O ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno foi escolhido nesta segunda-feira, 8, como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de Goiás. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, ele afirmou que a principal estratégia para as eleições de 2026 será converter em apoio à candidatura petista os votos obtidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Paralelamente, nos bastidores, a presidente estadual da legenda, Adriana Accorsi, busca se reunir com os representantes dos partidos aliados para apresentar o nome de Bueno.

A respeito da estratégia para converter os 1.542.115 votos obtidos por Lula no segundo turno, Bueno afirmou que será realizado um estudo estratégico pelo PT e pelos partidos da frente progressista para capitalizar esse público. “Queremos focar nesse eleitorado para ampliar a projeção do PT, transferindo os votos conquistados pelo presidente no segundo turno para nossa chapa ao governo do estado e, consequentemente, também para as chapas proporcionais de deputados federais e estaduais”, afirmou.

Ao mesmo tempo, ele ressaltou que o objetivo também é se tornar um palanque eleitoral para Lula em Goiás, incluindo a possibilidade de o presidente visitar o estado para ajudar na campanha. “Entendemos as dificuldades que o presidente terá para estar em Goiás, mas queremos fazer uma campanha bastante massiva e contar com a presença dele no estado. Vamos trabalhar para isso, sim”, disse Bueno.

O pré-candidato do PT ressaltou que o objetivo é “desenvolver uma plataforma baseada no desenvolvimento econômico, na distribuição de renda e na justiça social”. Ele afirmou que essa será a base de sua atuação e de seu plano de governo, cuja elaboração contará com discussões envolvendo dirigentes partidários e uma equipe técnica coletiva.

“A estratégia é mobilizar os nossos diretórios e as nossas instâncias partidárias, promover o debate sobre os problemas crônicos das diversas regiões do estado de Goiás, com seus diferentes desafios, e apresentar soluções. Nós queremos fazer uma campanha propositiva, que consiga mostrar ao eleitor como é o estado de Goiás hoje e como ele poderá ser governado por um partido que apoia o presidente Lula”, acrescentou Bueno.

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Nos bastidores, dirigentes de outros partidos da Federação Brasil da Esperança e de partidos aliados questionaram que a decisão não passou por eles. No entanto, ele afirmou que ouve conversas anteriores anteriores e que reunirá com as siglas aliadas para apresentar o seu nome.

“Sobre essa questão da consulta, eu pessoalmente conversei com praticamente todos os partidos durante esse processo de escolha da pré-candidatura ao governo. Conversei com os presidentes e com as lideranças das siglas. Mas eu não tinha autonomia para conduzir nenhum processo de negociação. Agora, nossa presidente, com muita cautela e prudência, enfrentando muitas vezes questionamentos feitos pela direção nacional, conversou e se reuniu diversas vezes com a frente de partidos”, contou Bueno.

A Federação Brasil da Esperança é composta pelo PT, PV e PCdoB. Fora que a Frente Democrática também conta com a federação composta pelo PSOL e pela Rede, além do PDT e do PSB.

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