Tocantins
Analista político prevê consolidação da terceira via, o que pode levar a decisão para o segundo turno. Ele acredita que as oposições estão com a faca e queijo nas mãos para vencer o pleito, mas alerta que Eduardo Siqueira não pode ser considerado “cachorro morto”
O deputado Stalin Bucar (SDD) considerou coerente a decisão do PMDB autêntico de não participar da eleição indireta e fez duras críticas a ala do partido que lançou até candidato. Bucar ainda questionou o posicionamento do PT, do Pros e do PV, que segundo ele questionam a renúncia de Siqueira Campos e João Oliveira e participaram a eleição. “É no mínimo incoerente classificar a renúncia de golpe e participar da eleição”, considerou o deputado.
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Professor Danilo de Melo: a disputa será pela Assembleia Foto: Pedro Sotero[/caption]
O professor Danilo de Melo (PSB), que vinha sendo cogitado candidato a deputado federal, decide disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. O ex-secretário da Educação disputa espaço com outro professor, Alan Barbiero, ex-reitor da UFT. Ambos têm chances de sucesso, mas vão ter que trabalhar muito para um não atrapalhar o outro.
Para o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT) o fracasso do governo Siqueira Campos tem explicação: fadiga de material. “Uso exaustivo de um modelo de gestão que pode ser bom para o governo, mas altamente prejudicial ao Estado”, comenta o petista denunciando o aumento exorbitante da dívida pública e desvio de finalidade na aplicação dos empréstimos contraídos pelo Estado junto a instituições financeiras para investimento. Mourão aponta que a continuidade deste modelo é preocupante e pode fragilizar ainda mais as finanças do Estado.
Os prefeitos de Palmas, Carlos Amastha (PP), de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), e de Gurupi, Laurez Moreira (PSB), apoiam Sandoval Cardoso (SD) ou Eduardo Siqueira Campos (PTB) pelo mesmo motivo. Não estão pensando no melhor para o Estado, nem em parceria para os seus municípios, mas em seus projetos políticos. Se Sandoval Cardoso for eleito em outubro, não poderá ser candidato à reeleição em 2018, o que os favorecerá no pleito naquele ano. Os três fazem planos para disputar o governo do Estado na eleição de 2018. Nem sempre a política é movida por ideal, quase sempre é por puro interesse.
O jovem Alexandre Siqueira (PSDB) está em campanha por uma cadeira na Câmara Federal, embora não admita. Ele tem sido presença constante em eventos políticos na capital, quase sempre representando o pai Siqueira Campos ou o irmão Eduardo Siqueira. Alex, pela postura simples e discurso bem articulado, já está sendo considerado o novo herdeiro político do ex-governador. Tem chances de se eleger.
A senadora Kátia Abreu (PMDB), que tem direito a disputar a reeleição para o Senado, ainda é o nome mais cotado, mas a disputa não será fácil. O ex-governadores Siqueira Campos e Carlos Henrique Gaguim, o ex-prefeito de Palmas Raul Filho e o senador João Costa (PR) também estão no páreo. Há quem diga que será uma disputa mais acirrada que a do Palácio Araguaia. Disputa dramática, seria o termo mais adequado.
Pelo quadro do momento esta seria a lista mais provável de candidatos ao governo com chance de chegar à convenção e seguir em frente. Ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos (PTB), governador Sandoval Cardoso (SDD), deputado Marcelo Lelis (PV), ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT), senador Ataídes Oliveira (Pros), empresário Roberto Pires (PP), senador Vicentinho Alves e o procurador da República Mário Lúcio Avelar (PPS). Fora daí é só especulação.
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Prefeito Carlos Amastha: o alvo é a eleição estadual daqui a 4 anos / Foto: Portal Gilda Bomfim[/caption]
Informações de bastidores dão conta de acordo reciprocidade entre senador Vicentinho Alves (SD) e o empresário Roberto Pires (PP). Quem estiver melhor colocado nas pesquisas de intenção de voto recebe o apoio do outro. Não é possível saber se Pires está se aproximando do governo ou se, ao contrário, é Vicentinho Alves que está se aproximando da oposição. O certo é que ambos estarão juntos nas eleições. Vicentinho estaria insatisfeito com acordo do governo para promover Sandoval Cardoso. Roberto Pires não estaria nada satisfeito com a postura do prefeito de Palmas, Carlos Amastha, que demonstra alinhamento ao Palácio Araguaia. Pode ser a consolidação da terceira via.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Igeprev finalmente pode sair do papel. Depois de três meses de espera a CPI finalmente tem data marcada para iniciar os trabalhos. Será no dia 15. A informação foi dada pelo autor da proposta, deputado Sargento Aragão (Pros), que explica que o objeto de investigação da CPI são as aplicações temerárias que podem ter provocado um rombo de R$ 500 milhões nos fundos do Instituto de Previdência do Estado.
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Ex-prefeito de Palmas Raul Filho e deputado José Augusto: entre os nomes abatidos antes da convenção / Foto: Edilson Pelikano e Diretoria de Divulgação/AL[/caption]
A fila anda. Vários nomes que foram lançados com pompa e circunstância no início da pré-campanha já estão fora da disputa. O ex-governador Siqueira Campos (PSDB), os empresários Nicolau Esteves (PT) e Benedito de Faria, Dito do Posto (PMDB), o ex-prefeito de Palmas Raul Filho (PT) e o deputado José Augusto (PMDB), dentre outros, já descartaram candidatura ao governo do Estado e agora buscam viabilizar candidatura a outro cargo.
Prefeito de Palmas anuncia que pode trocar projeto político da terceira via para aderir ao governo, caminho inverso ao que fez Vicentinho Alves . Oposição segue dividida entre candidato próprio ou se aliar ao governismo
Deputado de oposição defende candidaturas do ex-governador Siqueira Campos e do seu filho Eduardo Siqueira Campos, para permitir, segundo ele, que a sociedade avalie o resultado do governo que foram obrigados a entregar antes do fim
Marcelo Miranda, Sandoval Cardoso e Marcelo Lelis são os nomes que mais cresceram. Eduardo Siqueira, Paulo Mourão e Roberto Pires podem surpreender. Ataídes Oliveira, Mário Lúcio Avelar e Júnior Coimbra deixam a desejar
O presidente do PP, deputado Lázaro Botelho, desautorizou o prefeito de Palmas a falar em nome da terceira via, do qual é coordenador. Botelho disse que Amastha fala em seu nome e não em nome do movimento político denominado de terceira via, que se caracteriza como uma força de oposição e, portanto, não apoia candidatos governistas. Esta não é a primeira vez que Amastha é desautorizado a falar em nome da terceira via, da qual ele é um dos idealizadores. O motivo foi o mesmo: declarações favoráveis ao governo.


