O Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Goiás iniciou uma nova fase no tabuleiro político estadual ao incluir na discussão eleitoral o nome do advogado Carlos Gomes Cavalcanti Mundim como possível pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano. Sem passagem por cargos eletivos, Mundim aposta em um perfil técnico e na longa trajetória na administração pública para se posicionar como uma alternativa do campo progressista.

Atualmente, o nome do advogado circula nos bastidores do partido como uma tentativa de oxigenar o debate sucessório e oferecer ao eleitor goiano uma opção ancorada na eficiência administrativa e na responsabilidade social, valores que a legenda associa a um trabalhismo renovado.

Perfil técnico e articulação política

Mundim construiu sua carreira longe das urnas. Foi procurador-geral do município de Goiânia durante a gestão do ex-prefeito Pedro Wilson (PT), período em que consolidou experiência na gestão pública e no desenho institucional de políticas.

Nos últimos 20 anos, acumulou também a função de articulador político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região Centro-Oeste, atuando como interlocutor entre lideranças locais e o Planalto.

Dentro do PDT, a avaliação é que a ausência de mandato eletivo pode ser compensada pela capacidade de diálogo e pelo conhecimento da máquina pública. “Carlos Mundim representa um trabalhismo de resultados, focado em gestão e justiça social”, resumiu um dirigente estadual da legenda, sob condição de anonimato.

Estratégia para o palanque de Lula

A pré-candidatura ao Senado, ainda em fase de articulação, é apontada como a primeira a ser lançada pelo campo progressista em Goiás neste ciclo eleitoral. A movimentação não é isolada: integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento do palanque do presidente Lula no estado, onde a direita tem dominado as últimas disputas majoritárias.

Ao lançar um nome com vínculos diretos com o presidente, o PDT espera atrair eleitores identificados com o governo federal e, ao mesmo tempo, ampliar o espaço da legenda no cenário eleitoral goiano. A ideia é que Mundim possa compor uma chapa proporcional competitiva e impulsionar candidaturas a deputado federal e estadual.

Articulações em curso

A movimentação ocorre em meio a intensas negociações pré-eleitorais em Goiás. Diferentes grupos tentam consolidar nomes para o Senado, em um cenário ainda indefinido.

O PDT aposta em um caminho próprio, mas alinhado à federação com o PT e outras legendas de esquerda. Nos próximos dias, Mundim deve intensificar encontros com dirigentes partidários, movimentos sociais e setores organizados para viabilizar a pré-candidatura.

A oficialização dependerá de acordos estaduais e nacionais, mas os sinais internos indicam que o advogado já é tratado como o principal nome do partido para a disputa.