orienta o gerente de Controle de Animais Sinantrópicos da SMS, Daniel Graziani.

Notificação ajuda a localizar áreas de transmissão

A SMS orienta ainda que pessoas diagnosticadas com chikungunya, dengue ou zika procurem a unidade de saúde onde receberam atendimento para garantir que o caso seja devidamente notificado.

As informações permitem à Vigilância em Saúde identificar as regiões com transmissão das doenças e direcionar com maior rapidez as ações de bloqueio e combate ao mosquito.

A população também pode comunicar possíveis criadouros pelo aplicativo Goiânia 24h, no serviço de Zoonoses/Aedes, além de denunciar locais com acúmulo de água às autoridades responsáveis.

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