Dois dias depois de assumir a presidência da república pela terceira vez, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a fazer o que já era esperado: exonerar servidores nomeados por Bolsonaro (PL) e que ainda estão lotados no governo federal. Apenas na segunda-feira, 2, 1.204 gestores deixaram os cargos.

A demissão em massa que deve ocorrer durante toda a semana, de acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, têm preocupado a administração federal. O ministro, porém, afirmou que não haverá paralisação da máquina pública porque as exonerações, neste momento, atingiram cargos mais altos, de níveis 5 e 6, de chefia e de coordenação. 

Desta forma, os cargos de perfil mais técnico foram preservados, assumindo funções que eram executadas pelos servidores exonerados, e a substituição desses técnicos ocorrerá de forma gradual. Nesta terça-feira, 3, o site do Diário Oficial da União (DOU) está fora do ar, o que impede que se saiba o número total de dispensas até agora.

Pessoal 

Dados atualizados do Painel Estatístico de Pessoal, ligado ao Ministério do Planejamento, mostram que existem 567,6 mil servidores públicos em atividade ligados ao Poder Executivo, de provimento por meio de concurso público.

Em paralelo, 34,8 mil servidores ocupam cargos e funções comissionados, sem vínculo permanente, representando 6,14% do total de funcionários. A administração pública federal gasta atualmente R$ 11,4 bilhões com o pagamento da folha salarial.