Nova descoberta revela o que realmente matou os dinossauros após queda do asteroide
29 julho 2026 às 16h10

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Um novo estudo pode mudar a forma como a ciência explica a extinção dos dinossauros. Segundo pesquisadores da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, o impacto do asteroide que atingiu a Terra há 66 milhões de anos não foi, sozinho, o responsável pela morte de cerca de 75% das espécies do planeta.
A pesquisa, publicada no periódico Journal of Geophysical Research: Biogeosciences, indica que o verdadeiro desastre aconteceu nos dias e anos seguintes à colisão. Uma gigantesca nuvem de poeira lançada à atmosfera teria aprisionado o calor na Terra, superaquecido a superfície e provocado incêndios em escala global.
Os cientistas comparam esse fenômeno a uma enorme “tampa” colocada sobre o planeta. “A superfície da Terra e tudo o que estava sobre ela acabou sendo carbonizado”, explicou Brandon Johnson, professor da Universidade Purdue e autor principal do estudo.
Terra ficou escura e em chamas
O asteroide, que atingiu a região onde hoje fica a Península de Yucatán, no México, vaporizou milhares de quilômetros cúbicos de rochas e sedimentos, formando a famosa cratera de Chicxulub.
Parte desse material voltou rapidamente à superfície na forma de pequenas esferas incandescentes, aumentando ainda mais a temperatura do planeta.
Mas, segundo os pesquisadores, o efeito mais devastador veio das partículas microscópicas de poeira.
Com cerca de 2,5 micrômetros de diâmetro, elas permaneceram suspensas na atmosfera durante anos, impedindo que o calor escapasse para o espaço.
Como consequência, toda a radiação térmica retornava à superfície terrestre.
Calor equivalente a 17 vezes a dose letal para humanos
Os cálculos da equipe mostram que os animais da época foram expostos a uma quantidade de calor equivalente a 17 vezes a radiação térmica considerada fatal para um ser humano.
Esse superaquecimento teria sido suficiente para incendiar vegetação em praticamente todo o planeta.
Além das chamas, a nuvem de poeira bloqueou a luz solar, mergulhando a Terra em uma escuridão quase completa.
Segundo os pesquisadores, o planeta passou a ser iluminado principalmente pelo brilho dos incêndios.
“Provavelmente parecia mais o inferno do que Vênus”, afirmou Johnson.
Nesse cenário extremo, apenas animais capazes de viver em tocas subterrâneas ou embaixo d’água teriam maiores chances de sobreviver.
Poeira também poderia causar problemas respiratórios
Os pesquisadores descobriram ainda que as partículas tinham tamanho semelhante ao da fumaça produzida pelos grandes incêndios florestais atuais.
Isso significa que, além do calor intenso, elas poderiam penetrar profundamente no sistema respiratório dos animais sobreviventes, agravando ainda mais os efeitos da catástrofe.
“A poeira funcionou como uma tampa sobre uma panela, mantendo praticamente todo o calor preso na atmosfera”, explicou a cientista Alexandria Johnson, coautora da pesquisa.
Descoberta amplia entendimento sobre a extinção
Há décadas, os cientistas sabem que o impacto do asteroide Chicxulub marcou o fim da era dos dinossauros.
A novidade apresentada pelo estudo é que o impacto inicial pode não ter sido o principal responsável pela extinção em massa.
Segundo os autores, a combinação entre a enorme quantidade de poeira lançada na atmosfera, o calor aprisionado e os incêndios globais criou um ambiente praticamente impossível para a sobrevivência da maior parte das espécies.
Se os resultados forem confirmados por novas pesquisas, eles ajudarão a explicar como um único evento conseguiu transformar completamente a Terra, encerrar a era dos dinossauros e abrir caminho para o surgimento e a expansão dos mamíferos.
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