Agnelo Arlington Fleury Curado – Pai do Ensino Farmacêutico em Goiás
23 junho 2026 às 17h40

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Maria Elizabeth Fleury Teixeira
2ª titular da cadeira 21 da AFLAG
Indicada que fui para ocupar esta Cadeira nº 5 da Academia Corumbaense de Ciências, Letras, Artes e Música – AC-CLAM, é com prazer e alegria que apresento, nesta oportunidade, a sinopse biográfica de meu Patrono, Agnelo Arlington Fleury Curado, que, por dinamismo e dedicação à ciência, recebeu, em homenagem, o cognome de “PAI DO ENSINO FARMACÊUTICO EM GOIÁS”.
Filho de Francisco Herculano Fleury Curado e Rosa Augusta de Moraes Fleury, nasceu na cidade de Goiás, antiga capital do Estado, em 30 de maio de 1891, na residência de seus avós maternos, João Fleury de Camargo e Augusta Luíza de Moraes Fleury.
Passou a infância e a juventude em Corumbá, onde fez seus estudos primários na Escola Municipal, completando-o com o professor particular Coriolano Brandão e, depois, com o telegrafista Felicíssimo do Espírito Santo. Em 1903, juntamente com seu irmão Juquinha, alguns amigos e primos, idealizou o jornal “A Tarde”, todo escrito à mão e, por essa e outras dificuldades, pouco tempo durou.
Gostava de acompanhar a mãe com seu violino e tocava também outros instrumentos. Na banda de música “Treze de Maio”, Agnelo era indispensável, ora no bombardino, ora no contrabaixo.
Em 1909, começou sua vida pública, como professor primário. (Dec.nº42 de 14/09/1909). Tomou frente em organizar a Biblioteca Municipal de Corumbá, permanecendo como bibliotecário de 1912 a 1914, servindo-a gratuitamente. Em 1914, seguiu para Ouro Preto onde se inscreveu no vestibular da Escola de Farmácia, passando com excelente classificação. Colou grau em 5 de dezembro de 1917 e, junto com seu irmão Juquinha, seguiu viagem até Rio de Janeiro, onde ele e o irmão adquiriram o básico para uma pequena farmácia. Já em Corumbá, Agnelo inaugurou, em 11 de abril de 1918, a Farmácia São Geraldo, a primeira da cidade. Em 1920 transferiu residência para a capital de Goiás, deixando a Farmácia São Geraldo sob a direção de um irmão.
Ainda em 1920 casou-se com a prima Mariana Augusta, filha de Dr. Sebastião Fleury Curado e Augusta de Faro Fleury. Em fins desse mesmo ano, adquiriu a Farmácia Santana, onde fez o nome de excelente farmacêutico. Foi Professor do Liceu de Goiás, nas cadeiras de Química e História Natural, no Seminário Diocesano Santa Cruz de Goiás e Escola Normal de Goiás, sem desmerecer seu trabalho diuturno na farmácia.
Em 1936, mudou com a família para Goiânia instalando a primeira Farmácia em prédio próprio, na rua 6, nº 3, “Farmácia Santana”. Assumiu a cadeira de Professor Catedrático no Liceu de Goiânia e, em 1938 surgiu-lhe o interesse de criar a Escola de Farmácia mas a preocupação com a segunda guerra Mundial esfriou a ideia da criação.
Em 1945 foi criada a Faculdade de Farmácia e Odontologia, hoje, consolidada e integrada definitivamente à Universidade Federal de Goiás. O nome de Agnelo Arlington estava entre os fundadores e fazendo parte da primeira comissão para confeccionar o regulamento pelo qual se deveria reger este futuro estabelecimento. Foi Diretor da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Goiás, do Liceu de Goiás e de outras escolas. Foi por vários anos Presidente do Sindicato dos Farmacêuticos. Lecionou na Faculdade de Farmácia de 1948 a 1962 e na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFG, de 1951 a 1961.
Foi Presidente e um dos fundadores da Associação Comercial de Goiás, em 1925, e da Associação Comercial em Goiânia, em 1936. Também foi designado membro da comissão encarregada de confeccionar os Estatutos dessa associação. Estava como Conselheiro quando faleceu em 1966.
Foi membro da Junta Comercial do Estado de Goiás e dela eleito Presidente em 1938. Foi Suplente de Vogal e representante dos empregadores, na Junta de Conciliação e Julgamento de Goiânia, de 1943 a 1945. Fez parte da primeira Diretoria da Associação Goiana de Imprensa, AGI, e, como membro Fundador dessa Associação, em 1956 recebeu o título de Sócio Benemérito.
Foi membro fundador do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, do qual foi vice-Presidente e Presidente de 1942 à 1944.
Em 1962 foi designado Primeiro Presidente do Conselho Regional de Farmácia e Odontologia e Secretário Geral, permanecendo nesse cargo até 1966. Organizou o projeto do Regimento Interno do Conselho, do qual foi o Primeiro Farmacêutico inscrito.
Em 31 de março de 1973, foi inaugurada pelo Prefeito de Goiânia a Praça Prof. Agnelo Arlington F. Curado, onde vemos seu busto em bronze (Lei 4.616, de 27/9/1972).
Sua produção literária foi farta e diversificada. Colaborou em diversas Revistas Especializadas, publicando estudos e comentários de natureza científica e inúmeros outros trabalhos e artigos liberais e políticos. Colaborou com os jornais: Voz do Povo, O Comércio, Folha da Noite, O Sigma, Quarto Poder, Folha de Goiás e O Popular.
Após anos de cuidadosas pesquisas, publicou o Primeiro Tomo do livro “Fleurys e Curados”, deixando vários assentamentos para o Segundo Tomo que foi publicado por sua esposa, Mariana Augusta Fleury Curado (mais conhecida por Nita). Como escritora, foi contista, cronista e membro fundador da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, Cadeira 27.

Vitimado por um derrame cerebral, Agnelo deixou-nos em 25 de maio de 1966.
Titular da Cadeira nº 21 da AFLAG, segunda ocupante cuja Patrona é a escritora Rosarita Fleury. Tomou posse em 11/05/1994.
Natural de Goiânia. Formou-se em Normalista e Pedagogia, com especialização em Orientação Educacional e habilitação em Filosofia, Psicologia e Sociologia da Educação, pela PUC- GO. Foi professora, pedagoga, orientadora Educacional e Técnica Judiciária. Também atuou como secretária adoc da AFLAG por muitos anos. Exerceu também a vice-presidência da AFLAG, sendo Presidente da gestão 2013/2017 e 2019/2021.
Além da AFLAG, filiou-se à UBE-GO, AGI-GO, Academia Trindadense de letras, Ciências e Artes – ATLECA e sócia correspondente da Academia Belavistense de Letras Artes e Ciência- ABLAC. Tem crônicas e trabalhos publicados na Revista da AFLAG, e Jornais goianos. Lançou em abril de 2015 o livro, ROSARITA FLEURY – MINHA MÃE, 428p. Editora Kelps, 2014, Goiânia-GO, cuja edição já se encontra esgotada.
A coluna Prosas em Artes é uma colaboração de Andréa Luísa Teixeira e Dani de Brito.
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