Atendimentos especializados crescem 32% em Goiânia após redistribuição dos serviços do CRDT
29 julho 2026 às 16h24

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Após o fechamento do antigo Centro de Referência em Diagnóstico e Terapêutica (CRDT), em maio de 2025, a Prefeitura de Goiânia redistribuiu os serviços especializados para outras unidades da rede municipal. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a reorganização não interrompeu os atendimentos e resultou em um aumento no número de pacientes assistidos.
O CRDT, localizado no Setor Sul, foi desativado após acumular dívidas superiores a R$ 1 milhão. A unidade era a única da rede municipal especializada na realização de exames e no acompanhamento de pacientes com tuberculose, hanseníase e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Na época, a prefeitura informou que todos os serviços seriam absorvidos por outras unidades da rede, sem prejuízo à assistência prestada aos pacientes.
Em 2025, foram realizados 7.108 atendimentos que antes eram de responsabilidade do CRDT, média de 590 por mês. Desse total, 3.554 ocorreram no segundo semestre, período posterior ao fechamento da unidade.
Já entre janeiro e junho de 2026, a rede municipal registrou 4.672 atendimentos, média mensal de 780 pacientes, número superior ao registrado no ano anterior.
Segundo a gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Transmissíveis da SMS, Jennifer Caetano, os serviços foram redistribuídos entre duas unidades da rede. Os exames e o acompanhamento de pacientes com tuberculose passaram a ser realizados no Ciams Urias Magalhães.
Já os serviços do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), voltados ao diagnóstico, prevenção e acompanhamento de pessoas com ISTs, HIV e hepatites virais, foram transferidos para o Centro de Saúde Cidade Jardim.
De acordo com Jennifer, a mudança permitiu reorganizar o fluxo de atendimento e concentrar esse tipo de assistência em uma unidade mais preparada para receber esses pacientes.
“A nossa intenção é que o centro seja um lugar de acolhimento. Queremos que seja um lugar que as pessoas procurem porque sabem que vão ser bem atendidas e que vai ser resolutivo, assim como prezamos nos princípios do SUS”, afirmou.
Segundo a gerente, um dos principais resultados da reorganização foi a redução da fila para consultas com médicos infectologistas, que atualmente está praticamente zerada.
Além das consultas, a unidade conta com uma equipe multiprofissional formada por enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e infectologistas. O local também funciona como farmácia para a dispensação de medicamentos específicos, incluindo a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), utilizada na prevenção da infecção pelo HIV.
Atendimento deve ser ampliado
A Secretaria Municipal de Saúde também pretende expandir esses serviços para outras unidades da rede, seguindo uma recomendação recente do Ministério da Saúde.
Segundo Jennifer, o projeto ainda está em fase de elaboração e prevê uma parceria com o Governo de Goiás para descentralizar parte do atendimento para unidades de Atenção Primária à Saúde, facilitando o acesso da população aos serviços.
“A Secretaria tem a intenção de fazer essa descentralização. Já estamos elaborando um projeto em parceria com o Estado para que isso aconteça o mais rápido possível”, explicou.
Ela ressalta, no entanto, que a ampliação dependerá da capacitação das equipes de saúde. Segundo a gerente, não basta apenas disponibilizar os medicamentos: é necessário garantir que os profissionais estejam preparados para oferecer o acompanhamento adequado aos pacientes, assegurando a continuidade e a qualidade da assistência.



