Além do sertanejo: conheça a cena musical independente que cresce em Goiânia
23 maio 2026 às 21h00

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Em Goiânia, cidade conhecida nacionalmente como a capital do sertanejo, a música ao vivo segue ocupando bares, ruas, praças e eventos privados, muito além do gênero que projetou o Estado para o país. Entre mesas de bar, festivais independentes, eventos corporativos e apresentações até nas ruas da cidade, artistas locais constroem diariamente uma cena musical diversa, marcada pela mistura de ritmos, pela proximidade com o público e pela resistência de quem tenta viver de arte em meio aos desafios da profissão.
Nos últimos anos, a capital goiana viu crescer espaços voltados ao samba, ao pagode, ao forró, à seresta, ao pop rock e até às vertentes mais alternativas da música brasileira. A revitalização da Rua do Lazer, no Centro da cidade, por exemplo, se transformou em símbolo dessa mudança cultural. O espaço passou a reunir diferentes públicos e abriu novas oportunidades para músicos independentes, que encontraram ali uma vitrine importante para divulgar seus trabalhos e ampliar a conexão com o público.
“Hoje a cidade está muito mais aberta para outros estilos musicais”, resume a cantora Larissa Ribeiro, que atua há mais de 10 anos nos bares da capital e mistura samba, pop rock, reggae e MPB no repertório. Durante entrevista ao Jornal Opção, a artista destacou o crescimento da cena alternativa na cidade e a importância da música ao vivo na experiência do público.
A música é sentimento. O público quer viver aquilo junto com o artista, afirma.
Larissa também chama atenção para os desafios enfrentados pelos músicos independentes, especialmente mulheres na noite goiana. “O mercado ainda é muito masculino e muito sertanejo. Para as mulheres, principalmente mulheres negras, o espaço ainda é mais difícil”, relata.
Além dos palcos de bares e eventos culturais, a rotina dos artistas também revela uma realidade de trabalho intenso e múltiplas jornadas. Grande parte deles concilia apresentações musicais com outras profissões para conseguir manter a carreira artística. A própria Larissa atua durante o dia em escritório de contabilidade e, à noite, encara apresentações que podem durar até a madrugada. “As pessoas acham que é só subir no palco e cantar. Mas existe montagem de som, preparação vocal, deslocamento, divulgação e toda uma estrutura por trás”, explica.
Entre os nomes que representam essa nova geração da música goiana está também Marlon Lobo. Natural do Espírito Santo, o cantor se mudou para Goiânia há cerca de três anos em busca de oportunidades na capital considerada o principal polo sertanejo do país. Com influências de artistas clássicos como Zezé Di Camargo & Luciano e Milionário & José Rico, Marlon aposta em shows intimistas em bares e eventos particulares, além de investir em carreira autoral. “Goiânia é onde tudo acontece para quem quer viver do sertanejo”, afirma o artista, que também trabalha como designer gráfico, eletricista e motorista de aplicativo para sustentar o sonho da música.
Já o cantor Luiz Maia encontrou na música um novo caminho depois da formação em Direito. Vocalista da banda “Seu Maia”, o artista vem conquistando espaço principalmente com repertórios de seresta, pisadinha, brega e forró. Segundo ele, o crescimento de espaços culturais no Centro ajudou a fortalecer artistas independentes e aproximou diferentes públicos da música ao vivo. “Eu gosto de ver as pessoas dançando, sorrindo e se conectando com a música. Isso é o que mais me move”, conta. Luiz também destaca que percebe um interesse crescente das novas gerações pela música brasileira. “Tenho visto muita gente nova conhecendo clássicos da MPB e valorizando artistas brasileiros”, diz.
Enquanto boa parte da cena local se concentra nos bares da capital, Fabiana Oliveira segue um caminho diferente. Conhecida pela participação no programa The Voice Brasil, a cantora atua principalmente em casamentos, eventos corporativos e apresentações sociais. Com mais de 20 anos de carreira, Fabiana ganhou destaque nacional ainda como integrante da banda PO Box e atualmente lidera apresentações voltadas a grandes eventos pelo Brasil. Em suas redes sociais e site oficial, ela se apresenta como uma artista focada em transformar eventos em experiências personalizadas, apostando em repertório variado e forte interação com o público.
Quem também integra essa cena é Allan Dias, cantor conhecido por atuar em casamentos, aniversários, formaturas e eventos sociais na capital goiana. Nas redes sociais, Allan se apresenta como artista especializado em shows para celebrações e eventos privados, acumulando mais de dez anos de carreira musical. Assim como outros músicos independentes da cidade, ele utiliza principalmente a internet e o contato direto com o público para ampliar sua visibilidade e conquistar novos contratantes. “Você acabou de encontrar o cantor do seu evento”, destaca o artista em sua apresentação nas redes sociais.
Apesar da diversidade cultural e do crescimento da música ao vivo na cidade, os artistas ainda apontam dificuldades estruturais no setor. Entre as principais reclamações estão a burocracia para acesso a editais culturais, a falta de incentivo para novos nomes da música local e a ausência de espaços públicos permanentes voltados à realização de shows e eventos culturais. Ainda assim, em meio à rotina intensa e aos desafios financeiros, os músicos seguem ocupando os palcos da cidade e ajudando a construir uma Goiânia que vai além do sertanejo — mais plural, diversa e conectada com diferentes sonoridades e públicos.
Larissa Ribeiro: da timidez extrema aos palcos da cidade

Quem vê Larissa Ribeiro comandando um bar lotado, dançando, brincando com o público e caminhando entre as mesas durante os shows dificilmente imagina que a cantora já chegou a desmaiar apresentando trabalhos na escola.
Eu tinha vergonha até de chamar garçom em restaurante, lembra.
Hoje, aos 30 anos, Larissa vive praticamente duas jornadas. Durante o dia trabalha como contadora. À noite, assume a rotina intensa dos palcos de Goiânia. Acorda às 6h da manhã, faz exercícios físicos, atende clientes, organiza agenda e ainda participa da montagem dos próprios equipamentos de som antes dos shows.
“As pessoas acham que é só subir no palco e cantar. Mas um show de duas horas vira seis horas de trabalho”, conta.
A relação com a música começou cedo. Segundo ela, desde os seis anos imitava canções que ouvia no rádio dentro de casa. Mas a entrada profissional aconteceu há mais de dez anos, quando passou a integrar a banda de reggae Flor de Djal como backing vocal. O projeto ganhou músicas autorais, EP e apresentações em Goiânia. Mais tarde, Larissa decidiu seguir carreira solo.
Há três anos, ela criou o próprio projeto musical misturando reggae, samba, MPB e pop rock — uma combinação que acabou virando sua marca registrada na noite goiana.
“O que antes era só sertanejo já não é mais. Hoje Goiânia está muito mais aberta para outros estilos.”
A cantora acredita que a revitalização da Rua do Lazer ajudou a fortalecer essa mudança cultural na capital. “Virou um espaço democrático. Tem gente de toda idade, de todo estilo. Para os artistas é uma vitrine enorme.”
No repertório, Larissa passeia entre Alcione, Zeca Pagodinho, Capital Inicial, Cássia Eller e até músicas internacionais. Algumas canções, segundo ela, se tornaram obrigatórias nos shows.
“Se eu não cantar ‘Loba’, da Alcione, o povo briga comigo”, brinca. “‘Primeiros Erros’, do Capital Inicial, também não pode faltar.”
A maior inspiração da cantora vem de fora do Brasil: Beyoncé. “Ela consegue olhar no olho do fã mesmo num estádio lotado. Essa interação sempre foi minha referência.”
Larissa também fala abertamente sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado musical goiano. “O ambiente ainda é muito masculino e muito sertanejo. Para mulheres negras, principalmente no samba e no pop rock, o espaço ainda é mais difícil.”
Apesar das dificuldades, ela prepara um novo passo na carreira: o lançamento de um projeto autoral previsto para o próximo semestre. “Quero músicas com verdade, com sentimento, com letra.”
Marlon Lobo: o cantor que saiu do Espírito Santo para tentar viver o sonho sertanejo em Goiânia

Foi ouvindo Luan Santana ainda adolescente que Marlon Lobo percebeu que também poderia seguir carreira solo na música sertaneja.
“Até então, eu achava que sertanejo só existia em dupla”, conta, aos risos.
Natural de Guarapari, no Espírito Santo, Marlon começou a escrever poemas na escola antes mesmo de pensar em cantar profissionalmente. Aos poucos, os versos viraram composições sertanejas. Aos 18 anos, começou a fazer shows em bares do estado natal.
Mas o desejo de crescer artisticamente o levou a tomar uma decisão importante: se mudar para Goiânia há três anos.
Goiânia é o polo do sertanejo. Aqui é onde tudo acontece.
A mudança não foi apenas musical. Longe da família e sem empresário, o cantor precisou se reinventar para continuar investindo no sonho artístico. Hoje, além da música, trabalha como designer gráfico, eletricista e motorista de aplicativo.
“A gente faz de tudo para continuar acreditando no sonho.”
Com cerca de nove anos de carreira, Marlon se divide entre shows em bares e apresentações particulares em aniversários, casamentos e confraternizações. Grande parte dos contratos vem do famoso boca a boca.
“A pessoa me vê cantando em um bar e depois me chama para tocar em outro evento.”
Apesar de ter começado influenciado pelo sertanejo universitário, hoje suas maiores referências são os clássicos do gênero. Zezé Di Camargo & Luciano, Milionário & José Rico e Matogrosso & Mathias lideram a lista.
“Hoje eu entendo que o sertanejo raiz é a verdadeira essência da música sertaneja.”
Nos shows, existe uma música que nunca pode faltar: “Pão de Mel”, sucesso de Zezé Di Camargo & Luciano.
“Essa o povo pede toda vez.”
Marlon também aposta em músicas autorais e prepara novos lançamentos nas plataformas digitais. Mesmo diante da concorrência intensa da cena sertaneja em Goiânia, ele garante que não pensa em deixar a cidade.
“Além da música, eu me apaixonei por Goiânia. Só falta uma praia.”
Luiz Maia: o advogado que encontrou na música um novo caminho

Antes de subir aos palcos, Luiz Maia imaginava um futuro completamente diferente. Formado em Direito, ele estava prestes a seguir carreira jurídica quando percebeu que a música falava mais alto.
“Quando terminei a faculdade, entrei num momento muito difícil emocionalmente. E foi a música que me puxou de volta.”
O contato com a arte começou ainda na adolescência, aos 13 anos, quando ganhou o primeiro instrumento musical. Mas a virada definitiva aconteceu anos depois, durante uma viagem de réveillon em Goiás. Em um show, foi convidado por músicos para cantar no palco.
“Quando eu vi as pessoas levantando, dançando, sorrindo… aquilo mexeu comigo.”
Desde então, Luiz passou a mergulhar cada vez mais no universo musical. Hoje lidera a banda Seu Maia, criada há cerca de seis meses, mas já consolidada em apresentações na Rua do Lazer e em bares da capital.
O grupo mistura seresta, brega, pisadinha e forró — uma combinação que conversa diretamente com o público popular da cidade.
“Eu gosto de tocar vendo a galera dançando e sorrindo.”
Além de cantor, Luiz também toca violão e participa da construção criativa dos shows ao lado dos músicos Arthur Araújo e Bruno Prudente, integrantes da banda.
As referências musicais misturam artistas brasileiros e internacionais. James Brown aparece como uma das maiores inspirações de palco. “É impossível ouvir ele e não sentir energia.”
Entre os brasileiros, Luiz cita Jorge Ben, Tim Maia e João Bosco como nomes fundamentais para sua formação musical.
Mesmo em uma cidade historicamente dominada pelo sertanejo, ele percebe mudanças importantes nas novas gerações.
“Tenho visto muitos jovens ouvindo MPB, conhecendo músicas antigas brasileiras. Isso dá esperança.”
Luiz também defende maior simplificação no acesso aos incentivos culturais. “Muitos editais ainda são burocráticos demais para artistas independentes.”
Ainda assim, acredita no potencial cultural da cidade. “Goiânia tem um público muito forte para música ao vivo. A cidade pode crescer muito mais.”
Allan Dias: “Trabalhar com música vai muito além do dinheiro”

Entre os artistas entrevistados, talvez nenhum tenha falado tanto sobre emoção, presença e conexão humana quanto Allan Dias. Nascido em Itapuranga, no interior de Goiás, o cantor chegou a Goiânia há cerca de dez anos depois de receber um convite para cantar profissionalmente na capital.
Antes disso, levava uma vida considerada “normal”: estudava em Itaberaí, fazia faculdade e dividia a rotina entre os estudos e a paixão pela música. A mudança para Goiânia acabou transformando completamente sua trajetória artística.
“Eu vim pra Goiânia pra cantar em banda de baile. E foi a melhor escola que um cantor pode ter”, afirma.
Foi justamente nos bailes, casamentos, formaturas e eventos sociais que Allan começou a construir a identidade artística que mantém até hoje. Segundo ele, esse período foi fundamental para aprender a lidar com diferentes públicos, repertórios e estilos musicais.
“A banda de baile ensina a se comunicar, a se vestir, a entender vários gêneros musicais e, principalmente, a sair da bolha.”
Ao longo da carreira, o cantor passou por grupos como Banda Realce, Banda Focus e Banda Vine, até consolidar o próprio projeto musical voltado para eventos particulares e shows personalizados. Hoje, atua principalmente em casamentos, aniversários, formaturas e festas corporativas, acumulando mais de uma década de estrada.
Muito comunicativo, Allan define a si mesmo como alguém que precisa do contato humano para funcionar. “Eu amo conversar. Amo entreter. Essa é minha paixão”, diz.
Essa necessidade de proximidade acabou se tornando também uma marca dos shows. Segundo ele, a interação com o público é tão importante quanto a música.
Eu não sou um artista frio. Trabalhar com música vai muito além do dinheiro. É missão de vida.
O repertório reflete justamente essa mistura de energia, nostalgia e diversidade. Allan transita entre flashback, pop internacional, axé, sertanejo e música romântica. No mesmo show, podem aparecer Tina Turner, Dua Lipa, Ivete Sangalo, Elton John, Marília Mendonça, Chiclete com Banana e até Mamonas Assassinas.
Eu senti que faltava alguém fazendo flashback de um jeito mais animado, mais pra cima, explica.
Entre todas as músicas do repertório, existe uma que o cantor considera praticamente obrigatória: “The Best”, clássico de Tina Turner.
“Essa música é uma leitura de mim mesmo. Antes de qualquer pessoa acreditar no meu talento, eu preciso acreditar.”
Apesar da carreira consolidada em eventos privados, Allan ainda enfrenta a realidade comum aos músicos independentes da cidade. Atualmente, divide o tempo entre os shows e o trabalho em uma academia de Goiânia.
“A música mudou muito por causa das redes sociais. Hoje a gente precisa cuidar da voz, da imagem, do vídeo, da divulgação… tudo ao mesmo tempo.”
Segundo ele, boa parte dos contratos ainda surge por indicação. “Um evento bem feito rende cinco ou seis contratos depois. O boca a boca continua sendo o melhor marketing.”
Mesmo com os desafios financeiros e emocionais da profissão, Allan afirma que não se arrepende da trajetória construída até aqui.
“Eu já trabalhei de faxineiro, já fui promotor de boate, já fiz muita coisa paralela pra conseguir manter o sonho da música. E não me arrependo de nada.”
Hoje, o maior objetivo do cantor é gravar o próprio DVD e consolidar definitivamente o nome na cena musical goiana.
Existe diferença entre ter fama e ter sucesso. Sucesso é conseguir viver daquilo que você ama fazer.
Fabiana Oliveira: a voz goiana que saiu dos jingles para os grandes palcos da televisão brasileira

Muito antes de se tornar conhecida nacionalmente pela participação no The Voice Brasil ou pelos anos à frente da banda PO Box, Fabiana Oliveira já vivia a música dentro de casa. Nascida em Goiânia, ela cresceu em um ambiente onde o modão sertanejo e a música internacional conviviam naturalmente.
“Meu pai ouvia muito modão e minha mãe gostava muito de música internacional. Então eu cresci ouvindo de tudo um pouco”, lembra.
Foi justamente essa mistura musical que ajudou a construir a versatilidade que se tornaria marca registrada da cantora ao longo da carreira. Hoje, Fabiana passeia com naturalidade entre sertanejo, pop, rock nacional, MPB e música internacional — característica que a transformou em referência em eventos corporativos, festas sociais e grandes apresentações pelo Brasil.
A trajetória profissional começou cedo. Ainda adolescente, aos 15 anos, passou a cantar na igreja católica e, pouco tempo depois, começou a gravar jingles e propagandas comerciais em Goiânia.
“Eu fazia desde propaganda até gravação publicitária. Era tudo experiência.”
Entre os trabalhos da época, a cantora lembra campanhas para empresas locais, além de participações em estúdios que acabaram abrindo portas para novos projetos musicais.
Um dos momentos decisivos da carreira veio quando passou a trabalhar como backing vocal da dupla Cleiton & Camargo. Foi nessa fase que gravou uma música que acabaria marcando definitivamente sua trajetória: “Papo de Jacaré”.
“Todo mundo conhece a menina do ‘Papo de Jacaré’. Mas muita gente ainda não sabe que sou eu também nos DVDs de outros artistas”, brinca.
Ao longo dos anos, Fabiana se consolidou como uma das backing vocals mais requisitadas do mercado sertanejo goiano. Participou de projetos de artistas como Zé Neto & Cristiano e Léo Magalhães, além de integrar bandas de apoio em gravações e shows nacionais.
Queria trabalhar mais essa questão do backing vocal, porque muita gente escuta minha voz e nem imagina que sou eu.
Em 1999, a carreira ganhou projeção nacional com a explosão da banda PO Box. O grupo se tornou sucesso em todo o país e levou Fabiana para alguns dos maiores programas da televisão brasileira da época, como Planeta Xuxa, Domingo Legal e Domingão do Faustão.
“Foi uma época muito intensa. A gente viveu uma projeção nacional muito grande.”
Mesmo depois do sucesso com a PO Box, Fabiana continuou ampliando o currículo musical. Também integrou a PM Show, banda ligada à Polícia Militar de Goiás, além de permanecer à frente da Banda Young, grupo que já acumula mais de 20 anos de estrada e tem músicos de Nova Veneza.
A cantora lembra ainda com orgulho de um trabalho especial realizado durante a Copa do Mundo de 2014, quando sua voz foi utilizada nas chamadas dos amistosos do torneio.
“Foi um passo muito importante. Eles poderiam trocar a voz, colocar outra pessoa, mas mantiveram a minha. Isso foi um grande reconhecimento.”
Em 2019, Fabiana voltou aos holofotes nacionais ao participar do The Voice Brasil no time de Michel Teló. Durante o programa, apresentou músicas de Marília Mendonça, Rita Lee e da dupla Zé Neto & Cristiano.
Eu estava ali representando Goiás.
Hoje, Fabiana concentra a maior parte da carreira em eventos corporativos, festas de prefeitura, aniversários de cidade e apresentações sociais dentro e fora do Estado. Segundo ela, o público em lugares como Tocantins, São Paulo e Belo Horizonte ajudou a fortalecer ainda mais sua trajetória.
O artista vai onde o povo está.
Apesar do reconhecimento nacional, ela afirma que continua buscando reinventar a própria carreira. Nos últimos anos, passou a investir também na identidade mais próxima e afetiva do apelido “Fabi”, nome pelo qual é chamada por fãs e amigos.
“Tenho trabalhado mais o ‘Fabi’. As pessoas têm carinho por isso.”
No palco, Fabiana deixa claro que performance também é parte essencial do show. “Eu gosto de cantar em pé. Gosto de dançar, de me movimentar. Por isso, quase não faço bar sentado.”
Entre as influências musicais, duas artistas aparecem como referências definitivas: Whitney Houston e Ivete Sangalo.
Whitney Houston é a maior cantora de todos os tempos pra mim. E quando ouvi Ivete pela Banda Eva, eu me encontrei artisticamente.
Nos shows, existe também uma música que se tornou praticamente obrigatória no repertório: “What’s Up”, da banda 4 Non Blondes.
“O público sempre pede. Não tem como tirar.”
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