A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) investiga um caso grave de complicação após um paciente acima de 40 anos receber a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde (Suvisa), Flúvia Amorim, o paciente já recebeu alta hospitalar, está em casa e passa bem. A investigação busca apurar se existe relação entre o imunizante e o desenvolvimento dos sintomas. “Em Goiás, temos apenas um caso em investigação definido como grave. Porém, esse indivíduo já recebeu alta e já está em casa, mas continuamos o processo de investigação”, afirmou.

A apuração ocorre após decisão do Ministério da Saúde (MS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender temporariamente a aplicação do imunizante, em razão do registro de outros casos semelhantes no país. Outras vacinas, como as dos laboratórios Takeda e Qdenga, possuem autorização para funcionar e estão disponíveis à população indicada.

Ao todo, três pacientes desenvolveram quadros graves compatíveis com dengue após a vacinação, incluindo dois óbitos.

A superintendente explica que a medida tem caráter preventivo e visa permitir uma investigação aprofundada enquanto as doses permanecem fora de circulação por tempo indeterminado.

Por enquanto, os especialistas ressaltam que existe apenas uma relação temporal entre a aplicação da vacina e o surgimento dos sintomas, sem evidências que comprovem uma relação causal entre os dois eventos.

Leia também: Vacina da dengue é suspensa após duas mortes suspeitas; entenda o que aconteceu