Confira os favoritos dos partidos na disputa por uma vaga de deputado federal em Goiás
29 agosto 2026 às 21h00

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A disputa pelas 17 cadeiras de deputado federal destinadas a Goiás promete ser uma das mais concorridas das eleições. Com 254 candidatos considerados aptos pela Justiça Eleitoral, partidos e federações buscam montar chapas competitivas, enquanto nomes com mandato, experiência política, bases eleitorais consolidadas e forte presença regional aparecem em posição de destaque na corrida pela Câmara dos Deputados.
A eleição para deputado federal, porém, é diferente das disputas majoritárias. O resultado depende não apenas da votação individual, mas também do desempenho das legendas e federações, que influencia diretamente a distribuição das cadeiras. Por isso, o favoritismo pode mudar ao longo da campanha, especialmente em uma eleição marcada pela presença de nomes tradicionais, novas lideranças e candidatos com forte atuação regional ou segmentada.
Diante desse cenário, o Jornal Opção fez uma lista com alguns dos candidatos a deputado federal por Goiás que são apontados como favoritos ou aparecem entre os nomes mais competitivos para conquistar uma vaga na Câmara Federal. O levantamento reúne parlamentares que tentam a reeleição e candidatos que, mesmo sem mandato, conseguiram construir estruturas políticas capazes de colocá-los na disputa pelas primeiras posições.
Ismael Alexandrino aposta na saúde e amplia base eleitoral
Deputado federal pelo PSD e candidato à reeleição, Ismael Alexandrino atribui seu desempenho nas pesquisas ao trabalho desenvolvido iniciado já na época em que era secretário da Saúde. Segundo ele, a atuação junto aos municípios o ajudou a consolidar seu nome. “Eu acho que é reconhecimento da população em relação ao trabalho prestado. Meu foco é muito forte na área da saúde. A saúde é uma necessidade de todos os municípios”, afirma. O parlamentar destaca que a maior parte de suas emendas é destinada ao setor.
A experiência como secretário de Saúde também é apontada por Ismael Alexandrino como um dos fatores que contribuíram para sua projeção política. Ele retornou a Goiás após uma década em Brasília e comandou a Secretaria de Saúde durante os anos de 2019 a 2022, período que coincididiu com a pandemia de Covid-19. Para ele, a condução da crise sanitária contribuiu para o reconhecimento de seu trabalho e ajudou a impulsionar sua primeira candidatura, em 2022. “Acho que a forma como nós enfrentamos a pandemia, respeitando a população, a vida, mas, sobretudo, levando muito a sério aquilo que estava sendo feito, levou à população a reconhecer o trabalho”, diz.

Mais municípios e novos apoios
Na atual campanha, Ismael Alexandrino afirma ter ampliado significativamente sua estrutura política. Ele diz ter destinado recursos para mais de 160 municípios e contar com lideranças em aproximadamente 120 a 140 cidades, além de concentrar atuação no Oeste goiano, Região Metropolitana de Goiânia e Entorno do Distrito Federal. O deputado também passou a reunir novos grupos de apoio, entre eles setores evangélicos, representantes dos Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CACs) e o deputado federal Gustavo Gayer (PL). “Hoje eu tenho uma estruturação bem maior de base”, resume.
Ismael Alexandrino também defende mudanças na forma como as emendas parlamentares são aplicadas. Para ele, os recursos precisam ter mais transparência e rastreabilidade e, sempre que possível, estar alinhados aos planos de governo dos municípios e do Estado. O deputado, que afirma ter votado pela primeira vez apenas em 2018, também diz ter mudado sua visão sobre a política. “Tudo na vida da gente passa pela política. Se não tivermos um voto partindo de uma escolha consciente, outros estarão lá e podem dar um rumo diferente para o Estado, para o município e para o país”, afirma.
Lucas do Vale destaca força regional e estadual
Lucas do Vale, de 37 anos, avalia que o favoritismo apontado para sua candidatura a deputado federal pelo PSD é resultado do trabalho realizado durante seu primeiro mandato como deputado estadual, iniciado em 2022. Médico de formação, ele destacou a atuação regional construída no Sudoeste goiano e afirmou que pretende ampliar essa presença para todo o Estado. “Nós fizemos um trabalho intenso com esses municípios e, agora, pleiteando nessa roda até o final”, afirmou. Segundo ele, a intenção é levar ao Congresso Nacional a experiência adquirida na atuação estadual e contribuir para o desenvolvimento de Goiás.
Lucas também citou a gestão do pai, Paulo do Vale (PSD), como prefeito de Rio Verde, como uma das inspirações para sua entrada na vida pública. Ele destacou indicadores econômicos e sociais do município, como o crescimento do PIB e os avanços na educação, além de investimentos na área da saúde. “Estou seguindo nessa missão de acreditar que a política tem que transformar a vida das pessoas para melhor”, disse. O deputado ressaltou que trabalha para consolidar apoio em mais de 150 municípios e que sua base eleitoral não está restrita ao Sudoeste, alcalçando todas as regiões de Goiás.
Na avaliação de Lucas, suas principais áreas de atuação são na saúde e o setor produtivo. Como médico, disse que pretende manter atenção especial às políticas públicas de saúde. Também citou sua ligação com o agronegócio por ser produtor rural e afirmou conhecer de perto as dificuldades enfrentadas pelo setor. “Eu não gosto de definir em bandeira, até por isso nosso lema é ‘Bora Trabalhar’”, declarou. Para ele, o objetivo é representar Goiás de forma ampla e contribuir para um Estado melhor.

Vilmar Rocha vê duas cadeiras como cenário mais provável para o PSD
Um dos principais líderes do PSD em Goiás, Vilmar Rocha avalia que o partido deve eleger dois deputados federais nas eleições de 2026. A legenda, segundo ele, pode chegar a três cadeiras caso alguns candidatos alcancem votações elevadas. “Hoje vai, no máximo, três. Eu acho que, garantido, é dois. Pode se fazer três dependendo da votação dos candidatos”, afirma.
Entre os favoritos, Vilmar Rocha cita os atuais deputados federais do partido que disputarão a reeleição, justamente pela vantagem de já exercerem o mandato e terem construído bases a partir da destinação de emendas e recursos. Também aparecem na avaliação o candidato Lucas do Vale, de Rio Verde, apontado pela força política da cidade e da região, e Fátima Gavioli, que pode obter uma votação expressiva junto ao segmento da Educação. “Como eles tiveram muitas emendas, muitos recursos, então eles são vistos, normalmente, como favoritos”, explica.

Disputa pelas duas vagas
Vilmar Rocha também cita a deputada Dra. Zeli, que possui atuação na região do Entorno, entre os nomes que podem entrar na disputa pelas cadeiras do PSD. Na avaliação dele, esses candidatos terão de dividir as duas vagas que o partido considera mais prováveis. O dirigente afirma ainda que a renúncia de Pedro Sales prejudicou as perspectivas da legenda de alcançar uma terceira cadeira, embora ressalte que os votos do ex-candidato poderiam fortalecer o desempenho do partido na composição proporcional. “Isso reduziu a possibilidade do partido fazer três. Agora é fazer dois”, resume.
Apesar de ser uma das lideranças históricas do PSD, Vilmar Rocha decidiu não disputar a eleição de 2026. Ele afirma que optou por permanecer nos bastidores e participar ativamente da campanha de reeleição de Daniel Vilela (MDB), além de apoiar a candidatura de Simeyzon Silveira, do Mobiliza, seu antigo aliado no PSD. “Estou participando fortemente da eleição do Daniel. Mas resolvi, nessa eleição, não ser candidato”, afirma. Vilmar, no entanto, já projeta um retorno às urnas: “Em 2030, eu vou ser candidato. Se Deus quiser”.
Favoritos pelo PSD

MDB aposta em nomes com mandato e ex-deputados para ampliar bancada
O MDB de Goiás aposta em uma chapa competitiva para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados em 2026. Segundo o presidente estadual da legenda, Haroldo Naves, a deputada federal Flávia Morais é tida como uma das principais apostas do partido e afirma que ela tem condições de figurar entre as candidatas mais votadas de Goiás. Haroldo Naves também cita Célio Silveira, que busca o quarto mandato na Câmara, e Lucas Vergílio, ex-deputado federal e atual vereador em Goiânia.
Para ele, a experiência e o trabalho realizado ao longo dos mandatos são fatores que ampliam a competitividade dos candidatos. “Quem soube utilizar o mandato, buscando e viabilizando recursos, benefícios e projetos para os municípios e para o Estado de Goiás tem um reconhecimento da sociedade goiana”, afirma, avaliando que a legenda pode eleger de três a cinco deputados, dependendo do desempenho da chapa e da votação obtida pelos candidatos.

O dirigente também destaca a estrutura do MDB como um dos fatores que favorecem os candidatos. Segundo ele, o partido possui presença em praticamente todo o Estado e conta com uma base formada por prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Haroldo Naves avalia que essa estrutura, somada à atuação dos candidatos que já ocuparam cargos eletivos, pode contribuir para o desempenho da legenda nas urnas. Além de Flávia, Célio e Lucas, ele cita o subtenente Sérgio, ex-presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Assego), e o ator Sandro Pedroso como nomes competitivos.
Ao comentar a discussão sobre as emendas parlamentares, Haroldo Naves defende que os recursos permaneçam sob controle dos próprios deputados e sejam destinados de acordo com as necessidades identificadas nos municípios. “Eu acho que a emenda parlamentar tem que ser exclusiva do parlamentar, onde a liderança municipal e a sociedade municipal entendem que aquela emenda é necessária”, afirma. Para ele, as emendas são instrumentos importantes para o desenvolvimento local e regional, mas devem ter finalidade definida, transparência na aplicação e ligação direta com as demandas das prefeituras, entidades e comunidades beneficiadas.
Influenciador aparece como possível surpresa
Além dos nomes já consolidados, Haroldo Naves aponta um candidato que, na avaliação dele, pode surpreender na eleição: Misair Lemes Jr. O humorista alagoano Cláudio dos Santos Nogueira, conhecido como Papa-Capim, que é influenciador digital com milhões de seguidores, também teria potencial para transformar sua presença nas redes sociais em votos, segundo Haroldo Naves. “Ele é do Nordeste, veio para Goiás há um tempo e pode ser uma grande surpresa na eleição”, afirma. A aposta reforça a percepção do dirigente de que a disputa pela bancada do MDB poderá reunir tanto políticos tradicionais quanto nomes com forte presença popular e digital.
Célio Silveira aposta em trabalho nos municípios
O deputado federal Célio Silveira (MDB) atribui o favoritismo apontado nas pesquisas e a lembrança de seu nome pelo eleitorado ao trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória política. Ele iniciou a carreira como vice-prefeito de Luziânia, em 1996, foi deputado estadual em 1998 e 2002 e comandou a prefeitura do município entre 2004 e 2012. Em 2014, foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados e agora busca o quarto mandato federal. “Eu fico feliz de ser lembrado pela população. Mostra que o nosso trabalho de assistência aos municípios, junto aos prefeitos, vereadores, lideranças e principalmente ao povo, levando recursos para as cidades, nos deixa muito orgulhoso”, afirma.

Célio Silveira diz que sua atuação tem alcançado diferentes regiões de Goiás e que já percorreu mais de 60 municípios durante o atual ciclo político. Segundo ele, o trabalho realizado nos três primeiros mandatos resultou na destinação de mais de R$ 580 milhões em recursos para as cidades que representa. Caso seja reeleito, o parlamentar afirma que pretende ampliar esse volume de investimentos. “Trabalhamos durante os quatro anos e agora estamos organizando a campanha, juntando os amigos e forças para que tenhamos um bom resultado e possamos trabalhar em Brasília para liberar recursos para os nossos municípios”, diz.
Sobre as perspectivas do MDB, Célio Silveira afirma que a legenda tem condições de eleger, pelo menos, três deputados federais em Goiás e chegar a quatro cadeiras caso a chapa tenha um desempenho acima do esperado. Ele cita, além dele próprio, Flávia Morais, Lucas Vergílio e o subtenente Sérgio como candidatos com potencial eleitoral. O deputado também atribui parte da força da legenda à candidatura do governador Daniel Vilela (MDB), afirmando que a identificação do eleitor com o número 15 poderá contribuir para a votação da chapa.
Experiência na segurança pública
Lembrado pelo presidente estadual do partido, Haroldo Naves, como um possível nome capaz de surpreender na corrida à Câmara Federal, subtenente Sérgio afirma que a notoriedade construída ao longo da carreira como policial militar e dirigente da Associação de Subtenentes e Sargentos de Goiás (ASSEGO) contribui para seu desempenho. “Enquanto policial militar, especialmente dirigente de uma das maiores associações representativas de militares do Brasil, nós conseguimos tirar a entidade da condição de falência e torná-la uma referência nacional”, afirmou.

Apoio dos militares
Subtenente Sérgio também atribui sua força eleitoral à atuação em projetos sociais desenvolvidos pela associação e à defesa das categorias da segurança pública. Segundo ele, a relação construída com policiais militares, bombeiros, policiais penais, civis e outros servidores públicos ampliou sua base de apoio. “Os militares e demais categorias da segurança pública viram em nós uma voz coerente na defesa e no fortalecimento dessas categorias”, disse. O candidato afirma ainda que pretende levar à Câmara a experiência acumulada na área de segurança pública e apresentar uma alternativa ao atual cenário de descrédito do Congresso Nacional.
Sem experiência anterior em cargos eletivos, subtenente Sérgio se apresenta como uma opção de renovação. “Eu nunca fui candidato a nenhum cargo eletivo partidário. Nós falamos aqui que somos uma renovação na política”, afirmou. Ele acredita que pode surpreender na eleição ao destacar a força eleitoral dos militares em Goiás, estimada por ele em cerca de 150 mil votos nas últimas eleições. Para o militar, o principal desafio é transformar esse potencial em uma candidatura unificada. “Nós temos todas as condições. Os militares de Goiás têm uma grande densidade eleitoral, e hoje alcançamos uma convergência entre as entidades e as lideranças. Temos um nome muito competitivo”, declarou.
Favoritos do MDB

Candidatos da Federação União Progressista contam com nomes tido como “pesos”
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), reúne nomes que aparecem entre os favoritos na disputa por vagas de deputado federal por Goiás nas eleições de 2026. Entre eles estão o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), a deputada federal Silvye Alves (União Brasil), o deputado Adriano do Baldy (PP), Delegado Waldir (União Brasil) e José Nelto (União Brasil).
Adriano do Baldy aposta em articulação municipal
Adriano do Baldy (PP) afirma que sua condição de favorito está relacionada ao trabalho desenvolvido ao longo de dois mandatos na Câmara dos Deputados. Segundo ele, sua atuação alcança mais de 100 municípios goianos e foi fortalecida pela participação nas eleições municipais de 2024, quando percorreu mais de 70 cidades e participou de palanques de aliados. “Nós temos um trabalho prestado por mais de 90 cidades, temos um relacionamento e participamos das eleições ativamente em 2024”, disse.
O deputado diz contar atualmente com o apoio direto de, aproximadamente, 38 a 40 prefeitos e destaca que construiu compromissos políticos com lideranças de diversas regiões do Estado. Para ele, a experiência acumulada nos sete anos e meio de mandato e a atuação junto aos municípios são fatores que podem contribuir para sua votação. “Nós temos hoje um trabalho em mais de 100 cidades em Goiás”, declarou, ressaltando, porém, que não é possível antecipar quantos votos ou cadeiras a federação conquistará.

Adriano do Baldy também evita cravar uma previsão sobre seu desempenho eleitoral e afirma que o resultado dependerá do andamento da campanha e da resposta do eleitorado. “Não podemos simplesmente abrir uma bola de cristal e dizer: ‘você vai ter tantos votos.’ Não tem jeito”, disse. Apesar da cautela, o parlamentar se mostra confiante na estrutura política construída ao longo dos últimos anos. “Acredito muito em Deus que vamos colher o que plantamos.”
Delegado Waldir destaca experiência e atuação municipalista
Com três mandatos de deputado federal e uma votação superior a 500 mil votos na disputa pelo Senado, Delegado Waldir (UB) frisa que chega à eleição com um nome já consolidado politicamente em Goiás. Ele também destaca a passagem pela presidência do antigo PSL, a liderança do então presidente Jair Bolsonaro e a exposição que teve na imprensa nacional como fatores que contribuíram para sua projeção. “Sempre tivemos uma visibilidade muito grande e muito serviço prestado.”
O candidato diz que pretende manter no Congresso uma postura de cobrança e fiscalização, mas também buscar maior conciliação para viabilizar recursos para os municípios. Ele cita como exemplo os embates travados em Goiânia em relação à taxa do lixo e à prestação de serviços públicos. “Queremos fazer um embate muito grande para que aquilo que foi prometido pelos gestores seja cumprido”, declarou. Delegado Waldir afirma ainda que pretende fiscalizar o governo federal independentemente de quem estiver no Palácio do Planalto.

Na disputa pelo governo de Goiás, Delegado Waldir declara apoio a Daniel Vilela (MDB) e diz manter lealdade ao governador Ronaldo Caiado (PSD), a quem atribui a oportunidade de comandar o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO). Ele destaca resultados obtidos no órgão, como redução do valor da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mudanças administrativas e combate a irregularidades. Apesar de aparecer entre os favoritos, evita assumir tal posto. “Eu vou ser humilde sempre, trabalhar e esperar a abertura das urnas no dia 4 de outubro. Eu só tenho um voto: o meu. Vamos deixar esse favoritismo para os outros candidatos”, afirmou.
José Nelto mira obras estruturantes e atuação em Brasília
José Nelto (União Brasil) também atribui sua posição entre os favoritos ao trabalho realizado durante o mandato. O deputado afirma representar atualmente 56 prefeituras e ter atuação em quase 90 municípios goianos. Segundo ele, a presença constante em Brasília e a articulação para viabilizar obras e investimentos ajudaram a consolidar seu nome no Estado. “Trabalhei quatro anos não tendo sábado, domingo ou feriado. Lá em Brasília, eu sou respeitado pela minha seriedade e por cumprir palavras”, declarou.
Entre as ações que cita estão a articulação por obras de infraestrutura, a duplicação da Belém-Brasília, unidades do Instituto Federal, o Hospital Universitário de Catalão e iniciativas relacionadas à infraestrutura energética. José Nelto também menciona a atuação pela duplicação da BR-020 e novos investimentos no Nordeste Goiano. Para ele, os três pilares de seu mandato são infraestrutura, saúde e educação. “Se hoje há um reconhecimento do povo goiano é porque eu trabalho com obras estruturantes que mudam a vida do Estado”, informou.

Além das pautas de infraestrutura, o deputado destaca propostas relacionadas à segurança pública, combate à corrupção e mudanças no funcionamento dos tribunais. Entre as ideias defendidas por ele estão mandatos de dez anos, sem recondução, para ministros de cortes superiores e conselheiros de tribunais de contas, além de mudanças no modelo de indicações para o Judiciário. José Nelto também defende a redução dos gastos dos Poderes Judiciário e Legislativo e afirma que a Federação União Progressista trabalha com a expectativa de eleger de quatro a cinco deputados federais em Goiás.
Favoritos da Federação União Progressista

PL busca ampliar bancada federal em Goiás
Vice-presidente do PL em Goiás, Fred Rodrigues aparece entre os nomes apontados como favoritos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. Apesar disso, ele afirma não considerar o favoritismo como parâmetro para a campanha. “Eu realmente não acredito nessa questão de favoritismo. Principalmente na campanha de deputado federal. Nós precisamos trabalhar até o fim. Não existe isso de ‘já ganhou’, não existe soberba”, afirmou. Para Fred Rodrigues, a força do eleitorado de direita em Goiás e a identificação com o bolsonarismo ajudam a explicar sua posição nas pesquisas.
Fred Rodrigues destaca que, entre os nomes que aparecem nas primeiras posições, é um dos poucos — e, segundo ele, o único — que não ocupa atualmente um mandato eletivo. Para o candidato, a aceitação está relacionada à confiança conquistada junto ao eleitorado de direita e à sua atuação política ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu fico muito honrado porque isso reflete a confiança do eleitor, que enxerga na gente a continuação do projeto que o Jair Bolsonaro elaborou para o país. Também enxerga a lealdade e a gratidão que eu sempre tive com a direita”, disse. Ele também cita sua participação na campanha de Bolsonaro para a Prefeitura de Goiânia e os episódios de enfrentamento político como fatores que reforçaram sua imagem entre os eleitores conservadores.

Meta é repetir quatro cadeiras do PL e buscar a quinta
Para Fred Rodrigues, o PL tem condições de repetir o desempenho da eleição anterior e eleger quatro deputados federais por Goiás, com possibilidade de conquistar uma quinta vaga. Ele atribui esse potencial à força da candidatura de Wilder Morais (PL) ao governo estadual e ao apoio do PL nacional, de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro. Na última eleição, Fred Rodrigues afirma ter recebido votos em 239 municípios e pretende manter essa abrangência em 2026. O candidato também diz que não aposta prioritariamente em acordos com prefeitos e lideranças políticas tradicionais, mas em uma campanha voltada diretamente ao eleitorado. “A nossa prioridade é conversar com o povo que acredita e defende os valores e princípios da direita.”
Major Vitor Hugo destaca experiência política e atuação no governo Bolsonaro
Vereador por Goiânia e candidato a deputado federal pelo PL, Major Vitor Hugo aparece entre os nomes competitivos para a Câmara Federal. Ele atribui seu desempenho nas pesquisas principalmente à experiência acumulada em cargos públicos e à atuação na Casa durante o governo Jair Bolsonaro. “Eu fico feliz de estar sendo reconhecido em pesquisas. Acho que muito disso é fruto do meu trabalho, como deputado federal, como líder do governo Bolsonaro por dois anos e depois líder do maior partido da Câmara por um ano”, alegou. Segundo ele, durante o período em que exerceu a liderança do governo, participou da articulação de pautas como a Reforma da Previdência, medidas econômicas e programas de enfrentamento à pandemia.
Vitor Hugo também cita a articulação para aprovação de marcos legais, como os de saneamento, câmbio, licitações, ferrovias e cabotagem, além da projeção nacional conquistada durante o mandato. Ele lembra ainda que disputou o governo de Goiás em 2022, quando recebeu mais de meio milhão de votos, e afirma ter indicado cerca de R$ 400 milhões em emendas para municípios goianos. “Isso foi consolidando o trabalho prestado e uma visibilidade decorrente dos cargos ocupados”, disse. O candidato também destaca sua trajetória profissional no Exército, onde afirma ter ingressado em primeiro lugar, além de ter sido aprovado em primeiro lugar em concurso para a Câmara dos Deputados.

Direita e ligação com Bolsonaro são apontadas como fatores de força
Além da experiência administrativa e legislativa, Major Vitor Hugo considera que sua atuação como representante da direita contribui para a projeção eleitoral em Goiás. Ele cita os embates com a esquerda, a defesa de pautas conservadoras e da economia liberal, além da relação próxima com Jair Bolsonaro. “Ser de direita combatente contra a esquerda também favorece”, garante. Vitor Hugo também lembra que foi o vereador mais votado de Goiânia na eleição municipal de 2024 e que está em sua quarta campanha eleitoral. Sobre o desempenho do PL para a Câmara, ele afirma que a legenda trabalha para eleger o maior número possível de deputados, diante de projeções que apontam para três ou quatro cadeiras em Goiás.
Mesmo enfrentando desgastes políticos, a deputada federal Magda Mofatto não pode ser ignorada quando o assunto é favoritismo para a reeleição.
Favoritos do PL

Republicanos aposta em chapa competitiva
O presidente estadual do Republicanos, Roberto Naves, avalia que a legenda terá uma chapa competitiva na disputa por vagas na Câmara dos Deputados em Goiás. Embora evite falar diretamente em favoritismo, ele destaca a presença de nomes com mandato e candidatos com bases eleitorais consolidadas. “A chapa é extremamente competitiva”, afirmou. Entre os principais nomes citados estão Lêda Borges, Marussa Boldrin e Ricardo Quirino, além de Paulo da Farmácia e Lili Lima.
Segundo Roberto Naves, Ricardo Quirino, atualmente deputado estadual, chega à disputa com força eleitoral no Entorno do Distrito Federal e junto ao segmento religioso. Paulo da Farmácia, por sua vez, tem como trunfo a experiência como vereador de Goiânia. Já Lili Lima é filha do ex-deputado José de Lima e, de acordo com o dirigente, combina a tradição política da família com sua atuação profissional como médica. “É uma chapa bem equilibrada”, avaliou.

Partido projeta mais de 300 mil votos
Apesar de atualmente contar com três deputados federais entre os nomes mencionados, o Republicanos trabalha com a expectativa de eleger dois representantes para a Câmara em 2026. Roberto Naves estima que a chapa possa superar 300 mil votos e considera esse desempenho suficiente para alcançar as duas cadeiras. “A nossa chapa é de mais de 300 mil votos e acreditamos que essa quantidade de votos seja suficiente para que possamos eleger dois deputados federais”, declarou.
Favoritos do Republicanos

PRD-Solidariedade entra forte na disputa por vagas
Presidente estadual do Solidariedade, Denes Pereira evita classificar nomes como favoritos, mas afirma que a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade (SD) e Partido Renovação Democrática (PRD), reúne candidatos com condições de conquistar duas vagas para a Câmara dos Deputados. Entre os nomes citados estão o próprio Denes, Lucas Calil, doutor Antônio, Pedro Canedo, Eliel Júnior, Danilo Faria e Doutora Cristina, dentre outros que, segundo ele, pode ser uma das surpresas da disputa.
Denes Pereira atribui sua competitividade principalmente à estrutura que construiu à frente do Solidariedade. “O partido está presente em mais de 750 municípios e mantém uma rede de apoio formada por prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados”, disse. Ele também destaca que os quatro deputados estaduais eleitos pelo antigo PRTB mantêm uma relação próxima com ele e o acompanham na atual composição.
O dirigente afirma ainda possuir base eleitoral em mais de 100 municípios e considera as alianças locais e as chamadas dobradinhas fundamentais para a disputa. “Eu tenho vereador de capital me apoiando. Eu tenho dobradinha. Em mais de 100 municípios, eu acho que tenho base eleitoral”, declarou. Para Denes Pereira , o apoio de prefeitos e vereadores, somado às parcerias com deputados estaduais, pode ser decisivo para transformar a estrutura política em votos para a Câmara Federal.

Lucas Calil aposta no reconhecimento do trabalho
Deputado estadual pelo PRD, Lucas Calil aparece entre os nomes considerados competitivos dentro da Federação Renovação Solidária, mas afirma receber o cenário com cautela. Em sua primeira disputa para deputado federal, após três mandatos na Alego, ele atribui a popularidade ao trabalho realizado no Legislativo. “Eu vejo com muita humildade, muito pé no chão, porque eu já passei por três eleições. Eu sei o quanto é difícil levar o voto para a urna”, afirmou. Segundo Lucas Calil, o favoritismo não significa que a eleição esteja consolidada.
O deputado destaca como principais credenciais os três mandatos estaduais, cerca de 70 leis aprovadas e recursos destinados a obras. Para ele, a candidatura à Câmara Federal representa a possibilidade de levar a Brasília uma atuação voltada para problemas concretos, distante das disputas políticas das redes sociais.

Lucas Calil afirma que não possui uma grande quantidade de apoios de prefeitos e estima contar atualmente com cerca de cinco gestores. Sua força eleitoral, segundo ele, está mais concentrada em grupos políticos formados por ex-prefeitos, ex-vereadores, vereadores e outras lideranças locais. O deputado também cita a existência de vários candidatos competitivos dentro da federação e defende uma reforma política, com redução do número de partidos, fim da reeleição e mudanças nas emendas parlamentares. “Eu sou a favor de uma grande reforma eleitoral e política. Extinguir, deixar no máximo seis partidos, acabar com a reeleição.”
Favoritos do PRD-Solidariedade

PT mira três vagas na Câmara
Presidente estadual do PT em Goiás e candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados, Adriana Accorsi afirma que pesquisas recentes têm colocado seu nome entre os cinco mais lembrados para a disputa. A deputada, no entanto, pondera que os levantamentos representam apenas um retrato do momento e que a eleição exige trabalho. “Eu recebo com muita humildade, sabendo que é preciso muito trabalho. É uma eleição difícil e são muitos votos necessários para vencer”, disse.
Adriana Accorsi atribui o desempenho nas pesquisas à trajetória construída em diferentes áreas da vida pública. Ela lembra a atuação como delegada da Polícia Civil, incluindo o período à frente da Delegacia-Geral, além da influência política do pai, Darci Accorsi, que foi prefeito e parlamentar. No mandato de deputada federal, destaca a aprovação de projetos e a atuação em pautas como direitos das mulheres, crianças e adolescentes, segurança pública e agricultura familiar. Segundo ela, também teve papel importante na destinação de recursos para a compra de alimentos da agricultura familiar por meio da Conab. “Eu atribuo [o favoritismo] a esses trabalhos que tenho feito”, declarou.
PT aposta em três nomes
A deputada também aponta o crescimento da aprovação do presidente Lula da Silva como um fator que pode favorecer sua candidatura. Vice-líder do governo na Câmara e presidente estadual do PT, Adriana Accorsi afirma que é identificada como uma das candidatas ligadas ao presidente em Goiás. Para ela, a legenda tem condições de eleger pelo menos dois deputados federais e buscar uma terceira vaga. Entre os nomes que considera competitivos, cita o deputado Rubens Otoni e o professor Edward Madureira, destacando que ele recebeu cerca de 50 mil votos na eleição anterior para deputado federal e, posteriormente, foi eleito vereador de Goiânia.

Edward aposta na experiência à frente da UFG e na força do PT
Candidato a deputado federal pelo PT, Edward Madureira aparece entre os nomes considerados competitivos dentro da legenda. Ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) por três mandatos, período de 12 anos, ele atribui parte de sua projeção à atuação acadêmica e administrativa. Edward Madureira cita obras e ampliações realizadas durante sua gestão, como o Hospital das Clínicas, o Centro de Eventos e a expansão de cursos de graduação e pós-graduação. “Isso me dá uma visibilidade que alcança praticamente o Estado inteiro, porque muitas pessoas vêm para Goiânia estudar”, frisa.
Edward Madureira destaca sua experiência eleitoral. Ele disputou duas eleições para deputado federal, em 2014 e 2022, alcançando votações próximas dos 60 mil votos, distribuídas por praticamente todos os municípios goianos. Em 2024, foi eleito vereador de Goiânia com 3.573 votos, a maior votação de um candidato do PT para o cargo em um município de Goiás, segundo ele. Na Câmara Municipal, assumiu a presidência da Comissão de Educação e afirma que mantém atuação voltada também para meio ambiente e agricultura familiar.

“Ajuda muito estar colado no Lula”
Para Edward, o vínculo com o presidente Lula pode ser decisivo para os candidatos petistas em 2026. Ele afirma que as eleições anteriores foram disputadas em um ambiente de maior resistência ao PT, enquanto atualmente percebe maior receptividade à legenda no interior e na capital. “Hoje, quando chegamos em qualquer lugar, seja em Goiânia ou no interior, primeiro, a hostilidade é zero, mas, ao contrário, temos uma aceitação muito forte das pessoas porque as políticas públicas chegaram com muita força e qualidade”, disse.
O candidato avalia que o principal desafio do PT será transformar a intenção de voto em Lula da Silva em votos também para os candidatos do partido. Segundo Edward Madureira, eleitores que apoiaram o presidente nas eleições anteriores não necessariamente votaram nos candidatos do campo progressista. “O grande desafio nosso é mostrar para essa turma quem é o time do Lula e a importância de votar nele”, afirmou. Para ele, a identificação com o presidente pode impulsionar sua candidatura e contribuir para ampliar a bancada petista na Câmara. “Ajuda muito estar colado no Lula”, resumiu.
Favoritos do PT

Vovô do jeep e Alcides despontam no PSDB
O PSDB tem entre seus principais nomes na disputa por vagas de deputado federal em Goiás Adair Henriques da Silva, conhecido como Vovô do Jeep, e o deputado Professor Alcides, que busca a reeleição. Adair,, que também é ex-prefeito de Bom Jesus de Goiás, atribui o favoritismo à trajetória construída no Estado, à experiência como prefeito e à atuação no agronegócio. “Eu espero que seja um favorito pelo meu conhecimento que tenho do Estado de Goiás, pela minha trajetória de vida, por ter um mandato de prefeito da minha cidade e pelo conhecimento que tenho da minha atividade no agronegócio”, afirmou.
Produtor rural e integrante de uma das primeiras gerações a plantar soja em Goiás, Adair afirma que o agronegócio será a principal bandeira de sua eventual atuação na Câmara. A proposta, segundo ele, é defender toda a cadeia produtiva, desde a produção até a comercialização. “Minha bandeira principal é o agronegócio, mas não podemos esquecer do social. Educação, saúde e segurança também fazem parte do nosso projeto político”, declarou.

Professor Alcides destaca atuação parlamentar e apoio municipal
Professor Alcides, por sua vez, atribui o desempenho nas pesquisas à atuação parlamentar e à presença nos municípios goianos. No segundo mandato como deputado federal, ele lembra que já foi vereador de Aparecida de Goiânia e que, em 2022, recebeu votos em todos os municípios do Estado. “Meu desempenho nas pesquisas de intenção de voto é o reflexo direto da minha atuação parlamentar. Não descanso um só dia e não deixo de atender nenhuma reivindicação dos municípios. O povo sabe quem trabalha e quem não trabalha na política.”

O deputado diz que o PSDB trabalha para eleger cinco parlamentares e calcula que pelo menos oito nomes estejam na disputa pelas vagas. Segundo Professor Alcides, sua principal votação deve ocorrer em Aparecida de Goiânia, onde as pesquisas apontariam mais de 60 mil votos, além de desempenho expressivo em Goiânia, Anápolis, Trindade, Porangatu, Pires do Rio, Posse, no Entorno do Distrito Federal e no Vale do Araguaia. Ele também destaca o apoio de lideranças municipais. “Todo apoio é muito importante, e o do prefeito é ainda mais, pois ele vive no município, entende a prática política local e, ao manifestar o apoio, avaliza o trabalho do candidato”, disse. Segundo o deputado, cerca de 25 prefeitos apoiam sua candidatura, além de vereadores, ex-prefeitos, ex-vereadores e lideranças classistas, religiosas e comunitárias.
Favoritos do PSDB

PSB tem Aava Santiago entre favoritas à Câmara
Presidente estadual do PSB em Goiás e vereadora de Goiânia, Aava Santiago afirma que o fato de aparecer entre os favoritos para uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026 ganha relevância por ela não contar com grandes estruturas financeiras ou cargos públicos. Segundo a candidata, sua projeção foi construída a partir da atuação política e da visibilidade conquistada em Goiânia e na Região Metropolitana. “Estar entre os favoritos, não sendo deputada federal, não tendo tido quatro anos de emendas parlamentares para construir base de apoio, ainda assim, com certos favoritos, faz essa sinalização ressoar com ainda mais significado e mais responsabilidade para a nossa caminhada”, disse.
Relação com Lula e atuação no interior
Aava Santiago também atribui parte de sua força política à interlocução com o presidente Lula da Silva e ministros do governo federal. Ela ressalta, porém, que prefere definir a relação como de respeito e proximidade, e não propriamente como apoio eleitoral. “Essa abertura, nos últimos anos, eu tenho transformado em entregas para Goiás, e não em palanque eleitoral propriamente dito”, disse. Entre as ações que cita estão a auditoria sobre as maternidades de Goiânia e a articulação para levar estruturas a municípios, como caminhão-pipa para Senador Canedo e unidade odontológica móvel para mais de dez cidades. A presidente do PSB afirma ter contatos e apoios organizados em 108 municípios, além de vereadores aliados em mais de 50 cidades.

PSB mira duas vagas
Apesar de ser apontada como um dos principais nomes da chapa, Aava Santiago rejeita a ideia de que seja a única candidata competitiva do PSB. Ela cita os suplentes de deputado estadual Felipe e Cláudio Meirelles, além dos vereadores Tales de Castro, Sérgio Bravo Júnior, Múcio e Nixon das Casinhas como nomes com potencial eleitoral. A chapa do partido terá 18 candidatos e, segundo Aava Santiago, a expectativa é eleger dois deputados federais. “Fizemos uma chapa completa. E nós estamos acreditando que é possível, nesse desenho atual, eleger dois deputados. Um é com certeza”, declarou.
Para ela, o favoritismo também é resultado da “grande visibilidade e qualidade” do trabalho realizado na Câmara de Goiânia, construído sem ocupar cargos na Assembleia Legislativa, no governo estadual ou na Prefeitura de Goiânia.
Os três pilares do favoritismo
O cientista político, professor e estrategista político Marcos Marinho afirma que o favoritismo de candidatos a deputado federal por Goiás pode ser medido a partir de três pilares: presença, legitimidade e capacidade de mobilização. Segundo ele, quem já possui mandato parte, em geral, com vantagem, desde que tenha utilizado os quatro anos para percorrer o Estado, manter contato com lideranças e ampliar sua atuação. “Quem tem mandato e usa bem o mandato percorre o Estado, tem liderança que o acompanha durante o mandato. Então, ele já sai tendo geralmente mais presença do que os outros concorrentes”, explica.
Legitimidade é construída
Para Marcos Marinho, porém, apenas ter mandato ou visibilidade não garante uma candidatura competitiva. O político precisa ser reconhecido pelas bandeiras que defende. “Legitimidade é de fato ser reconhecido pelas bandeiras que você defende”, afirma. Ele destaca que candidatos sem mandato também podem conquistar espaço quando possuem histórico de atuação em áreas como educação, saúde ou causas sociais. Já aqueles que aderem a pautas apenas durante o período eleitoral tendem a ter mais dificuldade. “Não adianta só ele falar. Primeiro tem que ter presença, segundo tem que ter legitimidade, para que as pessoas me reconheçam enquanto um real defensor ou operador daquela bandeira.”

Mobilização transforma visibilidade em voto
O terceiro pilar apontado pelo estrategista é a capacidade de mobilização. Para ele, não basta ser conhecido ou ter forte presença nas redes sociais: é necessário conseguir transformar essa visibilidade em apoio efetivo. “Se o camarada às vezes tem visibilidade, mas não consegue transformar a visibilidade em gente mobilizada, em pessoas trabalhando junto dele, dificilmente vai transformar isso em voto”, avalia. Marcos Marinho ressalta que a eleição exige que o candidato consiga levar o eleitor até a urna. “O voto é uma ação. Eu tenho que levar o cidadão da casa dele até a urna num domingo.”
Emendas precisam virar entrega
Sobre o peso das emendas parlamentares no favoritismo, Marcos Marinho afirma que o simples envio de recursos não é suficiente. Para ele, o político precisa acompanhar a aplicação, garantir que o recurso resulte em ações concretas e comunicar à população o benefício gerado. “A emenda isolada conta menos”, diz. Segundo o estrategista, quando o eleitor não consegue associar o recurso ao parlamentar ou não percebe o resultado da aplicação, o investimento perde força eleitoral. “Se eu tive as emendas, apliquei essas emendas, fiz uma boa comunicação sobre o meu trabalho em relação a esses projetos, mostrei a entrega e mostrei como eu ajudei a melhorar a vida das pessoas, eu posso voltar à frente, porque eu tenho comprovação social.”
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